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sábado, 14 de outubro de 2017

Bispo pede união de todas as religiões contra a Globo

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Intervenção militar para combater a corrupção, retomar o desenvolvimento e evitar uma convulsão social

A Ação militar se justifica se a crise política, econômica, social e moral chegar a extremos

Gen Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva,
O Estado de S.Paulo

Muito se discute sobre a possibilidade, necessidade e legalidade de uma intervenção militar para combater a corrupção, retomar o desenvolvimento e evitar uma convulsão social. (Ver o editorial “O altar da salvação nacional”, na página ao lado.)

O artigo 142 da Constituição federal define a missão das Forças Armadas, estabelecendo que elas “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

O artigo deixava dúvida se o emprego das Forças poderia ser determinado diretamente pelo Judiciário e pelo Legislativo, haja vista a subordinação das Forças Armadas à autoridade suprema do presidente da República. Essa lacuna foi parcialmente preenchida com a Lei Complementar 97/1999, que em seu artigo 15, § 1.º, diz: “Compete ao Presidente da República a decisão do emprego das Forças Armadas, por iniciativa própria ou em atendimento a pedido manifestado por quaisquer dos poderes constitucionais, por intermédio dos Presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados”. A lei não eliminou a possibilidade de um impasse institucional caso o Judiciário ou o Legislativo requeiram o emprego das Forças Armadas e o presidente se recuse a dar a respectiva ordem, pois o Brasil não está imune ao conflito entre os Poderes da União, como se vê no atual contexto político.

Está claro, porém, não haver nenhum dispositivo legal que autorize o emprego ou a intervenção das Forças Armadas por iniciativa própria. Aliás, nesse caso, quem assumiria o comando das Forças? O comandante da Marinha, o do Exército ou o da Aeronáutica? Haveria consenso? Em 1964 o Exército conduziu o movimento civil-militar de 31 de março, mas o contexto político era diferente. Por outro lado, houve intervenções militares em algumas situações de grave crise política, a despeito de, salvo melhor juízo, nunca ter existido tal dispositivo legal.

No Brasil, indivíduos e grupos poderosos vêm usando a lei, ou a prerrogativa de legislar, com o propósito de auferir vantagens injustificáveis, portanto, ilegítimas. A sociedade e as instituições confiáveis precisam tomar atitudes resolutas para, licitamente, se livrarem das lideranças corruptas, cujas permanência no poder e atuação prepotente e nociva podem levar o País a uma desastrosa convulsão política e social, pois tolerância tem limite.

A intervenção militar será legítima e justificável, mesmo sem amparo legal, caso o agravamento da crise política, econômica, social e moral resulte na falência dos Poderes da União, seguida de grave instabilidade institucional com risco de guerra civil, ruptura da unidade política, quebra do regime democrático e perda de soberania pelo Estado. Esse processo revolucionário já foi propugnado, publicamente, por líderes de movimentos pseudossociais e políticos de ideologia socialista radical, todos investindo constantemente na divisão da sociedade.

Em tal quadro de anomia, as Forças Armadas tomarão a iniciativa para recuperar a estabilidade no País, neutralizando forças adversas, pacificando a sociedade, assegurando a sobrevivência da Nação, preservando a democracia e restabelecendo a autoridade do Estado após livrá-lo das lideranças deletérias. São ações inerentes às missões constitucionais de defesa da Pátria, não restrita aos conflitos externos, e de garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem.

O Executivo e o Legislativo, profundamente desacreditados pelo envolvimento de altos escalões em inimagináveis escândalos de corrupção, perderam a credibilidade para governar e legislar. Embora moralmente desgastadas, as lideranças políticas têm força para tentar deter a Lava Jato e outras operações congêneres, escapar da Justiça e manter seu ilegítimo status de poder. São visíveis as manobras insidiosas da velha ordem política patrimonialista fisiológica e da liderança socialista radical, cuja aliança afundou o País em 13 anos de governo.

Pela credibilidade da presidente do STF e da maioria dos ministros, a Alta Corte tem autoridade moral tanto para dissuadir essas manobras insidiosas quanto para encontrar caminhos legais e legítimos que permitam acelerar os processos das operações de limpeza moral, como a citada Lava Jato. Não fossem o foro especial e os meandros de uma Justiça lenta e leniente, o País já teria avançado muito mais em sua higienização política.

Por sua vez, a sociedade, hoje descrente, tenha consciência de que, para traçar seu destino, precisa manter constante pressão para sanear instituições fisiológicas, que não cumprem a obrigação de defender interesses coletivos. Não se iluda a liderança nacional. A apatia da Nação pode ser aparente e inercial, explodindo como uma bomba se algo ou alguém acender o pavio.

Na verdade, só o STF e a sociedade conseguirão deter o agravamento da crise atual, que, em médio prazo, poderá levar as Forças Armadas a tomarem atitudes indesejadas, mas pleiteadas por significativa parcela da população.

O Brasil não pode continuar sangrando indefinidamente, pois isso aumenta a descrença no futuro, retarda a retomada do desenvolvimento econômico e ameaça a estabilidade política e social.

O comandante do Exército estabeleceu a legalidade, a legitimidade e a estabilidade como cláusulas pétreas para guiar a instituição, mas a mensagem se estende, também, à sociedade e à liderança nacional. Que tenham visão de futuro e responsabilidade cívica e política para impedir que a legalidade continue sendo corrompida pela ilegitimidade, assim desestabilizando o País.

As cláusulas pétreas são pilares que precisam ser rígidos, sendo os Poderes da União e a sociedade os responsáveis pela firmeza do tripé.

Fonte: Facebook do General Paulo Chagas

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

OUTUBRO MARROM

Outubro Rosa não passa de uma campanha de "localização". Localizar nos seios o algo estranho, nódulo, cisto, tumor já em andamento e ir correndo compensar financeiramente o investimento médico nos seus caros equipamentos de diagnósticos e laboratoriais.

E depois enriquecer mais e mais a nojenta indústria da morte, dita farmacêutica.

Prevenção, meus caros, não é isso!

Sabe-se que a receita do Câncer é Acidez Orgânica + Pouca Oxigenação Celular + Vírus, fungos e bactérias + CONFLITOS EMOCIONAIS.

E, se tiver que se tratar pela saúde pública, é melhor nem saber que precisa do tratamento, pois a ansiedade e outras emoções negativas pela espera em fila de exames e atendimento médico, vão prejudicar mais ainda a saúde.

Prevenção não é fazer mídia rosinha para ficar bonitinha e mandar todas as mulheres apalparem suas mamas. Isso é educação para localizar a "merda" que já está lá.

Fui tocar hoje em um evento temático do Outubro Rosa, botei até gravata rosa. E notei que serviam refrigerante zero, café com aspartame, coxinhas de galinha de granja cheia de hormônios, requentadas em um microondas. E varias mulheres com seus desodorantes roll on anti transpirante (ou seja - anti remoção de toxinas e oxigenação).

Fazem a campanha e servem e abusam dos agentes provocadores?

Deveriam parar de hipocrisia rosinha e apoiar a mudança de hábitos alimentares, divulgar pesquisas sérias que apontam o microondas, a comida processada, carboidratos refinados, glutamato monossódico (presente em 99,9% dos alimentos industrializados, para realçar o sabor), celular, filtro solar, desodorantes femininos, até a mamografia (que provoca câncer), e outros fatores altamente cancerígenos.

E outra: como terapeuta pude perceber que a esmagadora maioria das mulheres com CA de mama desenvolvem o mesmo fragilizadas por um conflito de maternidade, seja vindo de suas mães ou para seus filhos.

Tudo começa ali e os agentes do CA tomam conta.

Então desculpem...

Nada de rosa e de falar equivocadamente de prevenção, estimulando apenas o auto-exame sem fazer o principal: explicar bem claro o porque de o tumor aparecer lá.

Ahhhh... Mas como falar isso em rede nacional se a Friboi e a Sadia patrocinam o horário nobre?
Se a DOVE, Nivea e cia apostam alto e pagam para você saber como não manchar a sua roupa branca com suor, mas ganhar um CA?

Outubro MARROM - O Outro Lado do ROSA - por Jordan Campos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

RENDIÇÃO DA 148ª DIVISÃO ALEMÃ AOS BRASILEIROS NA ITÁLIA (2ª GUERRA MUNDIAL)

Por que a 148ª Divisão Alemã se entregou somente aos brasileiros na Itália?
(Cel. Hiram Reis e Silva)

“Foi em abril de 1945.

Os alemães tinham retraído da Linha Gótica depois da nossa vitória em Montese, e provavelmente pretendiam nos esperar no vale do rio Pó, mais ao Norte.

Nosso Esquadrão de Reconhecimento, comandado pelo Pitaluga, os avistou na Vila de Collechio, um pouco antes do rio.

A pedido do General fui ver pessoalmente e lá, por ser o mais antigo, coordenei a noite um pequeno ataque com o esquadrão e um pelotão de infantaria, sem intenção maior do que avaliar, pela reação, a força do inimigo.

Sem defender efetivamente o local, os alemães passaram para o outro lado do rio e explodiram a ponte.

Então observamos que se tratava de uma tropa muito maior do que poderíamos ter imaginado.

Eram milhares deles e nós tínhamos atacado com uma dezena de tanques e pouco mais de cinquenta soldados”.

“Informamos ao comando superior que o inimigo teria lá pelo menos um regimento.

O comando, numa decisão ousada, pegou todos os caminhões da artilharia, encheu-os de soldados e os mandou em reforço à pequena tropa que fazia frente a tantos milhares.”

” Considerei cumprida a minha parte e fui jantar com o Coronel Brayner, que comandava a tropa que chegara” prosseguiu Dionísio.

“Durante a frugal refeição de campanha, apresentaram-se três oficiais alemães com uma bandeira branca, dizendo que vieram tratar da rendição.

Fiquei de interprete, mas estava confuso; no início nem sabia bem se eles queriam se entregar ou se estavam pensando que nós nos entregaríamos, face ao vulto das tropas deles, que por sinal mantinham um violento fogo para mostrar seu poderio”.

“Esclarecida a situação, pediram três condições: que conservassem suas medalhas; que os italianos das tropas deles fossem tratados como prisioneiros de guerra (normalmente os italianos que acompanhavam os alemães eram fuzilados pelos comunistas italianos das tropas aliadas) e que não fossem entregues à guarda dos negros norte-americanos”.

“Esta última exigência merece uma explicação: a primeira vista parece racismo.

Que os alemães são racistas é óbvio, mas porque então eles se entregaram aos nossos soldados, muitos deles negros?

Bem, os negros americanos naquela época constituíam uma tropa só de soldados negros, mas comandada por oficiais brancos.

Discriminados em sua pátria, descontavam sua raiva dos brancos nos prisioneiros alemães, aos quais submetiam a torturas e vinganças brutais.

É claro que contra eles os alemães lutariam até a morte.

Não era só uma questão de racismo”.

“Eu perguntei ao interprete do lado alemão (nos entendíamos em uma mistura de inglês, italiano e alemão), por que queriam se render, com tropa muito superior aos nossos efetivos e ocupando uma boa posição do outro lado do rio.

Ele me respondeu que a guerra estava perdida, que tinham quatrocentos feridos sem atendimento, que estavam gastando os últimos cartuchos para sustentar o fogo naquele momento e que estavam morrendo de fome.

Que queriam aproveitar a oportunidade de se render aos brasileiros porque sabiam que teriam bom tratamento”.

“Combinada a rendição, cessou o fogo dos dois lados.

Na manhã seguinte vieram as formações marchando garbosamente, cantando a canção ‘velhos camaradas’, também conhecida no nosso Exército”.

“A cerimônia era tocante” – prosseguiu Dionísio.

“Era até mais cordial do que o final de uma partida de futebol.

Podíamos ser inimigos, mas nos respeitávamos e parecia até haver alguma afeição.

Eles vinham marchando e cada companhia colocava suas armas numa pilha, continuando em forma, e seu comandante apresentava a tropa ao oficial brasileiro que lhe destinava um local de estacionamento.

Só então os comandantes alemães se desarmavam. A primeira Unidade combatente a chegar foi o 36 Regimento de Infantaria da 9° Divisão Panzer Grenadier.

Seguiram-se mais de 14 mil homens, na maioria alemães, da 148° Divisão de Infantaria e da Divisão Bessaglieri Itália que os acompanhava”.

“Entretanto houve um trágico incidente: Um nosso soldado, num impulso de momento, não se conteve e arrancou a Cruz de Ferro do peito de um sargento alemão.

O sargento, sem olhar para o soldado, pediu licença a seu comandante para sair de forma, pegou uma metralhadora em uma pilha de armas a seu lado e atirou no peito do brasileiro, largou a arma na pilha e entrou novamente em forma antes que todos se refizessem da surpresa.

Por um momento ninguém sabia o que fazer.

Já vários dos nossos empunhavam suas armas quando o oficial alemão sacou da sua e atirou na cabeça do seu sargento, que esperou o tiro em forma, olhando firme para frente.

Um frio percorreu a espinha de todos, mas foi a melhor solução” - Concluiu Dionísio.

Ao ouvir esta história, eu já tinha mais de dez anos de serviço, mas não pude deixar de me emocionar.

Não foram as tragédias nem as atitudes altivas o que mais me impressionaram.

O que mais me marcou foi o bom coração de nossa gente, a magnanimidade e a bondade de sentimentos, coisas capazes de serem reconhecidas até pelo inimigo.

Capazes não só de poupar vidas como também de facilitar a vitória.

É claro que isto só foi possível porque os alemães estavam em situação crítica; noutro caso, ninguém se entregará só porque o inimigo é bonzinho, mas que a crueldade pode fazer o inimigo resistir até a morte, isto também é real.

Na História Pátria podemos ver como Caxias, agindo com bondade, só pacificou, e como Moreira César, com sua crueldade, só incentivou a resistência até a morte em Canudos.

O General Dionísio e o interprete alemão – Major Kludge, se tornaram amigos e se corresponderam até a morte do primeiro, no início dos anos 90.

O General Mark Clark, comandante do 5° Exército norte-americano, ao qual a FEB estava incorporada, disse que foi um magnífico final de uma ação magnífica.

Dionísio disse apenas que a história real é ainda mais bonita do que se fosse somente um grande feito militar.

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“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”.
(Nelson Rodrigues)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

ENTENDA O SILÊNCIO DAS FORÇAS ARMADAS

Uma coisa que a população nas ruas não entende é a razão do silêncio das Forças Armadas. O principal motivo desse aparente silêncio é óbvio: as Forças Armadas não podem falar por falar. Qualquer pronunciamento mais incisivo do Comando equivale a ação política. Se, por exemplo, o Comandante do Exército criticar qualquer ato da Dilma, ou recusar-se abertamente a cumprir ordens das autoridades civis, isso equivale a golpe de Estado, porque das duas, uma: ou o Comandante é demitido, ou o Governo cai. Não existe a hipótese de pronunciar-se contra e ficar no cargo, nem do Governo permanecer no poder após o pronunciamento.

Essa situação é muito parecida com a dos juízes. Um dos princípios fundamentais da magistratura é que "o juiz só fala nos autos do processo". Ou seja, o juiz jamais discute em público ou emite opinião sobre os processos. Ele simplesmente absolve ou condena, e justifica por escrito a sua decisão. Isso porque a "opinião" do juiz não é opinião: ela tem força de Lei.

A mesma coisa acontece com os militares: eles só falam por meio de atos concretos. Não podem debater nem opinar sobre questões políticas. Mas podem e devem agir, quando essas questões mexem com interesses nacionais.

Interesses nacionais: esse é um ponto ao qual as pessoas não prestam muita atenção. A expressão ficou tão gasta pelo uso, que passou a ser mera frase de efeito, sem consequência, tal como dizer "bom dia" quando o dia de fato é ruim, ou "saúde!" ao brindar com tóxico uísque paraguaio.
Mas no nosso caso, "interesses nacionais" têm significado que deve ser levado a sério. Vamos entender a lógica.

Vivemos num Estado de Direito, não é verdade?

Ou seja, num Estado onde a Lei está acima de tudo. Todos estão submetidos à Lei, e todas as leis têm de estar de acordo com a constituição, que é a Lei Suprema.

Nesse caso, as Forças Armadas só podem agir dentro da Lei.

E a Lei as submete ao governo civil, eleito pelo "povo". Correto?

Sim e não.

Sim, na normalidade.

Não, nas crises extremas, que põem em perigo a existência ou a integridade da Nação Brasileira.
Vejam como funciona.

Na mesma constituição de 1988, manteve-se um dispositivo das constituições anteriores, que define as Forças Armadas como "instituições nacionais permanentes".

Essa definição implica que as Forças Armadas estão a serviço da Nação, e não do Estado, nem do Governo.

A Nação está acima de tudo.

O Estado é criado pela Nação, e a Constituição é a materialização, a forma de existir, do Estado.
Sendo Instituições Nacionais, as Forças Armadas são fundadoras e guardiãs da Nação, portanto anteriores ao Estado e à constituição.

Que significa isso?

Para responder, temos de considerar como se formam as nações.

Nações se formam quando um povo domina um território, demarca suas fronteiras e as preserva e defende eficazmente contra potenciais ou atuais inimigos.

Só então é possível constituir o Estado e o governo.

A força militar é elemento imprescindível à instituição da Nação, a qual é anterior à formação do Estado.

O Estado se institui por meio da Constituição. Mas o Estado e o Governo não abrangem a Nação.
A Nação está acima e além de tudo, porque é a origem de tudo.

E as Forças Armadas, embora sejam órgãos do Estado, subordinadas ao Governo, são em última instância instituições da Nação.

Quando o Estado ou o Governo se voltam contra a Nação (é o que acontece no Brasil de agora), as Forças Armadas podem e devem intervir, passando por cima tanto do Governo como do Estado.
Mas essa responsabilidade é gravíssima, de modo que jamais pode ser exercida com leviandade.

É algo como aquele famoso "botão vermelho" que o Presidente dos Estados Unidos tinha no seu gabinete, o qual, uma vez apertado, deflagraria a guerra nuclear total, com risco de destruir o planeta.
Dá para entender o silêncio e a aparente imobilidade das Forças Armadas?

Esse silêncio e essa imobilidade, porém, não significam passividade nem conivência com a quadrilha no poder.

Pensem: quais são as reais intenções dessa quadrilha? Ela nunca as escondeu. Seu objetivo é instituir no Brasil ditadura semelhante aos modelos que seus chefes tanto admiram. Algo parecido com Cuba, ou Coréia do Norte, ou Venezuela, ou as ditaduras africanas.

Estando há quinze anos no poder, a quadrilha teve todo o tempo e todos os recursos para dar o golpe.
Mas não o fez.

Por que?

Porque não pôde.

Porque a quadrilha tem o Poder, mas não dispõe da Força.

Ela manda no Brasil, faz o que bem entende com o dinheiro público, compra a mídia, aparelha o serviço público com nomeados políticos, comete os maiores desatinos em matéria de política externa, é mancomunada com o crime e o narcotráfico, tem tudo nas mãos, mas ainda não conseguiu o seu maior objetivo: a ditadura.

Para isso, precisaria desfechar um golpe de Estado revolucionário, fechar o Congresso, ocupar militarmente o País, estatizar os jornais, tevês e rádios, prender ou matar seus adversários e assim ter meios de confiscar propriedades e estabelecer alguma forma de socialismo. É o que gostariam de fazer, embora jurem que não.

E por que não o fizeram? Porque sabem que não podem contar com as Forças Armadas, nem com as Polícias, para essa aventura.

E sabem que, se tentarem, as Forças Armadas impedirão.

O silêncio e a imobilidade das Forças Armadas, portanto, não significam omissão nem indiferença.

Afinal, muralhas também são imóveis e silenciosas.

As Forças Armadas são as muralhas que impedem o golpe da quadrilha.

Certo, eles fazem tudo para provocá-las.

Tal como moleques pichadores, eles sujam a muralha.

Difamam as Forças Armadas, procuram humilhá-las com coisas como a tal Comissão da Verdade, espalham falsas histórias, fazem tudo o que podem.

Mas não conseguem abalar a enorme barreira, imóvel e silenciosa.

Ela continua firme no seu lugar, e cada vez mais o povo brasileiro compreende que é a sua proteção, o seu abrigo seguro.

Fonte: O Jornal do Estado

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A LEI DA ENTROPIA E A LEI DA SINTROPIA

 A lei da entropia é a Lei da física que pode ser explicada, basicamente, como a lei que nivela as "coisas" por seu nível mais baixo, portanto está relacionada à desordem.

Um exemplo da lei da entropia, sendo muito mais fácil de entende-la, é colocar uma laranja podre em uma cesta com laranjas saudáveis, e todas estas serão apodrecidas.

O PT conseguiu apodrecer nosso querido BRASIL!!! Corrompeu, apodreceu e faliu nosso sistema político, convertendo nossa frágil democracia em uma farsa. Nossa democracia hoje é um sistema totalitário justificado “democraticamente” por urnas eletrônicas, no mínimo duvidosas. O modo como foi conduzido as últimas eleições comprova isso. Nosso demorado e complicado sistema jurídico está infestado de podridão, onde os bandidos são os próprios juízes, com raras exceções, que movidos a propinas e vantagens, desvendaram a justiça (a justiça é cega como diz a máxima no meio acadêmico) e seus olhos foram voltados para a injustiça, com sua cabeça virada à esquerda, sua balança está desequilibrada e pende para a corrupção e a espada símbolo da defesa tornou-se um canivete enferrujado para aqueles que necessitam deste sistema para sanar problemas com terceiros e se sentem injustiçados.

Nosso sistema educacional que deveria formar cabeças pensantes e intelectuais das mais variadas vertentes do conhecimento humano, está em franca decadência, formando analfabetos funcionais e zumbis mecanizados e hipnotizados por uma ideologia utópica onde aprendem a ler, mas não entendem o que leem, que aprendem a escrever, mas não conseguem concatenar uma única frase que dê sentido à sua real intenção de expressão.

Nosso povo vive, por conta da “hegemonia cultural” sob a mais pura ilusão, sendo incapazes de perceber o perigo iminente e imediato ao qual vivenciamos.

Nosso sistema tributário fere completamente a real existência de sua natureza que é prover serviços públicos de qualidade, para o bem-estar e desenvolvimento da nação, servindo nestes tempos tenebrosos única e exclusivamente para prover a vida luxuosa da "elite política" e seus asseclas, através de intermináveis regalias, exacerbados escanda-los de corrupção, e incompetência sistemática na admiração dos recursos e das riquezas nacionais.

Nossas relações internacionais estão voltadas para Países ditatoriais cruéis, perversos, atrasados e miseráveis que se tornaram um custo a mais para nós, pois passamos a sustentar e financiar a corja que os governam, onde a única contrapartida que se tem notícia é o "apoio político ideológico" que o PT e sua corja recebem.

Nossa riqueza foi sequestrada por uma gangue, por uma quadrilha, pessoas sem altruísmo algum, sem capacidade de amar ao próximo, amar a Pátria, amam somente o dinheiro e o poder, para atender seus objetivos nefastos.

Nosso povo honesto está cansado disso!!! Não queremos mais o PT e está corja política corrompida que nos escravizam, nos enganam, nos roubam descarada e impunimente que sustenta vagabundos afiliados, filiados e afilhados políticos, sustentam miseráveis, grande parte da população “carente” transformando-os em reféns de suas precárias condições em nome da justiça social, em detrimento do bem-estar geral desta maravilhosa Nação.

Até mesmo nossos meios de comunicação estão apodrecidos. As empresas de comunicação em todo o Brasil, nada mais fazem que mentir, distorcer fatos e acontecimentos e desinformar a população desavisada, tentam transformar a mentira descabida, em verdade suprema, em troca de alguns bilhões anuais para equilibrarem suas contas. Não queremos mais isso!!!!

Queremos justiça real e verdadeira, queremos os inimigos da NAÇÃO capturados, presos, julgados por corte marcial e como traidores da Pátria e do povo Brasileiro, queremos que seus bens e de seus familiares, conseguidos com o dinheiro sujo da corrupção, sejam confiscados e devolvidos ao erário público. Queremos que suas vantagens sejam extintas e que paguem por seus crimes sendo presos até o final de suas insignificantes e demoníacas vidas, ou até mesmo a aplicação da a pena capital, para que sejam enviados ao inferno para comunizarem o diabo!

Estamos lutando contra esta podridão toda que poderá nos levar à uma guerra sem precedentes em nossa história. Os inimigos do Brasil, aprisionados na ilusão de uma ideologia perversa, cruel, totalitária e desumana, estão aqui ao nosso lado, em nossos círculos de amizades e familiares, nasceram aqui nesta terra, mas não são brasileiros, não amam o Brasil e seu povo, amam somente o COMUNISMO e tudo que ele representa de mal nesta humanidade.

Mas não se enganem por afeição ou simpatia, são inimigos!!!

Em uma guerra, não se pode haver misericórdia alguma. Numa guerra, ou se mata ou se morre!!! Aquele tiver maior território conquistado e menos baixas em seu efetivo, basicamente, sairá vitorioso.

Não fomos nós, o povo honesto e trabalhador que declaramos tal guerra. Tentamos por diversas vezes mudar esta situação, mas não permitiram e não permitirão, portanto não há mais negociação e nem recuo, preferem a morte e assim a terão!

Não se acovardem com bravatas, povo brasileiro, não se intimidem com seus discursos de ódio, não se sintam desprovidos de coragem por suas ameaças vãs, não se submetam ao “terrorismo psicológico” que querem implantar em suas mentes, não há o que temer, em todas as manifestações temos o apoio total e irrestrito de nossas policias militares e outras entidades da segurança pública para nos proteger, portanto a “guerra” que estes crápulas querem não acontecerá nas manifestações do povo honesto, trabalhador e ordeiro.

Mas existe um modo de evitar esta guerra declarada que estes psicopatas querem nos impor e este modo envolve o sentimento mais puro, honesto e imensurável que podemos ter; O AMOR!

Nosso amor pela Pátria e pelo povo brasileiro é imensamente mais forte que o ódio de nosso inimigo e em toda a história da humanidade O AMOR VENCE O ódio!!! A verdade vence a mentira e justiça prevalece.

O AMOR nos impulsionará à vitória.

Não estamos sozinhos, não estamos desguarnecidos, temos aqueles que mais AMOR POSSUEM POR ESTA TERRA, POR ESTE POVO, POR ESTA PÁTRIA, pois juraram DEFENDE-LA ATÉ A MORTE, e estão e sempre estarão ao nosso lado!!!

ESTE BRAVOS PATRIOTAS SACERDOTAIS, são o antônimo da lei da entropia. ELES REPRESENTAM A LEI DA SINTROPIA.

A lei da sintropia representa a organização dos sistemas, a lei da sintropia representa a ORDEM para se chegar ao PROGRESSO!!!
São nossa única esperança de salvação, diante do cenário lamentável deste processo acelerado de apodrecimento, que a psicopatia comunista governante está no impondo e nos transformando em um “balaio gigantesco de laranjas podres”.

Somente uma MÃO AMIGA COM UM BRAÇO FORTE poderá retirar do balaio, as laranjas podres para que o restante se mantenha saudável, não se contamine e possamos ter o suco destas laranjas para saciar nossa sede e plantarmos suas sementes para que nasçam mais laranjeiras.

VAMOS TODOS PARA A RUA!!!
VAMOS TOMAR O BRASIL DE VOLTA!!!
VAMOR PARAR ESTA NAÇÃO!
GREVE GERAL E DESOBEDIÊNCIA CIVIL!!!
OU FICAR A PÁTRIA LIVRE OU MATAR PELO BRASIL!

Reinaldo Bueno
é o autor do texto
Fonte: Facebook

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Máfia médica e a fábrica de doenças

 Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA. A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA. A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”.

Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”. Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde(?!). Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreveTANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo… não ejacula mais. Não sai nada!

Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e… DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).

Fonte: Notícias Naturais

domingo, 26 de julho de 2015

Da Terra Brasilis das paixões ao Brasil das leis

Por que, apesar de tudo, o Brasil deu certo? Indaga em certo momento Laurentino Gomes, autor da trilogia 1808, 1822, 1889. Sem dúvidas, é uma pergunta que nos causa inquietação. Afinal, teria mesmo o Brasil dado certo? Ele justifica e discorre sobre o "apesar dos pesares" já que somos um dos países mais pujantes do mundo, com uma população numerosa que, em toda a sua história, possui fatos que poderiam nos levar a uma realidade bem diversa da atual.
Cita, por exemplo, o que é consenso entre os estudiosos: que se não fosse a vinda de Dom João VI para o Brasil, estabelecendo um poder central, não haveria a unidade territorial que conhecemos hoje, mas, sim, a existência de pelo menos quatro países de língua portuguesa devido aos vários movimentos separatistas. Além disso, uma das abordagens de Gomes é de que o Brasil adquiriu seu status geopolítico econômico e social a despeito de uma Cultura passional, originária e retrógrada que explica o famoso "jeitinho brasileiro". Infere-se que o Brasil “deu certo” perto do que poderia ser em uma perspectiva mais pessimista, mas sabemos que está muito longe do que poderá vir a ser. 
Esse entendimento exige a compreensão da própria formação do povo brasileiro, resultante do entrechoque de etnias, com perspectivas opostas entre dominados e dominadores. E é sobre essa cultura de origem predominantemente lusófona, latina, "miscigenada" com a dos índios e a dos africanos, a qual adiciona-se a dos demais imigrantes, que está assentado todo o nosso ordenamento jurídico positivado, escrito. E uma de suas características mais marcantes é ser passional ao ponto de a vontade do indivíduo pretender sobrepujar a eficácia da lei, desafiando-a em detrimento de toda uma coletividade ou do direito de outrem. Platão há milênios já pregava a lei como disciplinadora das paixões, não como refém das conveniências pessoais egoístas e absurdas que procuram subjugar a supremacia do interesse público.
Assim, posso afirmar, existem dois paralelos empíricos observáveis. Um, no qual quanto mais a cultura esteja assentada em aspectos passionais, menor será a aderência às leis. Outro, ao contrário, revela uma sociedade mais pragmática, onde a eficácia normativa é regra, não exceção. Assim estaremos diante de comunidades com maior ou menor grau de juridicização de atos e fatos. Então, diferente dos latinos, seriam os nórdicos, anglo-saxões, germânicos, judaicos e nipônicos culturas menos passionais, os quais seus Índices de Desenvolvimento Humano, geralmente mais elevados, refletem maior respeito às leis, aos modos e aos costumes? Talvez o equivalente a “menos passional” seja “mais educação”, afinal não falo na condição de nenhuma autoridade sociológica, apenas de singular observador.
Curioso, quase sem exceção, representam países que passaram por grandes flagelos e privações em suas histórias, referentes às guerras e calamidades sofridas. Ou, ainda, estariam esses povos mais desenvolvidos aprendido com o passar dos tempos que precisariam evoluir a sua cultura para saber que não existe salvação fora do império das leis? Se todos, indistintamente, estão adstritos à mesmíssima natureza humana, origem de todas as paixões, fico com essa hipótese.
O grande e preocupante problema, talvez, esteja no fato de que aqui no Brasil, na ausência de grandes catástrofes naturais e de guerras nas quais tivéssemos que repelir invasores a nos saquear , o brasileiro possa demonstrar uma tendência para o autoflagelo, na medida em que alguns “se dão bem” às custas do trabalho e do sofrimento de toda uma coletividade. E isso revelaria uma tremenda falta de consciência nacional e, até, uma espécie de autofagia social inconsequente.
Logo, assim como outros povos já experimentaram desde a explícita barbárie medieval aos horrores da Segunda Grande Guerra, e evoluíram para o mundo das leis e da civilidade, conservo a esperança de que possamos superar a nossa velada barbárie contemporânea, herdada da nossa origem escravocrata, sendo o fundamental desvelá-la em toda a sua hipocrisia.
Não é novidade que hispânicos e lusitanos hastearam as suas bandeiras no além-mar, numa colonização de exploração para subjugar os povos conquistados e alienados. Assim aqui foi com os patrícios portugueses, onde dessas cicatrizes ainda corre sangue a céu aberto da maneira mais torpe, porque banalizável, na medida em que permanecem, ainda que velados, os mesmos grilhões da escravidão de outrora. Ninguém quer ver com a peneira a verdade que aos olhos cega tal qual o sol. Assumir de fato essa herança, e reconhecê-la, é o primeiro passo para seguirmos o caminho da Itália desenvolvida, exemplo de que nós, latinos, estamos ainda no processo evolutivo para disciplinar nossa Cultura passional às Leis.
Essa exposição não tem por objetivo ser uma crítica absoluta, pois essa mesma cultura que revela maior distância entre o “ser” e o “dever ser” tem muitos outros predicados fascinantes, e que nos identifica, os quais, particularmente, sinto orgulho. Somos um povo alegre, batalhador e com vocação para a paz, situados no mais belo e rico recanto do planeta. Talvez isso explique o porquê do Brasil “ter dado certo”, nas palavras de Gomes.
No entanto, para que verdadeiramente possamos dizer que o Brasil deu certo – não sob a ótica pessimista do citado autor, mas sob a nossa, otimista –, cabe a nós, assumirmos a responsabilidade dos enormes desafios que se apresentam no horizonte, não havendo outra alternativa que não lutar para tornar essa Terra Brasilis das paixões de outrora num lugar cada vez melhor para nós e para as futuras gerações, na busca incansável de uma maior conscientização e educação do povo, que conduz a sua efetiva participação, pressuposto da evolução cultural.
E não tem outro jeito! Pois, por mais odiosa que possa ser a percepção de muitos acerca da política, hoje ela reflete exatamente a falta dessa participação popular mais consciente. Hemos de aprimorá-la para nos reconhecermos como uma Nação dos trópicos plenamente desenvolvida, mais justa, com um povo apaixonante, mas igualmente sabedor da importância do respeito efetivo à Constituição e às Leis que nos regem como chave da verdadeira liberdade.

Por Mauro Rogério – Tenente Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira.

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