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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Pedidos de cidadania brasileira quadruplicam na Europa em apenas um ano

R7 fez levantamento em Portugal, Espanha e Grécia, países com altas taxas de desemprego

Europeus descendentes de brasileiros estão pedindo cada vez mais a cidadania brasileira, segundo levantamento feito pelo R7 nos consulados do País em Portugal, Espanha e Grécia. Em 2011, ano
em que a crise atingiu duramente a Europa, o número de registros de nascimento quadruplicou nesses
países na comparação com o ano anterior.

Os registros de nascimento incluem tanto o cadastro de recém-nascidos e crianças (filhos de brasileiros
que nasceram no exterior) quanto o de europeus com ascendência brasileira que entram com o pedido
de cidadania já na idade adulta.

De acordo com dados do Itamaraty (Ministério de Relações Exteriores), que forneceu as informações
de Portugal e Espanha, e dados do Consulado-Geral do Brasil em Atenas, na Grécia, o número de
registros de nascimento nos três países saltou de 1.559, em 2010, para 6.320, no ano passado.

O ritmo continua acelerado em 2012, já que, até setembro, o número chegou a 5.437.
Em Portugal, onde os pedidos saltaram de 1.110 para 4.512 no período, estima-se que "30% dos nacionalizados sejam adultos", segundo Yara E. Moita, responsável pelo departamento de registros do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

— Eu acredito que seja por causa da crise, mesmo porque vêm as gerações [todas da família] se
registrar. Primeiro vem a mãe, já com 70 anos, depois os filhos. Normalmente, são eles que querem
ir para o Brasil.

Novas regras e crise econômica
Uma das explicações para o crescimento é a mudança na lei que regulamenta o registro de nascimento
fora do País. Até 2007, brasileiros nascidos no exterior só podiam ser registrados até os 12 anos de
idade. A partir desta idade, ele só conseguiria regularizar sua situação no Brasil. Desde então, não há
limite de
idade para fazer o pedido fora do País.

Mas, de acordo com as fontes entrevistadas pelo R7, a principal explicação para esse crescimento
é a crise econômica que se agravou na Europa no ano passado.
"Com a crise econômica, as pessoas também querem adquirir uma segunda nacionalidade além da
grega", disse Cristos Kakouris, funcionário administrativo do consulado brasileiro em Atenas.

Na Grécia, 92 pessoas foram registradas como brasileiras no ano passado, contra apenas 14 em 2010. 

Neste ano, 54 já se registraram em Atenas.

— Eles querem ter uma nacionalidade a mais para, se acontecer alguma coisa pior, ter uma porta
aberta para viajar ao Brasil.

Desde o agravamento da crise em 2011, a Europa vem enfrentando graves problemas como
desemprego e aumento da dívida externa.

Na Espanha, a dívida externa já ultrapassa em 74,9% o PIB do país. Na Grécia, este número é muito
maior, chegando a 160%.

O desemprego também é devastador nos dois países, chegando a 24,4%, na Grécia, e 25,1% na
Espanha.
Já os portugueses amargam uma taxa de 15,9% — os três países apresentam os maiores índices da
União Europeia. 

Como comparação, no Brasil, a taxa de desemprego atingiu 5,3% em agosto, segundo o IBGE.

Vida no Brasil
O empresário grego George Fafoutis, de 48 anos, tem avó e pai brasileiros, mas está encontrando
dificuldades para tirar a sua cidadania. 

— Já fui à Polícia Federal em São Paulo, mas estou encontrando problemas com a burocracia.

Dono de uma empresa de turismo, George há dez anos faz negócios com o Brasil. Ele costuma viajar
muito para o País, principalmente São Paulo, onde mora parte de sua família. 
— Tenho tios e primos no Brasil. Eu gostaria de morar no País e dar continuidade aos meus negócios
em São Paulo.

Segundo o empresário, a crise pela a qual a Grécia passa não está trazendo grandes problemas para o
setor de turismo. Por isso, diz ele, abrir uma filial no Brasil seria mais uma forma de expandir os
negócios. 

— Mas está muito difícil conseguir os papéis, só tenho o CPF da minha avó.

Novos brasileiros: saiba como solicitar a cidadania verde-amarela
Regras abaixo se aplicam a pessoas com registro de nascimento do exterior
Como era
Até 2007, brasileiros nascidos no exterior só podiam ser registrados fora do País
até os 12 anos. Após essa idade, eram obrigados a vir ao Brasil se quisessem se regularizar
Quem pode agora
Qualquer pessoa, independente da idade, pode pedir a nacionalidade brasileira
nos consulados pelo mundo. Basta comprovar ter pai, mãe, ou ambos brasileiros
Menores de 12 anos
Não precisam comparecer ao consulado, sendo apenas necessária a presença do genitor
brasileiro (pai ou mãe)
Adolescentes entre 12 e 18 anos
Devem comparecer ao consulado acompanhados do genitor brasileiro. Duas testemunhas
são necessárias para assinar o requerimento inicial e para a retirada da certidão
Maiores de 18 anos
Devem comparecer ao consulado obrigatoriamente, dispensando a presença dos genitores.
Duas testemunhas são necessárias para assinar o requerimento inicial e para a retirada
da certidão
* as testemunhas podem ser funcionários do próprio consulado
** a partir de 16 anos, o registrando é quem vai solicitar a certidão, mas, até os 18 anos, é obrigatória a presença
do genitor brasileiro
Documentos necessários
. Formulário de requerimento do registro de nascimento
. Certidão de nascimento local
. Documento brasileiro de identidade do genitor (RG; passaporte; CLT; CNH; etc)
. Documento de nacionalidade brasileira do genitor (certidão de nascimento ou casamento; passaporte; certificado de naturalização)
. Documento de identidade e nacionalidade do outro genitor
. Documento que comprova o nome completo dos avós maternos e paternos

* Maiores de 18 anos devem levar também um documento de identidade local com foto

Passo a Passo
1º passo: preencher formulário de requerimento de registro (disponível no site
dos consulados)

2º passo: apresentar formulário preenchido + documentos necessários (originais
ou cópias autenticadas e cópias simples)

3º passo: certidão de nascimento deve ser retirada pelo genitor brasileiro (para
menores de 16 anos) ou pelo próprio declarante (para maiores de 16 anos)

4º passo: para ter efeito no Brasil, a certidão consular de nascimento deve ser
transcrita em cartório no Brasil

* menores de 12 anos que ainda não possuem certidão de nascimento local podem se registrar diretamente no
consulado

Fonte: R7  

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Um golpe ousado que vai pegar muita gente!


ASSALTO PROGRAMADO – Quem tem TV por assinatura  SKY, NET, VIA EMBRATEL, ou qualquer outra

Os marginais enviam,  pelo correio, uma carta com papel timbrado da NET, TVA, SKY, Telefônica, Oi, ou qualquer outra operadora de TV por assinatura.

Na carta, que por sinal é muito bem elaborada , onde diz que estão modernizando a sua tecnologia e que será necessária a substituição de equipamento dentro da casa do assinante. Eles colocam um número de telefone (de um comparsa) para o agendamento.

Se a pessoa (assinante) não conhece o golpe e não telefona para o verdadeiro número da Operadora de TV, para confirmar se isto procede mesmo, os marginais praticam o assalto em sua residência com hora marcada e com você abrindo a porta e servindo um cafezinho.

As próprias vítimas marcam o dia em que sua residência vai ser assaltada!!!!!

Se você receber uma carta, nos moldes descritos acima, confirme ligando para o telefone que consta na sua fatura mensal*, nunca com o número de telefone que consta na carta.
*Na sua fatura mensal, consta o telefone da operadora, para ligação gratuita (Call Center).

Transformando a saída RCA em HDMI com o CV-3591 com melhora na resolução do vídeo


A Diamond Cabos trouxe para o Brasil uma solução para quem quer melhorar a imagem dos vídeos emitidos a partir de aparelhos que não tem saída HDMI.
É o conversor All To HDMI CV3591, que é capaz de fazer o upscale, ou seja, aumentar a resolução da imagem, para 720P e até 1080p.


O All to HDMI CV3591 tem nove fontes de entrada e converte para HDMI qualquer uma destas seguintes fontes:

2x vídeo composto
2x Vídeo Componente
1 SCART
1 S-Video
1 VGA (PC)
2x HDMI
2 x Entradas de Áudio RCA

O All to HDMI CV3591 também tem as seguintes saídas:

1 via HDMI
1 Stereo áudio RCA

Entre as indicações de uso do aparelho a Diamond Cables sugere para melhorar e converter para HDMI a imagem de DVD, Blu-ray Disc, DVR, console de jogos, Setup Box, PC, etc…

A solução é interessante para quem não abre mão de ter uma parafernália de aparelhos mais antigos e precisa converte-los para HDMI.

Fica a dica! Infelizmente não sabemos o preço do brinquedo!

Fonte: http://gps.pezquiza.com/tecnologia/transformando-a-saida-rca-em-hdmi-com-o-cv-3591-com-melhora-na-resolucao-do-video/#ixzz2AldNZyTB

Navio do filme "Piratas do Caribe" é afundado pelo furacão Sandy


O furacão Sandy que assola a costa dos Estados Unidos está causando muitos estragos por onde passa.
Mas um dos estragos que ele causou vai se tornar memorável para os fãs da série de filmes Piratas do Caribe.

O naufrágio do navio do Piratas no Caribe, que é réplica do HSM Bounty e foi usado para as filmagens de Piratas do Caribe mas também já havia sido usado para as filmagens de um filme com Marlon Brando, Mutiny on the Bounty  (O Grande Motim), de 1962, que conta a história de um motim ocorrido em 1789, no Taiti, a bordo do navio Bounty, que era uma embarcação inglesa.

A guarda costeira americana informou que ainda era possível enxergar os mastros do navio quando foram resgatados 14 tripulantes, dos 16 que estavam no HSM Bounty.

Ainda estão sendo feitas buscas dos outros dois tripulantes desaparecidos no naufrágio do navio do Piratas do Caribe.

Fonte: http://gps.pezquiza.com/tv/navio-do-piratas-do-caribe-afundou-por-causa-de-furacao/#ixzz2AlZf5iyw

domingo, 28 de outubro de 2012

PSICOSE AMBIENTALISTA - Um tema polêmico

O Brasil corre um sério risco.

É um problema que parecia ter sido superado, mas que volta com toda a força, em pleno século XXI.

Trata-se de uma manobra que pretende implantar um novo modelo de sociedade no país.

Isso mesmo!
A diferença é que agora, ao invés do vermelho, eles vestem verde, e se autointitulam ambientalistas, defensores da natureza…

Descubra as reais intenções dos “ecoterroristas” assistindo a este filme. Lá, você ainda terá a indicação de um livro, complementar ao vídeo, e muito bem fundamentado.


Depois, não deixe de divulgá-lo para todos seus contatos, através das redes sociais.

Não podemos admitir que essa psicose ambientalista, que pretende – através do terror – impor novos costumes a nossa sociedade, modifique a face do Brasil.

Fonte: IPCO

sábado, 27 de outubro de 2012

84 milhões de estrelas. Mas afinal, onde estão todos?

Uma foto divulgada recentemente revelou a maior quantidade de estrelas já registradas em uma única imagem. A cena mostra 84 milhões de estrelas apenas na Via Láctea, onde estima-se existirem entre 200 e 400 bilhões de estrelas. Com tantos sóis assim e infinitas possibilidades de vida extraterrestre, um conhecido físico italiano perguntou: afinal, onde estão todos?



foto mostra 84_milhoes de estrelas
Clique para ampliar

Esse célebre questionamento foi feito por ninguém menos que o famoso físico italiano Enrico Fermi, durante um almoço realizado em 1950. A frase ficou conhecida como o "Paradoxo de Fermi" e retrata a aparente contradição entre as gigantescas estimativas de possibilidade de civilizações extraterrestres e a falta de evidências concretas sobre sua existência.

O vasto número de estrelas aliado à idade do Universo indica que a Terra é possivelmente um típico planeta rochoso. Assim sendo, a vida extraterrestre deveria ser a coisa "mais comum do mundo", mas ao que tudo indica, não é. Durante este almoço, realizado nos Laboratórios Los Alamos na companhia de Emil Konopinski, Edward Teller e Herbert York, Fermi questionou por que não havia sinais de civilizações extraterrestres avançadas, já que planetas como a Terra deviam ser comuns.

Equação de Drake
Tentando dar uma resposta ao "Paradoxo de Fermi", em 1961 o professor Frank Drake da Universidade de Harvard propôs uma complexa equação que tentava calcular a taxa de formação de estrelas na galáxia, qual a fração de estrelas que abrigaria planetas e o número de possíveis planetas habitáveis.

De posse desses dados, a equação de Drake responderia também qual seria a porcentagem de planetas que poderiam desenvolvem algum tipo de vida e sua possível fração de vida suficientemente inteligente e avançada para ser detectada por tecnologias diversas, além de responder por quanto tempo as civilizações poderia ser detectáveis.

A equação de Drake é na realidade um exercício de matemática e recebeu diversas críticas principalmente por que vários fatores se baseiam em conjecturas. Além disso, a equação não prevê a possibilidade de que outras civilizações possam sair da galáxia de origem para colonizar outras, o que envolveria equações de dinâmica populacional.

Vida na Via Láctea
Independente das críticas, em 1966 o astrofísico Carl Sagan utilizou a equação de Drake de uma forma muito objetiva e chegou a um número bastante conservador. De acordo com Sagan, a Via Láctea abrigaria pelo menos 1 milhão de seres comunicantes, embora anos mais tarde tenha dito que esse número era provavelmente muito maior.

Ao observarmos a gigantesca foto onde vemos "apenas" 84 milhões de estrelas, a pergunta que fica é: será que em algum desses inúmeros pontinhos haverá alguma civilização inteligente, como afirmou Carl Sagan em 1966? Ou será que vamos perguntar como Enrico Fermi em 1950: afinal, onde estão todos?

Fonte:
Apolo11

Sete dias em outro mundo


Livro de neurocirurgião americano sobre o que viu e sentiu durante a semana em que esteve em coma reacende interesse pela chamada experiência de quase morte


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VIAGEM
O médico Eben afirma ter estado consciente e
viajado para uma outra dimensão do universo

Quando recuperam a consciência depois de sobreviver a traumas graves, algumas pessoas relatam o que teriam vivenciado, como visitas a lugares desconhecidos. Chamadas de experiências de quase morte (EQM), essas situações são estudadas por cientistas interessados nas relações entre o cérebro e a espiritualidade e na compreensão da consciência. É um campo polêmico, no qual há poucas certezas e muitas hipóteses. Na última semana, chegou às livrarias americanas um relato único sobre o tema, escrito na primeira pessoa pelo neurocirurgião Eben Alexander III, do Brigham & Women Hospital e da Harvard Medical School, em Boston, nos Estados Unidos. O livro se chama "Proof of Heaven: A Neurosurgeon's Journey into the Afterlife" (Prova do paraíso: a jornada de um neurocirurgião à vida após a morte, em tradução livre). É a história de um médico que por mais de 25 anos manteve o ceticismo frente aos testemunhos de EQM de seus pacientes. Há quatro anos, porém, o próprio Alexander passou por uma experiência desse tipo, o que abalou seriamente as suas convicções sobre a natureza dessas vivências. "Não acreditava nesse fenômeno. Para mim, sempre houve boas explicações científicas para essas viagens fora do corpo descritas por pessoas que haviam escapado da morte", diz o médico.
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Na obra, que o médico considera também uma resposta à descrença polida dos colegas que ouviram sua história, Alexander detalha a odisseia transcendental que experimentou durante a semana em que esteve em coma profundo por causa de uma forma rara de meningite bacteriana. Em estado vegetativo e com poucas chances de se recuperar, ele abriu os olhos no sétimo dia. Nesse período, conta que viu e sentiu coisas estranhas. "Enquanto meu corpo estava em coma, minha consciência viajou para outra dimensão do universo que eu nunca sonhei que existisse", diz. "É um novo mundo onde somos muito mais do que nossos cérebros e corpos e a morte não é o fim da consciência", afirma. Perplexo diante do que viveu, ele se questiona: "Os principais argumentos contra as EQM sugerem que elas são resultado do mau funcionamento do córtex (região do cérebro). No meu caso, ele não estava funcionando. Isso está documentado por exames neurológicos." Disponível também em versão eletrônica, o livro de Alexander será lançado no Brasil em abril de 2013 pela Editora Sextante.

Como outras pessoas que tiveram uma EQM, Alexander levou meses para começar a entender o que lhe sucedera. Foi assim também com o advogado Solon Michalski, 65 anos, de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Aos 21 anos, ele ficou em coma por dez dias após um acidente de carro. "Eu via meu corpo na cama do hospital e ouvia as pessoas chorando. Sentia uma sensação de alívio crescente do desconforto que era estar preso a um corpo machucado", conta. "Revi também as mancadas que dei na vida e fiquei muito envergonhado antes de recuperar a consciência e abrir os olhos", conta ele, que teve depois outra EQM. "Foi durante uma cirurgia na perna. Eu via luzes da sala de operação de um ângulo que me deu a impressão de estar colado no teto e percebi que os médicos estavam tentando me acordar", relata. Por mais de quatro décadas, ele meditou sobre essas sensações, que acabaram mudando sua vida. "Sou uma pessoa melhor. Li muito e entendi que somos parte de um tecido universal que está sempre se ajustando", diz Michalski.
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No Brasil, as EQM serão em breve investigadas com critérios científicos. Um grupo de professores da Universidade Federal de Juiz de Fora, ligado às redes internacionais de estudo sobre o tema, está prestes a dar início a um estudo para mapear casos de quase morte em pacientes que tiveram parada cardíaca nos hospitais da cidade. "Serão colocadas prateleiras acima dos leitos das UTIs e, em cima delas, figuras impressas de fácil identificação. Tais imagens ficam a 30 centímetros do teto, onde só podem ser vistas por alguém que esteja flutuando", explica o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, coordenador do Núcleo de Espiritualidade e Saúde da universidade e autor de livros e artigos sobre espiritualidade e saúde. Os pacientes serão também submetidos a testes para descartar doenças neurológicas ou transtornos psiquiátricos.

Assista ao depoimento de Eben Alexander no vídeo abaixo.

Mônica Tarantino
Fonte: Istoé

Raio trator espacial prestes a se tornar realidade


Raio trator espacial prestes a se tornar realidadeApesar de conseguir puxar apenas micropartículas aqui embaixo, no espaço a força do raio trator pode ser suficiente para deslocar objetos de maior massa.

Da ficção para a realidade
Um raio trator capaz de desviar um asteroide em rota de colisão com a Terra, capturar lixos espaciais, ou ajustar a órbita de satélites artificiais não é mais um sonho tão distante.

Presente há anos na ficção científica, aos poucos o conceito de um raio capaz de puxar materiais sem contato começou a ser testado nos laboratórios de nanotecnologia, já sendo uma realidade para as nanopartículas.

Embora a ficção tenha várias versões do aparato, para os físicos do mundo real um raio trator é uma onda de luz, visível ou não, capaz de puxar um objeto ao longo do feixe de luz até a sua origem - há também outro conceito, conhecido como raio trator gravitacional.

Agora, o avanço foi significativo o suficiente para chamar a atenção da NASA.
David Ruffner e David Grier, da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez construir um raio trator autêntico, que puxa as partículas sem depender de sua composição.
Os dois pesquisadores usaram um laser especial, que produz um tipo de luz chamada feixe de Bessel, no qual os fótons são disparados em anéis concêntricos.

Tubo de luz
Para criar o raio trator, dois feixes de Bessel são disparados lado a lado.
Mas, em vez de prosseguirem paralelamente, uma lente faz que com eles desviem e se sobreponham, criando um padrão alternado de regiões claras e escuras.

A interação não destrói o "miolo" vazio do feixe, onde fica a partícula a ser tracionada.
Ajustando a temporização dos feixes, os pesquisadores fizeram com que os fótons das regiões brilhantes se espalhem em direção à fonte de luz, empurrando a partícula para a próxima região clara.

Como há uma sequência de regiões claras e escuras, ao sair do raio de ação dos fótons de um anel de luz, a partícula já atingiu o anel de luz seguinte, cujos fótons entram então em ação.
Assim, o feixe de luz funciona como uma correia transportadora, levando continuamente a partícula em direção à fonte.
Raio trator espacial prestes a se tornar realidade
(a) Interseção dos dois lasers; (b) reconstrução volumétrica do feixe resultante; (c) holograma de fase mostrando a correia transportadora de luz; (d) projeção holográfica do feixe que puxa a partícula em direção à sua origem. [Imagem: Ruffner/Grier]

Raio trator prático
Tudo ainda funciona no reino da nanotecnologia - o raio trator é capaz de puxar microesferas de sílica.
Mas há dois avanços essenciais.

O primeiro é que o raio trator a laser não depende de uma segunda fonte de luz do "outro lado", podendo ser emitido de uma fonte única, a partir de um único ponto.

O segundo é que, ao contrário do primeiro nano-raio trator verdadeiro, criado há menos de seis meses, o sistema independe das propriedades físicas da partícula a ser transportada.
Foi isso que chamou a atenção da NASA, que já contatou os pesquisadores para discutir possibilidades de aplicações do raio trator no espaço.

Raio trator no espaço
Apesar de conseguir puxar apenas micropartículas aqui embaixo, no espaço a força do raio trator pode ser suficiente para deslocar objetos de maior massa.
Outra possibilidade de aplicação é a captura de partículas de cometas e asteroides, evitando as complicadas manobras de pousar nesses corpos celestes para coletar amostras.

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Guerra no SAARA...

Uma guerra no deserto

A solidão do Saara é infinita, seu silêncio de início do mundo, sua paz e suas areias, seu céu cristalino, todas essas paisagens por tanto tempo protegidas contra os furores da história serão maculadas por uma das guerras das quais se alimenta o nosso século? Tudo está pronto para o horror. No coração do deserto, a região norte do Mali (cuja capital é Bamako) caiu há alguns meses nas garras dos islamistas. Firmemente instalados na região de Gao e da cidade sagrada de Timbuctu, eles impuseram há alguns meses a ordem do terror. A sharia governa a sociedade. Ela fustiga, lapida, corta os braços ou as pernas daqueles, principalmente daquelas, que desafiam proibições da afetação da virtude. Os túmulos dos santos muçulmanos, numerosos em Timbuctu, foram demolidos, indubitavelmente porque esses santos não eram suficientemente santos.

Quem são esses vingadores? No início, os primeiros sobressaltos foram estritamente políticos - os tuaregues, que habitam essas regiões áridas, levantaram-se para obter a independência. Mas logo em seguida esses combatentes foram sufocados e suplantados por dois grupos islamistas: de um lado a Al-Qaeda local; do outro lado, os integrantes do Mujao (Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental).

São bandos poderosos. Seus guerreiros são muito bem treinados, resolutos, corajosos. Eles exercem um fascínio sobre os fanáticos do Islã. A cada dia, novos voluntários chegam às centenas da África ou da Ásia. Poderiam invadir sem problemas o sul do Mali e Bamako.

Os países vizinhos são fracos e indecisos. Não têm condições de fazer frente a essas milícias das areias. Por outro lado, o Ocidente hesita há muito tempo. A França, por exemplo, que ali se encontra em suas antigas prerrogativas imperiais, teme que uma iniciativa de sua parte seja entendida por toda a África como um resquício de neocolonialismo. Além disso, as brigadas da Al-Qaeda detêm seis reféns franceses, que serão mortos se a França entrar na guerra.

Os EUA também compreenderam que não é possível aceitar que a sharia reine na África. Portanto, deverá ser montada uma operação liderada pelos próprios africanos, em janeiro, com o apoio logístico da França e dos EUA. Como sempre, podemos imaginar que algumas forças especiais francesas ou americanas agirão no terreno, mais ou menos secretamente.

Um país desempenha um papel crucial, a Argélia, à qual pertence a maior parte do Saara, mas que há muito tempo rejeitou um envolvimento nesse cenário. Por outro lado, a Al-Qaeda detém vários reféns argelinos (diplomatas de alto escalão) que serão sacrificados no primeiro incidente. E, finalmente, a Argélia não quer mais que potências estrangeiras interfiram nos assuntos do Saara que ela mantém como seu "quintal".

Não se deve subestimar a nocividade da gente de Timbuctu: eles são milhares e decididos. São profissionais do crime mais do que da oração. Ao redor desses "religiosos", agruparam-se bandidos de larga experiência, cortadores de gargantas, gente que gosta de sangue, da morte ou do suplício. Uma ação contra os profanadores das tumbas seria também uma operação contra uma mescla de gângsteres insanos: alerta vermelho.

Gilles Lapouge - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,uma-guerra-no-deserto-,950005,0.htm

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Imagem registra 84 milhões de estrelas na Via-Láctea


É a primeira vez que se consegue observar tantas estrelas.
Um mosaico de imagens do centro da Via-Láctea, tiradas com um telescópio no Chile, registrou a presença de cerca de 84 milhões de estrelas, na maior observação desse tipo já feita pela astronomia. O trabalho, de um grupo internacional de cientistas, que contou com quatro brasileiros, resultou em uma "foto" gigantesca de 9 gigapixels - se fosse impressa, na resolução típica de publicação em livro, teria 9 metros por 7 metros.

É a primeira vez que se consegue observar tantas estrelas. Antes desse trabalho, o maior registro era do ano 2000, com 9 milhões de estrelas da Grande Nuvem de Magalhães, conta o pesquisador Bruno Dias, da Universidade de São Paulo, colaborador do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) e um dos autores do trabalho.

Usando o telescópio Vista, do observatório Paranal do ESO, que faz a exploração em infravermelho, foi possível penetrar a nuvem de poeira presente na Via-Láctea para fazer as imagens.

A área coberta, equivalente a menos de 1% de todo o céu, foi observada diversas vezes com três filtros de cores de infravermelho para melhorar a visualização. Foi desse catálogo de centenas de imagens que se obteve o mosaico divulgado na quarta-feira (24).

Num primeiro momento, explica o também brasileiro Roberto Saito, da PUC do Chile, foram observados 173 milhões de objetos, dos quais 84 milhões foram confirmados como estrelas e selecionados por apresentarem as informações mais perfeitas, com o que os pesquisadores chamam de melhor fotometria.

"Nem fracas nem brilhantes demais nem coladas umas nas outras", explica Saito, o principal autor do trabalho, publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics.

A porção central e mais interna, conhecida como bojo galáctico, é a mais densa da Via-Láctea e contém quase um terço de todas as suas estrelas. O trabalho, que começou em 2010 e segue até 2014, além de chamar atenção pelo tamanho, destaca-se por dar as primeiras noções da estrutura da galáxia.

Mapa 3 D. Diagramas de cor e magnitude que foram obtidos fornecem informações sobre as propriedades físicas dos astros, como temperatura, massa e idade, e dicas de onde podem ser encontrados planetas parecidos com a Terra. O objetivo é, ao final do projeto, ter um mapa em três dimensões dela.

"Hoje conhecemos centenas de milhões de galáxias em todo o universo, mas não sabemos como é a nossa porque estamos dentro dela e olhá-la é mais difícil. Todos os dados desse trabalho serão públicos. Com base nele, diferentes pesquisadores poderão fazer outros trabalhos que vão ajudar a conhecer a estrutura galáctica", afirma Saito.

Segundo ele, o objetivo é tentar entender como ela surgiu e evoluiu. Diversas pesquisas já propuseram teorias para essas questões, mas, como lembra o pesquisador, sem saber direito como é a Via-Láctea hoje, fica difícil comprová-las ou não.

Essas imagens devem ajudar nesse sentido. "Entender o passado da galáxia depende de como ela é hoje", diz.

Por Giovana Girardi | Estadão Conteúdo
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A ascensao da neurobobagem popular


Seu cérebro sob o efeito da pseudociência: a ascensão da neurobobagem popular

As prateleiras de "neurociência" das livrarias estão em polvorosa, mas o trabalho de autores como Malcom Gladwell e Jonah Lehrer são apenas livros de autoajuda que usam jalecos?

Uma pestilência intelectual se abate sobre nós. As prateleiras das livrarias estão entupidas de livros que prometem explicar, por meio de estudos de imageamento cerebral bonitinhos, não apenas como o pensamento e as emoções funcionam, mas os mecanismos da política e da religião, bem como respostas a controvérsias filosóficas milenares. As exuberantes conquistas das pesquisas do cérebro são rotineiramente obrigadas a responder perguntas para as quais não foram criadas para responder. Trata-se da praga do neurocientificismo – também conhecido como neurobaboseira, neurobobagem ou neurolixo – e ela está em todos os lugares.

É possível literalmente tropeçar sobre volumes que prometem "que os mistérios mais profundos do que nos torna quem nós somos está gradualmente sendo elucidado" pela neurociência e psicologia cognitiva. (Até cientistas praticantes às vezes fazem afirmações grandiosas para o seu público, talvez atendendo à pressão de seus editores). Em geral, a explicação "neural" se tornou o padrão áureo para a exegese de não ficção, adicionando a sua própria marca composta por um coletivo de elementos de jaleco e estudos auxiliados por computadores a todo um novo setor de charlatanismo intelectual que pretende desvendar até mesmo fenômenos socioculturais complexos.

Um novo ramo do gênero neurociência-explica-tudo pode ser criado a qualquer momento pelo simples expediente de adicionar o prefixo "neuro" a qualquer assunto sobre o qual você esteja falando. Assim, a "neuroeconomia" é a mais recente de uma longa lista de tentativas retóricas de vender ciência incompetente como ciência de verdade; a "gastronomia molecular" foi agora superada pelos princípios da cientificação da gula conhecida como "neurogastronomia"; os estudantes estão fazendo "neuropolítica"; acadêmicos de literatura praticam a "neurocrítica". Há também a "neuroteologia", "neuromagia" e até o "neuromarketing".

A iluminação é prometida em um nível tanto pessoal como político pelo iluminismo de araque do setor da neurologia popular. Como eu posso me tornar mais criativo? Como eu posso tomar decisões melhores? Como eu posso ser mais feliz? Mais magro? Não tema: as pesquisas do cérebro têm as respostas. Trata-se de autoajuda revestida de ciência séria. Os conselhos são o gancho para quase todos livros desse tipo. Em uma época autocongratulatória e igualitária, não é mais possível dizer às pessoas que se aprimorem moralmente, de modo que o autoaperfeiçoamento é ensinado em termos instrumentais e cientificamente aprovados.

Diz-se que o cérebro humano é o objeto mais complexo do universo conhecido. O fato de que parte dele "acende" em uma imagem de fMRI não quer dizer que o resto está inativo; nem é óbvio o que exatamente é indicado pelo acendimento dessas partes; assim como também não é simples inferir lições de vida a partir de experimentos conduzidos sob condições altamente artificiais. Também não temos a mínima ideia a respeito do maior mistério de todos – como pode um bolo de massa cinzenta produzir a experiência consciente que você está tendo agora mesmo ao ler esse parágrafo? Como pode o cérebro engendrar a mente? Ninguém sabe.

Sob esse ponto de vista, é possível fazer um humilde diagnóstico preliminar a respeito do erro intelectual crônico dos picaretas pop do cérebro: estes equivocadamente presumem que nós sempre sabemos como interpretar tais informações "ocultas". Os mascates do neurocientificismo são os teóricos da conspiração do animal homem.

por Steven Poople, da NewStatesman
ENVOLVERDE

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Limpeza social - Facebook


Páginas mais populares do Facebook no Brasil, com milhões de fãs, chegam a ser vendidas por R$ 15 mil, mas donos temem a nova política de exclusão que já baniu 120 delas sem aviso nem explicação do site

Na tarde do dia 15 de outubro, o técnico de informática Leandro Mota foi até a sede do Facebook, em São Paulo, com dois colegas. Eles não foram autorizados a subir – tudo o que conseguiram foi falar com uma atendente, que explicou que aquele escritório era destinado apenas à contabilidade do Facebook. Antes de comparecer pessoalmente, eles haviam conseguido um telefone via 102 para falar com algum responsável pela rede social. Nada adiantou. Eles não conseguiram entender e nem resolver o problema: suas páginas, que tinham centenas de milhares de "fãs" – os seguidores na linguagem do Facebook –, haviam sido excluídas sem explicação.

A maior página de Mota, Humor Engraçado, foi criada no dia 8 de janeiro. Nove meses depois, tinha 600 mil fãs. Além das páginas dele, que administra um grupo de donos de páginas, foram tiradas do ar pelo menos 120 páginas – algumas delas com mais de dois milhões de seguidores. "Não teve nenhum tipo de aviso", reclama Mota.

O Facebook não se pronuncia sobre casos isolados. A assessoria de imprensa limitou-se a dizer que, se as páginas foram removidas, é porque elas feriram alguma cláusula nos termos de uso (mais informações ao lado).

Os donos negam. A remoção, que atingiu páginas que poderiam figurar no ranking das 20 mais populares do País, coincide com o endurecimento do Facebook em suas políticas.

A rede social anunciou em agosto que removeria páginas e "curtidas" que violam seus termos. A ideia era que a limpeza fizesse as páginas produzir mais conteúdo "relevante e interessante", e que as empresas – tão importantes em um tempo em que o Facebook busca lucratividade – vissem um engajamento genuíno. O Facebook falou que a remoção atingiria 1% do conteúdo. Para Mota, a remoção atingiu 98% do grupo que administra.

Entre os afetados pela limpeza, como eles chamam as medidas, ninguém diz saber o motivo. "Eu acho que o Facebook está tirando tudo que é fútil. Foi o que eu entendi", diz A., que tinha uma página com mais de 2 milhões de fãs e que prefere não se identificar por medo de perder o conteúdo definitivamente. Dona de uma videolocadora, A. aproveitava o pouco movimento do dia para postar conteúdo e interagir com os usuários.

Em oito meses, a página conquistou mais fãs do que as páginas de grandes marcas brasileiras. Questionada sobre o uso de um script para ter mais seguidores, como foi comum no Twitter, ela responde: "Nem sei mexer com essas coisas". A base de fãs foi criada, segundo ela, trocando recomendações (os grupos de donos de páginas existem para isso: um faz a divulgação da página do outro). Ela também usou aplicativos e estratégias do tipo "se quiser participar da promoção, curta a página".

O uso do script também não explicaria a enorme interação dos usuários com a página, que compartilhava diariamente montagens de fotografias com mensagens de autoajuda. Os fãs da página de A. não apenas curtiam, mas tinham um envolvimento genuíno, compartilhando e comentando os posts.

A página tinha mais de 50% de engajamento, um fenômeno a ser observado pelos profissionais de redes sociais. A página da empresa brasileira mais popular, a do Guaraná Antarctica, tem mais de 7 milhões de likes, e 10% dos seguidores interagem com o conteúdo postado.

Quando o Orkut estourou no País, as comunidades mais populares começaram a ser abordadas por agências que negociavam divulgação em "comunidades relacionadas", numa estratégia ainda rudimentar de mídia social. Agora a popularidade espontânea do Facebook também começou a ter um preço.

Várias páginas do Facebook estampavam, junto de mensagens de humor ou autoajuda, pequenos textos com anúncios – o que é proibido de acordo com os termos de uso do Facebook. Também é comum os donos de páginas receberem propostas para vendê-las. As ofertas vêm desde usuários interessados até agências de publicidade grandes.

A reportagem apurou que uma delas foi vendida por R$ 15 mil. Hoje, porém, o negócio pode não ser tão lucrativo. Com o risco de as páginas serem removidas sem aviso, o valor tem caído – a especulação é que uma página com cerca de 1 milhão de likes custe cerca de R$ 5 mil. "O povo mandava e-mail direto perguntando se eu venderia. Mas esse nunca foi o meu interesse. E o Facebook não aceita isso", diz A.

Orkutização. Hoje o Facebook tem 58 milhões de usuários brasileiros. A adesão se intensificou a partir de 2010. No fim do ano passado o Facebook tomou o lugar do Orkut como rede social favorita do País. E trouxe um novo cenário. "Se antes no Orkut só dava pra conhecer outras comunidades pelo (recurso) comunidades relacionadas, no Facebook a disseminação aconteceu pela opção de compartilhar conteúdo", diz Ian Black, CEO da agência digital New Vegas. "Isso forçou que as fanpages tivessem conteúdo, e foi aí que começou a surgir a febre do conteúdo de autoajuda, religioso ou aquelas mensagens engajadas."

A situação não tem a ver com o fato de Mark Zuckerberg estar `triste' com a maneira como os brasileiros se comportam no Facebook, um boato espalhado no ano passado (e que Ian Black diz que sempre tem de desmentir em palestras), mas mostra algumas particularidades do Brasil.

O programador João Motta, criador da página InteligenteVida (que tem 1,1 milhão de fãs), também aponta a opção de compartilhar como a virada. "O brasileiro tem um aspecto mais de compartilhar do que outros", diz. "É só você ver o 9gag. Lá fora, as pessoas só olham ou curtem, no máximo. O brasileiro, não. Ele quer compartilhar, quer marcar os amigos. Eu vejo pela minha mãe, que compartilha tudo. Ela quer que os amigos também vejam."

A InteligenteVida surgiu primeiro no Twitter, para que Motta pudesse postar aquilo que não falaria em seu perfil pessoal. Ele já havia conquistado fãs quando foi para o Facebook, no ano passado. "Fui a primeira página do Brasil a fazer esse tipo de conteúdo", afirma. No início, ela apenas replicava o conteúdo do Twitter. Depois, viu a fórmula da página Humor no Face dar certo – frases de efeitos com imagens prontas para compartilhar. Ele repetiu a dose e a página vingou. Há montagens que tiveram mais de 100 mil compartilhamentos.

A InteligenteVida até agora não sofreu nenhuma ameaça, mas já recebeu até proposta de aluguel por um mês. Motta acha que as páginas apagadas infringiram as regras. "As pessoas são fanáticas por números. A meta é só ser curtido", diz.

Por Tatiana de Mello Dias