domingo, 29 de julho de 2012

'Monstro de Manhattan' intriga Nova York


A população de Nova York está espantada com um animal encontrado à beira do East River, na ilha de Manhattan. Com o corpo inchado e sem pelos, mandíbula proeminente e dedos humanóides vermelhos, a criatura encontrada morta foi apelidada de "Monstro de Manhattan".
editorial O 'Monstro de Manhattan' fotografado por Denise Ginley

As fotos do animal foram tiradas por Denise Ginley, que fazia uma caminhada pelo local. Apesar das feições estranhas, o bicho se parece com outra criatura, conhecida como "Monstro de Montauk", que surgiu em 2008 na praia de Ditch Plains, noroeste de Nova York.

editorial

Especula-se que se trata de uma imensa ratazana ou de um porco assado – tese defendida pelo Departamento de Parques em Nova York. A fotógrafa amadora, no entanto, refuta a segunda hipótese, pois o animal não tem o casco fendido.

editorial

"Muitas pessoas estavam tirando fotos [do animal] ao mesmo tempo, e todos tinham uma opinião diferente sobre o que era", contou Denise. "Curiosamente, não tinha mal cheiro, talvez por ter estado na água durante muito tempo", afirmou.

editorial


Será a criatura uma versão americana do `chupa-cabras'?

FONTE 

Medida anti-estupro

"Uma punição medieval para uma atitude medieval."


O estupro tornou-se um problema endêmico na África do Sul, então uma técnica da área médica, chamada Sonette Ehlers desenvolveu um produto que imediatamente chamou a atenção nacional. Ehlers nunca se esqueceu de uma vítima de estrupo lhe dizendo, "Se ao menos eu tivesse dentes lá embaixo." Algum tempo depois, um homem chegou ao hospital no qual Ehlers trabalha com uma dor terrível, por conta do zipper que havia fechado sobre seu pênis. Ehlers misturou as duas imagens e desenvolveu um produto chamapo Rapex. O produto parece um tubo, com fisgas dentro. A mulher o coloca como um absorvente interno, através de um aplicador, e qualquer homem que tentar estuprar a mulher irá se rasgar com as fisgas e precisará ir a um hospital para remover o Rapex. Quando os críticos reclamaram que se tratava de uma punição medieval, Ehlers respondeu, "Uma punição medieval para uma atitude medieval."





(¥nsAnuZ via Anon¥mouS )

CHÁ DE GENGIBRE


GENGIBRE - Anti-inflamatório Natural

Durante séculos o Gengibre tem sido usado em toda a Ásia para tratar dores nas articulações, resfriados e até mesmo indigestão.

O Gengibre cru ou cozido pode ser um analgésico eficaz, mesmo para condições inflamatórias como a osteoartrite.

Ele contém 12 compostos diferentes que combate a inflamação.
Um desses compostos baixa os receptores da dor e atua nas terminações nervosas.
Juntos, eles têm quase o mesmo efeito que as drogas anti-inflamatórias, tais como o ibuprofeno e a aspirina, mas sem os efeitos colaterais.

Estimula a circulação sanguínea e alivia dores nas articulações.

Aqui está uma receita de chá de gengibre

* Quatro copos de água;
* Um pedaço de aproximadamente 5 cm de Gengibre descascado e cortado em fatias;
* Limão e mel a gosto. Se preferir, use laranja no lugar do limão. Fica ótimo!

Procedimento:
Ferva a água numa panela com fogo alto.
Assim que começar a fervura adicione as fatias de Gengibre, deixe em fogo baixo, cubra  a panela para que os vapores não saiam e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos.
Basta coar, e adicionar o mel com o limão ou  laranja.
O chá está pronto!

Os pedaços de gengibre podem durar longo tempo fora ou dentro da geladeira.

(2012) Londres proíbe o uso de camisetas de "Che" Guevara


Os espectadores das Olimpíadas de Londres não poderão entrar nos estádios com diversos tipos de itens e até mesmo roupas, informou nesta quarta-feira (11/07) o Locog (o Comitê Organizador das Olímpiadas na sigla em inglês) por meio de uma lista de restrições de duas páginas.
WikiCommons
A aplicação das regras será assegurada por um sistema de segurança que conta com câmeras, aparelhos de raio-X e mais de 23 mil seguranças, incluindo soldados do exército britânico e funcionários da empresa privada G4S.

Objetos e roupas que ostentam declarações políticas ou remetem a outras identificações comerciais que não a dos patrocinadores do evento estão proibidas. Dessa forma, o comitê evita que camisetas estampadas com Che Guevara ou críticas politizadas a empresas financiadoras das Olimpíadas estejam presentes na plateia.

As bandeiras, tão utilizadas nas comemorações de disputas, também foram alvo das restrições do comitê. Flâmulas de países que não estão participando dos jogos também não são permitidas, mas a regra não se aplica às bandeiras individuais da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Mesmo assim, apenas bandeiras com até 1 metro por 2 metros entrarão nos estádios.

Outros itens utilizados para torcer pelas equipes, como vuvuzelas, tambores, apitos e cornetas também foram vetados dos Jogos Olímpicos deste ano.

Assim como nos aeroportos internacionais, líquidos com mais de 100 ml e mochilas com mais de 25 litros de capacidade não poderão entrar. O porte de alimentos também sofreu restrições de modo que os espectadores não poderão trazer ao evento uma “quantidade excessiva de comida”, segundo o documento oficial.


  Se os visitantes desejarem se alimentar, terão que arcar com os elevados custos das cantinas e restaurantes oficiais do evento, onde o almoço sairá por 40 libras, o hot-dog por 6 libras, uma garrafa de água por 1,60 libras e um refrigerante 2,80 libras.
Até os fornecedores oficiais de alimentos sofrerão restrições do comitê. “Por conta de obrigações com nosso financiador, o McDonalds, o Locog instruiu a equipe de catering a não vender batatas fritas no Parque Olímpico a não ser que façam parte do tradicional prato inglês ‘fish and chips’”, explicou em nota a organização do evento.

O McDonalds, um dos maiores financiadores do evento, deve lucrar com as decisões. A empresa estabeleceu sua maior filial do mundo no Parque Olímpico com 1,5 mil lugares disponíveis.

Na segunda-feira (09/07), a Assembleia de Londres, instituição legislativa que analisa as atividades do prefeito da capital britânica, recomendou a exclusão da Coca-Cola e do McDonald's do patrocínio dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam em 27 de julho próximo. Para o órgão, as Olimpíadas, evento que recebe os melhores atletas do mundo, não deveriam ser usadas por empresas que fabricam produtos com altos índices calóricos, como refrigerantes e hambúrgueres.


Fonte: Opera Mundi

Google - TV por assinatura e internet banda larga de velocidade exagerada… Vai querer?


Atenção a todos os colegas que seguem o GPS.Pezquiza.com, como anunciamos aqui na semana passada que havia rumores fortes do Google entrando no mercado de tv por assinatura, a coisa tomou corpo e veio até melhor do que se era esperado.

O Google lançou na cidade de Kansas, nos Estados Unidos, um serviço de internet banda larga e tv por assinatura utilizando um infraestrutura própria toda em fibra ótica denominada Google Fiber.


Para assinar o serviço o usuário deve escolher entre três planos, um básico com internet lenta de 5Mbps e upload lento de 1Mbps que vai custar a bagatela de USD 300,00 por um período de sete anos, não é USD 300,00 por mês, é USD 300,00 por todo o período de sete anos de uso, o valor irá custear o serviço de instalação da fibra ótica na região do cliente e também um receptor denominado Google Network Box.

Nesse plano básico a televisão terá apenas alguns canais da região e acesso ao Netflix e Youtube.
Existe também um plano intermediário em que se pagará USD 70,00 mensais para ter a módica velocidade de 1Gbps, isso mesmo, I giga por segundo com upload de… 1 gigabits por segundo… O assinante ainda tem direito a 1TB de espaço no Google Drive.

Já o plano Top vai custar USD 120,00 e o cliente também terá velocidade de 1Gbps, mas receberá também tv por assinatura via fibra ótica com canais top em HD, 2TB de espaço no Google Drive, poderá gravar até oito programas de tv ao mesmo tempo e as gravações ficam armazenadas nas nuvens para acesso quando cliente quiser e de lambuja ainda recebe um celular Nexus 7 de graça que vai servir como controle remoto do set top box do serviço.

Quem vai querer uma tv por assintura com banda larga do Google aqui no Brasil?

Assista ao vídeo sobre o serviço abaixo.


sábado, 28 de julho de 2012

13° Salário... é uma farsa??


Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas,
o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.

Porquê? Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder,
quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”,
e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.
R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00
R$ 8.400,00 (Salário anual) + R$ 700,00 (13º salário) =
R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)

... e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo
que mandou o patrão pagar o 13º.

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas,
significa que ganha por semana R$ 175,00.
R$ 700,00 (Salário mensal) dividido por 4 (semanas do mês) =
R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!).

Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais)
o resultado será R$ 9.100,00.
R$ 175,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = R$ 9.100,00
O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário

Surpresa!!
Onde está, portanto, o 13º Salário?

A resposta é que o governo, que faz as leis,
lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão
de que há meses com 30 dias, outros com 31
e também meses com quatro ou cinco semanas
(ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas)
salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31
dias, quatro ou cinco semanas.
No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário,
cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.
Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública,
o roubo é duplo.
Daí que não existe nenhum 13º salário.
O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado
do salário anual.

Conclusão:

Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO,

É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!
Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente!
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses,
membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa,
não fazem nada por acaso!
Ora bem, este é um exemplo aritmético simples
que não exige altos conhecimentos de Matemática,
mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.
Nunca tinha pensando sobre este aspecto. Brilhante, de fato

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Brasil será maior produtor de soja do mundo


Seca se agrava nos EUA e Brasil vai se tornar maior produtor de soja do mundo

Preços da principal commodity agrícola já subiram quase 100% no país, valorizando terras para plantio e praticamente dobrando o custo de produção de aves e suínos

Getty Images
Com o agravamento da seca nos Estados Unidos, nesta semana o preço da saca de 60 quilos de soja superou a casa dos R$ 80 no Porto de Paranaguá, um aumento de quase 100% em relação a julho de 2011
Os produtores brasileiros de soja estão vivendo um momento de euforia com o agravamento daquela que já é considerada a pior seca dos Estados Unidos nos últimos 50 anos. Com as reiteradas previsões o Departamento de Agricultura dos EUA de que a safra 2012/2013 pode registrar uma quebra também histórica, o preço da soja disparou no mercado internacional. No Porto de Paranaguá, por exemplo, a saca de 60 quilos rompeu a barreira dos R$ 80 na quinta-feira, um aumento de quase 100% em relação ao mesmo período do ano passado.
Enquanto nos Estados Unidos já se fala em queda de mais de10% naquela que era esperada a maior safra da história – 87 milhões de toneladas -, no Brasil pouca gente duvida de que o país vai assumir, pela primeira vez, a liderança mundial na produção de soja. Os produtores brasileiros, que se preparam agora para iniciar o plantio estão revendo suas estratégias e fazendo o que no setor se chama de substituição de culturas. Ou seja, deixarão de plantar outras commodities agrícolas, como o algodão, para abrir espaço no campo para a soja.
Outra cultura que também está sendo afetada pela seca americana, onde mais de 1,3 mil condados já decretaram situação de emergência, é o milho. No Brasil os agricultores também estão plantando milho de olho no aumento dos preços internacionais, que tem crescido, mas ainda não acompanham o ritmo acelerado da soja.
Arte iG
Fonte: Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA)
Só no estado do Paraná, a previsão é de que o volume de soja produzido seja 37% maior. "Isso é obviamente substituição de cultura", diz Milton Rego, da Case IH, braço agrícola do Grupo Fiat, e vice-presidente da Anfavea, a associação brasileira dos fabricantes de veículos e máquinas agrícolas.
Com base nessa mudança, que está acontecendo de forma rápida e na mesma proporção que a crise se agrava nos Estados Unidos, o Ministério da Agricultura revisou suas estimativas para a safra 2012/2013, que estava em torno de 77 milhões de toneladas. O governo já trabalha com a expectativa de que sejam colhidas mais de 82 milhões de toneladas de soja no país na safra que começa agora.
Como reflexo direto dessa explosão de demanda e consequentemente, de preço, muitos agricultores estão vendendo sua produção antes mesmo de ela ser plantada. As traders, grandes empresas que comercializam a soja mundialmente, estão optando por pagar pela produção de forma adiantada para se proteger de eventuais aumentos da saca. "Os produtores estão enchendo os bolsos, nunca estiveram tão bem", diz Sávio Pereira, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Agência Estado
Preço da terra disparou nas principais regiões produtoras do país
Com dinheiro farto no campo, os preços das terras dispararam nas regiões produtoras. Ainda não há um índice homogêneo dessa valorização, principalmente porque há grandes variações de preços em diferentes regiões do país. "Estamos vivendo um bom momento no mercado de soja. Quem consegue rentabilidade, tem capital para investimento", diz Cléber Noronha, analista do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária. "Mesmo que o solo não seja o mais favorável, ainda assim é muito rentável devido ao elevado preço da commodity", diz Cléber Noronha. O analista explica que com o preço da soja recorde, as terras também se valorizaram. "O valor da terra é indexado ao preço da soja em sacas".
Para Alex Lopes, analista da Scot Consultoria, apesar do otimismo, negócios dificilmente vão ocorrer nesse momento e a valorização das terras ainda é artificial. Segundo ele, o mercado de commodities é muito líquido e o de terras demora entre seis meses e um ano para obter uma valorização real. "A alta nos preços é pontual e é preciso ponderar isso", diz. "Os pedidos de negócio aumentam, mas devido aos altos valores não se concretizam e não viram referência".
Para ele, estados como Maranhão, Piauí e Tocantins têm atraído o interesse de investidores porque possuem preços de terra menores e mão de obra mais barata, mas "o código florestal ainda provoca receio nos produtores e atravanca negócios. As terras mais caras estão no Mato Grosso que é o maior produtor de grãos". Municípios como Sorriso e Lucas do Rio Verde, ambos no Mato Grosso, são os que apresentam os maiores preços. "Em Sorriso, o hectare custa em média R$13 mil", diz Lopes. Já no Piauí, o mesmo hectare pode ser comprado com R$ 4 mil.
Ao mesmo tempo em que as terras começam a se valorizar, o mercado de maquinário agrícola começa também a se aquecer e já começa a acreditar que os maus resultados do primeiro semestre possam ser anulados ao longo do ano. Nos seis primeiros meses de 2012, indústria de máquinas agrícolas registrou queda de 3,9% em relação a 2011. Para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), haverá uma leve recuperação e serão vendidas, até o final desse ano, 65 mil máquinas, o mesmo desempenho do ano passado. Em algumas regiões, como no Mato Grosso do Sul, a estimativa é de que o aumento nas vendas chegue a 20% nesse segundo semestre.
Carne mais cara
Enquanto agricultores comemoram os preços recordes, avicultores e suinocultores brasileiros já se preparam para enfrentar uma crise também recorde. Como praticamente toda a alimentação desses animais é feita com rações à base de soja e milho, o aumento no preço das commodities reflete-se diretamente no custo de produção.
Getty Images
Pequenos produtores de suínos são os que mais sofrem com a valorização da soja, base da alimentação desses animais
"Cerca de 80% do custo de uma ave ou um porco é gasto em farelo de soja e milho", diz Sávio Pereira, do Ministério da Agricultura. O farelo de soja, por exemplo, subiu 100% em relação ao ano passado. Segundo a Associação Paulista de Avicultura (APA), no setor avícola isso deve gerar uma queda de 15% da produção.
Situação ainda pior será vivida pelos suinocultores. Na avicultura dois meses são suficientes para ajustar o mercado, pois um frango pode ser comercializado em cerca de 40 dias. Um porco, no entanto, exige do produtor no mínimo um ano de confinamento e, além disso, a carne suína já enfrentava excesso de oferta e desvalorização. A alta no preço das rações só tornou o cenário mais preocupante para o setor. "Em estados como Santa Catarina, o governo está pensando em adotar medidas como prorrogação de dívidas, subsídios agrícolas e venda de estoque público de grãos", diz Pereira.


Mayara Teixeira , iG São Paulo
http://economia.ig.com.br/empresas/agronegocio/2012-07-27/seca-se-agrava-nos-eua-e-brasil-vai-se-tornar-maior-produtor-de-soja-do-mundo.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Groenlândia está derretendo...


Cientistas da NASA revelam o maior degelo

A imagem divulgada pela NASA Fotografia © Reuters

A imagem divulgada pela NASA

Cerca de 97% da superfície da camada de gelo que cobre a Gronelândia derreteu este mês, o degelo mais vasto de que há registo nos 30 anos de observações de satélite da ilha, alertou a NASA.

A conclusão dos cientistas baseia-se em imagens captadas por três satélites diferentes, segundo as quais o degelo foi particularmente rápido entre os dias 08 e 12 de julho.

Entre esses quatro dias, a área derretida passou de 40% do total da superfície da camada de gelo para 97%, o que significa que a quase totalidade da camada sofreu algum derretimento - desde as extremidades finas próximas da costa até ao centro, com mais de três quilómetros de espessura.

Num comunicado divulgado no site da NASA na terça-feira, os cientistas admitem que a diferença entre as imagens do dia 08 e do dia 12 era tão grande que pensaram haver algum erro.

"Era tão extraordinário que no início questionei o resultado: era mesmo real ou devia-se a um erro dos dados?", diz Son Nghiem, do laboratório de propulsão a jato da NASA em Pasadena.

Os investigadores afirmam que, num verão normal, cerca de metade da superfície da camada de gelo da Gronelândia derrete e, enquanto nos pontos mais elevados a água volta rapidamente a congelar, perto da costa alguma da água é retida pelo gelo e o resto perde-se no oceano.


Mas este ano a extensão do degelo na superfície ou perto dela aumentou dramaticamente, alertam os cientistas, que ainda não determinaram se este descongelamento irá afetar o volume total de perda de gelo e contribuir para a subida do nível do mar.

Este foi o segundo acontecimento invulgar na Gronelândia em poucos dias, depois de um icebergue do tamanho da ilha de Manhattan se ter separado do glaciar de Petermann, mas os cientistas consideram mais grave o degelo.

Lora Koenig, especialista em glaciares no centro Goddard da Nasa, diz que degelos rápidos como este acontecem todos os 150 anos, mas avisou que o derretimento deste ano pode ter vastas implicações.

"Se continuarmos a observar eventos como este nos próximos anos, será preocupante", disse.

As consequências mais imediatas poderão ser o aumento do nível do mar e o aquecimento do Ártico. Os cientistas atribuem um quinto do aumento total do nível do mar - que é de três milímetros por ano - ao derretimento da camada de gelo da Gronelândia.

O climatólogo Thomas Mote, da Universidade da Georgia, admite que este degelo extremo se deva a uma cúpula de calor que cobriu a Gronelândia entre 08 e 16 de julho ou a uma vaga de ar quente particularmente forte.

por Texto da Lusa, publicado por Lina Santos
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2685281&seccao=Tecnologia

segunda-feira, 23 de julho de 2012

'Truth Goggles' assusta políticos e jornalistas ao checar notícias em tempo real


Seis meses depois do início dos testes com usuários, o sistema criado por um estudante de 24 anos começou a provocar calafrios entre os candidatos nas eleições norte-americanas de 2012, perplexidade na imprensa e uma enorme curiosidade entre eleitores e consumidores de informações jornalísticas.

Dan Schultz, que faz pós-graduação no Massachusetts Institute of Technology (MIT), anunciou um programa que permite ao leitor de um site noticioso clicar numa declaração de político, empresário ou personalidade publica e receber imediatamente na tela de seu computador o resultado da checagem feita pelo site Politifact, especializado em conferir dados, estatísticas ou fatos mencionados numa noticia.

Quando o projeto Truth Goggles* foi divulgado, em novembro do ano passado, o sistema começou a ser examinado com lupa pelos interessados diretos, especialmente os políticos e a imprensa, porque lidava com a credibilidade pública - setor onde os candidatos, funcionários públicos e a imprensa têm interesses vitais para sua sobrevivência como figuras públicas e como organizações.

Hoje, vários dos problemas iniciais já foram resolvidos graças ao financiamento de fundações como a Knight, que patrocina o trabalho de Schultz desde 2007, quando ele ainda estava no meio de seu curso de graduação em sistemas de informação. Há uma semana, o criador do Truth Goggles abriu o código fonte do programa para permitir que outros pesquisadores e programadores possam acelerar a sua implementação.

O patrulhamento eletrônico dos políticos, empresários, personalidades e jornalistas é um tema complicado porque, além de envolver questões técnicas, mexe também com fatores sociais, comportamentos, crenças e valores. Afinal, credibilidade é um fator transcendental na era da informação, pois é capaz de destruir em minutos reputações construídas durante décadas. Mas é também uma questão não menos crucial no terreno econômico porque, mais do que nunca, os negócios dependem hoje da confiabilidade em dados e estatísticas.

Por enquanto, apenas alguns sites selecionados disponibilizam o acesso ao Truth Goggles porque é necessário compatibilizar o conteúdo publicado e o software desenvolvido por Schultz. Até o momento, o programa acessa apenas uma base de 5.500 fontes de referência para checagem indexadas pelo Politifact. Vale para teste, mas ainda é pouco para uso operacional, já que a demanda por verificação de confiabilidade cresce na mesma proporção do aumento do material publicado na Web, estimado atualmente em cerca de três trilhões de gigabytes.

Há outro problema ainda não resolvido e que mostra a complexidade do tema certificação de credibilidade. O programa não pretende ser o único certificador, pois isto equivaleria a criar um monstro cibernético incompatível com a diversificação de percepções da realidade gerada pela avalancha informativa na internet. Também não pode ser transformado num formatador de opiniões ao assumir o papel de juiz entre notícias mais ou menos verídicas.

Há muitas incógnitas ainda sem solução no contexto do projeto Truth Goggles, mas, apesar de tudo, os principais centros de pesquisa dos Estados Unidos, envolvidos no estudo dos problemas sociais criados pelas inovações tecnológicas, como o Media Lab do MIT, coincidem que Dan Schultz está no caminho certo. Quem desejar acompanhar a evolução do projeto pode acessar o blog pessoal de Schultz ou a página do Nieman Journalism Lab que contém links para matérias anteriores.

***

* Neste link você pode se cadastrar para receber informações sobre o andamento do projeto. Para fazer um test drive clique na pagina http://www.niemanlab.org/2012/07/are-you-sure-thats-true-truth-goggles-tackles-fishy-claims-at-the-moment-of-consumption/ e acione o link da frase click here to activate Truth Goggles.

Por Carlos Castilho
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/posts/view/o_truth_goggles_assusta_politicos_e_jornalistas_ao_checar_veracidade_de_declaracoes_e_noticias_em_te

Nouriel Roubini prevê tragédia econômica para o próximo ano


Mundo de incertezas

O economista Nouriel Roubini, que ficou famoso por ter previsto a crise imobiliária americana, precisou de apenas 140 caracteres do Twitter para descrever a tragédia econômica que, segundo ele, vai acontecer no ano que vem. É a "tempestade perfeita": piora da crise na Europa, pouso forçado da China, recessão nos Estados Unidos, desaceleração adicional nos emergentes e uma guerra no Irã.

Roubini já havia traçado esse cenário soturno no começo do ano, mas poucos prestaram atenção, já que ultimamente ele tem errado mais do que acertado nas suas previsões. Venceu o prazo de validade, por exemplo, dos alertas que ele fez sobre o iminente estouro da bolha do mercado de "commodities" e de uma crise devastadora no mercado de ouro.

Do começo do ano para cá, porém, uma sequência de dados econômicos negativos passou a sustentar pelo menos parte da tese da "tempestade perfeita". As economias desenvolvidas, que já iam mal, deram novos sinais de debilidade, na Europa e Estados Unidos. A grande surpresa é a desaceleração das grandes economias emergentes, sobretudo China e Brasil, em torno das quais houve uma certa euforia dos mercados nos últimos anos.

Roubini não está sozinho na suas previsões catastróficas sobre os emergentes. Um dos que têm feito alertas ao longo dos últimos anos é Jim Chanos, fundador do fundo de hedge Kynikos Associates, cujo negócio é ganhar dinheiro apostando na queda do preços de ativos. Ele virou uma legenda em Wall Street depois de prever a falência da empresa de energia Enron. Sua aposta agora é que a China vai quebrar e, com ela, arrastará empresas brasileiras que exportam matérias-primas.

O cenário de catástrofe na China não é descartado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). No seu relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta semana, o Fundo alertou para o risco de um pouso forçado da China no médio prazo, se o investimento desacelerar de forma mais acentuada devido ao excesso de capacidade instalada em vários setores da economia. Mas, para o FMI, esse é um "tail risk", expressão que, no jargão dos economistas, significa um evento que tem poucas chances de acontecer, embora não possa ser completamente descartado. O cenário central com que o FMI trabalha, não muito diferente do que preveem vários outros economistas, é que a China vai crescer 8% neste ano e 8,5% no próximo.

O financista Jim Chanos, de prestígio em Wall Street, acha que a China vai quebrar e arrastará para o desastre empresas brasileiras

"A pior hipótese para este ano é a China crescer 7% ou 7,5%", afirma Will Landers, gestor de fundos de investimento na América Latina da BlackRock, administradora de recursos de terceiros de Nova York. "A maioria dos países do mundo adoraria enfrentar uma crise econômica com um crescimento de 7%."

Há pelo menos uma década se fala sobre o risco de pouso forçado na China. O grande fantasma agora é o suposto esgotamento de seu modelo de desenvolvimento, baseado, sobretudo, em exportações e investimentos. Os chineses têm menos fregueses no exterior para vender seus produtos, com o agravamento da crise econômica na Europa e nos Estados Unidos. Imagina-se que as empresas e o governo vão desacelerar os investimentos, depois de criar uma capacidade instalada muito grande, com produtividade decrescente. O consumo interno não é forte o suficiente para assumir o papel de motor do crescimento, numa sociedade em que as famílias poupam cerca de metade de sua renda. O receio é que uma desaceleração econômica mais forte faça cair o castelo de cartas criado pelo excesso de crédito e uma bolha no mercado imobiliário.

A desaceleração na China já é uma realidade. Sua expansão foi de 7,8% no primeiro semestre, bem menor que os 9,6% do mesmo período de 2011. Em parte, essa desaceleração reflete menos investimentos e menos exportações, corroborando o cenário de quem acha que haverá um pouso forçado mais adiante. Mas parte importante do esfriamento, aponta o FMI, reflete uma ação deliberada das autoridades chinesas no ano anterior, para conter a economia e lidar com as dores do superaquecimento, como pressões inflacionárias, "boom" de crédito e formação de bolhas no mercado imobiliário.

Do mesmo jeito que esfriou a economia, agora o governo procura reanimá-la. "A China deixou claro que vai estimular a sua economia de várias formas", disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, em entrevista para divulgação do Panorama Econômico Mundial. "Eles indicaram que vão expandir o investimento público, e já começaram a relaxar a política monetária."

Paulo Vieira da Cunha, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central do Brasil e, hoje, sócio e chefe de pesquisas de mercados emergentes da Tandem Global Partners, de Nova York, passou recentemente duas semanas na China examinando a situação econômica do país. "Não me preocuparia com uma queda abrupta da economia", afirma. Não é a primeira vez que os chineses se deparam com uma queda indesejada de sua economia e, desta vez, querem fazer melhor para reanimá-la", afirma Vieira da Cunha. Em 2008, quando a quebra do banco Lehman Brothers desencadeou uma crise mundial, a China anunciou um pacote de estímulo equivalente a quase 20% de seu produto interno bruto (PIB). A estratégia foi eficaz para, rapidamente, se retomar o crescimento, mas alimentou alguns desequilíbrios e vulnerabilidades. Colocou lenha na bolha especulativa do mercado imobiliário e levou ao excesso de investimento em infraestrutura. O legado desse pacote de estímulo foi uma concentração de renda nas empresas, por meio do aumento dos lucros, indo na contramão do objetivo de ampliar a renda das famílias para o consumo.

Agora, a estratégia chinesa, afirma Vieira da Cunha, é atuar mais pelos chamados mecanismos de preço, como redução da taxa de juros. Em tese, haverá menos desquilíbrios. Mas talvez não funcione tão bem para estimular a economia quanto o pacote fiscal de 2008. "Se as autoridades chinesas virem que não está funcionando, podem corrigir o rumo e repetir a receita que deu certo."

Robert Wood, economista baseado em Nova York da Economist Intelligence Unit (EIU), também acredita que a China será capaz de chegar a um crescimento na casa dos 8% neste ano. "Sim, há uma desaceração no crescimento da China, mas é uma desaceleração induzida por medidas de política econômica." O cenário, reconhece, não está isento de riscos. A China está passando por uma transição no comando do poder político e, nesse ambiente, poderá ser maior a tentação para repetir uma dose de estímulo econômico similar à de 2008, caso a receita atual não dê certo.

O FMI chama a atenção para o risco de uma crise financeira causada por excesso de crédito, no Brasil, na China e na Índia

Para o FMI, o Brasil também passa por uma desaceleração econômica deliberada, a exemplo do que ocorre com a China. As autoridades brasileiras adotaram uma série de medidas a partir de fins de 2010 para esfriar um crescimento que, naquele ano, chegou a 7,5%. O objetivo foi combater sinais preocupantes de superaquecimento, aceleração inflacionária, ritmo insustentável de expansão de crédito bancário e supervalorização de imóveis. A receita incluiu regras regulatórias para conter o crédito, juros mais altos, controles no ingresso de capitais e aperto fiscal.

A economia brasileira começou a exibir sinais mais claros de desaceleração no segundo semestre de 2011, justamente quando foi atingida por choques externos, causados pela piora da crise na Europa e turbulências nos Estados Unidos ligadas ao impasse político sobre o aumento do teto da dívida pública. Preocupado com a dose excessiva de desaceleração, o Banco Central mudou o sinal da política monetária ainda em 2011, cortando os juros para estimular a economia.

Na época, o mercado financeiro não estava muito seguro de que as batalhas contra o superaquecimento e a inflação alta tinham sido realmente vencidas. O Banco Central foi, por isso, alvo de duras críticas. "Talvez tenha sido um pouco de sorte, talvez eles de fato sabiam mais do que o mercado", afirma Landers, do BlackRock. "Mas todo mundo agora tem que dar o braço a torcer porque o Banco Central fez a coisa certa."

Com a mais recente rodada de cortes, os juros no Brasil chegaram a 8% ao ano, o menor percentual da história, e muita gente aposta que a taxa cairá para 7% ao ano, ou menos, nos próximos meses. Até agora, porém, os juros não tiveram os efeitos desejados para estimular a economia. Em tese, já deveria ter melhorado um pouco, já que relaxamentos monetários geralmente levam cerca de seis a nove meses para chegar à atividade.

Os economistas passaram a se perguntar se havia algo errado. "Houve alguns questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de transmissão do relaxamento monetário", disse Thomas Helbling, consultor do departamento de pesquisa econômica do FMI, na entrevista de divulgação do Panorama Econômico Global.
Nouriel Roubini descreve a "tempestade perfeita" em 2013: piora da crise na Europa, pouso forçado da China, recessão nos EUA, desaceleração nos emergentes e guerra no Irã

A questão é se o corte de juros não chegava à economia porque uma das suas artérias de transmissão estava meio entupida - o chamado canal de crédito. Juros mais baixos, em tese, devem baratear o crédito, estimulando mais famílias e empresas a tomarem empréstimos. Mais crédito, por sua vez, deve ajudar a ampliar o consumo e o investimento, movendo a produção e bens e outras engrenagens da economia.

O problema é que, depois de o volume de empréstimos ter duplicado em menos de uma década, as famílias ficaram muito endividadas, e isso levou ao aumento da inadimplência. Numa situação dessas, há menos gente disposta a tomar empréstimos, e os bancos ficam mais relutantes para conceder empréstimos.

Os bancos vêm limpando suas carteiras de crédito, e agora é uma questão em aberto se esse canal de transmissão da política monetária já foi restabelecido. O FMI acha que foi, sim, em boa medida. "A maior parte desse problema já está sob controle", disse Helbling. "Os bancos já se ajustaram, e por isso o relaxamento monetário deve estar ganhando força." Paralelamente, outras forças podem mover a economia, como o corte de impostos sobre carros, a aceleração dos investimentos públicos e a desvalorização do real ocorrida nos últimos meses, que tende a puxar as exportações.

No cenário traçado pelo FMI, a economia brasileira já estará crescendo a uma velocidade de 4% no último trimestre. No conjunto de 2012, o PIB terá crescido apenas 2,5%, porque a expansão nos trimestres anteriores foi mais fraca. Para 2013, a aposta do Fundo é um crescimento de 4,6%. O mercado financeiro vê uma trajetória mais ou menos parecida, embora com magnitudes diferentes - crescimento de 1,9% em 2012 e de 4,1% em 2013.

E se os estímulos não funcionarem? O FMI, no seu Panorama Econômico Global, chama a atenção para o risco de uma crise financeira causada pelo excesso de crédito dos últimos anos, não só no Brasil, mas na China e na Índia. O cenário do desastre é uma desaceleração econômica que leve a um aumento mais forte da inadimplência.

Há pelo menos três anos o Fundo vem fazendo alertas genéricos, aqui e ali, sobre possíveis vulnerabilidades dos mercados de crédito e imobiliário brasileiros, mas ainda não conseguiu descrever uma narrativa coerente com começo, meio e fim para mostrar o risco. Em parte, com os alertas, o Fundo está exercendo seu dever de ofício. O organismo, nos últimos anos, passou a ficar sob maior pressão para apontar com antecedência os principais riscos para a economia mundial, depois que falhou ao não antever a crise do mercado imobiliário americano.

Em muitos aspectos, os riscos no Brasil são uma incógnita para o Fundo. O crédito cresce muito rápido, e isso preocupa. Mas, em seus relatórios de avaliação da estabilidade financeira do país, tem afirmado que os bancos são bem capitalizados e a supervisão bancária, bastante rigorosa. Há sinais de supervalorização imobiliária, mas o aumento dos preços de imóveis não é sustentado por crédito bancário. Bolhas de preço de ativos, por si sós, podem causar problemas, como ocorreu com a Nasdaq há cerca de uma década. Mas as dores são muito menores se não se alastram para o sistema financeiro, da forma como ocorreu na crise imobiliária americana.

"A questão no Brasil é menos o risco de uma crise e mais o risco de uma trajetória de crescimento mais baixo", afirma Wood, da EIU, ecoando receio expressado por vários economistas. A teoria é que, nos últimos anos, o Brasil cresceu num ritmo mais acelerado porque surfou numa onda favorável, criada, entre outros fatores, pelos altos preços de matérias-primas exportadas e pelo ciclo de expansão de crédito. Nesse período, deixou de fazer as reformas necessárias, como também não cuidou de aumentar a produtividade e do investimento. Mais recentemente, piorou as coisas com uma política econômica do tipo "stop and go", alternando superaquecimento e expansão medíocre. A indústria manufatureira encolheu, diante da alta dos custos de mão de obra, e o setor de "commodities" investiu demais, acreditando num ciclo favorável de preços infinito.

"O problema é que o apetite global por commodities está começando a cair", escreveu o economista-chefe para países emergentes do banco Morgan Stanley, Ruchir Sharma, num comentado artigo publicado na revista "Foreign Affairs" (ver pág 8). "E, se o Brasil não tomar as medidas para diversificar e impulsionar seu crescimento, em breve vai cair junto com as commodities." Num cenário sombrio, o país teria que se contentar em crescer algo como 3% ou 3,5%, em vez de 4,5% ou 5%. Essa é uma teoria a ser testada - e muitos economistas dizem que a prova do pudim será quando o ciclo de estímulo monetário chegar a todo vapor na economia. Se houver inflação alta e crescimento medíocre, a tese terá sido confirmada. Se a economia crescer bem sem acelerar a inflação, vai para a lata do lixo.

Alex Ribeiro | De Washington
http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/6889/Mundo-de-incertezas-