sexta-feira, 7 de junho de 2013

Operação NETTRAVELER


O programa malicioso NetTraveler Toolkit infectou 350 vítimas de alto nível para roubo de dados e espionar

"Operação NetTraveler", campanha global de ciberespionagem dirigida a organizações governamentais e Institutos de Pesquisa

"Operação NetTraveler", campanha global de ciberespionagem dirigida
a organizações governamentais e Institutos de Pesquisa


São Paulo, 6 de Junho de 2013 – A equipe de especialistas da Kaspersky Lab acaba de anunciar a descoberta do NetTraveler, uma família de programas maliciosos usados em ataques APT (sigla em inglês para Advanced Persistent Threat – que se refere a um grupo com capacidade e intenção para atingir um alvo/entidade específica) aptos a comprometer com sucesso mais de 350 vítimas em 40 países. Os alvos do NetTraveler foram tanto do setor público quanto privado, incluindo instituições governamentais, embaixadas, indústrias de petróleo e gás, centros de pesquisa, prestadores de serviços militares e ativistas.

De acordo com o relatório da Kaspersky Lab, essa ameaça atua desde o começo de 2004, no entanto, o período de maior atividade ocorreu entre 2010 e 2013. Recentemente, os principais alvos de ciberespionagem dos criadores do NetTraveler são entidades de exploração do espaço, nanotecnologia, geração de energia, energia nuclear, lasers, medicina e comunicações.

Método de infecção:

· A disseminação acontecia por meio de e-mails inteligentes de phishing com anexos maliciosos no formato do Microsoft Office que utilizando duas  vulnerabilidades conhecidas (CVE-2012-0158 e CVE-2010-3333). Embora a Microsoft já tenha publicado os pacotes de correções para elas, as vulnerabilidades ainda são amplamente usadas em ataques direcionados e têm se provado altamente eficazes.

·  Os títulos dos anexos maliciosos retratam o esforço obstinado do grupo NetTraveler em personalizar os ataques a fim de infectar perfis específicos. Alguns exemplos incluem:

o   Army Cyber Security Policy 2013.doc
o   Report - Asia Defense Spending Boom.doc
o   Activity Details.doc
o   His Holiness the Dalai Lama's visit to Switzerland day 4
o   Freedom of Speech.doc

Roubo e vazamento de dados:

· Durante a análise da Kaspersky Lab, a equipe de especialistas obteve registros de infecção de vários servidores de controle e comando (C&C) do NetTraveler. Eles são usados para instalar outros malware nas máquinas infectadas e extrair dados roubados. Os especialistas da Kaspersky Lab calculam que a quantidade de dados roubados e armazenados nos servidores do NetTraveler passam de 22 gigabytes de informações.

·  Os dados extraídos das máquinas infectadas normalmente incluem listas de arquivos do sistema, keyloggs e outros vários tipos de arquivos, como PDFs, planilhas Excel, documentos do Word, arquivos do CorelDraw e projetos do AutoCAD. Além disso, o NetTraveler foi capaz de instalar um malware que rouba informações adicionais como um backdoor, e pode ser personalizado para roubar outros tipos de informações sensíveis, tais como detalhes de configuração para um aplicativo ou arquivos de projetos.

Estatísticas global de infecção:

·  Com base na análise C&C do NetTraveler, a Kaspersky Lab identificou um total de 350 vítimas em 40 países, que incluem os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Rússia, Chile, Marrocos, Grécia, Bélgica, Áustria, Ucrânia, Lituânia, Belarus, Austrália, Japão, China e Hong Kong, Mongólia, Irã, Turquia, Índia, Paquistão, Coréia do Sul, Tailândia, Catar, Cazaquistão e Jordânia. Na América Latina foram registradas vítimas no Chile e em Suriname.

· Em conjunto com os dados da análise C&C, os especialistas da Kaspersky Lab usaram a Kaspersky Security Network (KSN - tecnologia de proteção híbrida na nuvem) para identificar estatísticas de infecção adicionais. Os dez países com vítimas detectadas pela KSN foram Mongólia seguido por Rússia, Índia, Cazaquistão, Quirguistão, China, Tajiquistão, Coreia do Sul, Espanha e Alemanha.

Descobertas adicionais

Os especialistas da Kaspersky Lab identificaram também seis vítimas que tinham sido alvos tanto do NetTraveler quanto do Outubro Vermelho, outra operação de ciberespionagem descoberta pela Kaspersky Lab em janeiro desse ano. Embora não se observe ligações diretas entre os ataques, o fato de que as vítimas específicas foram infectadas pelas duas campanhas indica que elas são alvos de múltiplos ataques e suas informações são valiosas para os atacantes.

Para acessar a análise completa feita pela Kaspersky Lab visite o SecureList.

Fonte: DefesaNET

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vírus Zeus volta a atacar, mas agora pelo Facebook

Desde a sua criação, muitas variações surgiram. Cada versão tinha como objetivo escapar da detecção dos antivírus, mas o objetivo do Cavalo de Troia continuou basicamente o mesmo: roubar dados de contas bancárias.
Apesar de o vírus ser antigo, ele ainda se propaga pela rede. Assim que o Zeus infecta uma máquina, ele se mantém dormente até que a vítima acesse um site de banco. Isso desperta a praga, que rouba senhas e dados de acesso.
Zeus (também conhecido como ZBOT) é tão poderoso que pode, até mesmo, substituir a página da instituição financeira com o objetivo de ludibriar as pessoas a entregarem os seus dados.

Zeus atacando pelo Facebook

Parece que, mesmo depois de tanto tempo, o vírus Zeus ainda não parou de incomodar. A nova versão da praga virtual agora ataca a partir do Facebook. De acordo com um relatório divulgado pela Trend Micro, os ataques do Zeus se intensificaram e atingiram o seu pico em maio deste ano.
Eric Feinberg, fundador do grupo Fans Against Kounterfeit Enterprise (FAKE), percebeu um aumento no número de links maliciosos em páginas populares do Facebook, como uma fanpage da N.F.L. (Liga Nacional de Futebol dos Estados Unidos), que direciona os usuários a uma rede de computadores pirata controlada por criminosos russos, que acaba disseminando o vírus.
Feinberg diz que essa é apenas uma de muitas páginas do Facebook com o mesmo objetivo, e diz que já entrou em contato com a rede social para tentar encontrar uma solução para o problema. Ele também afirma que é preciso ter muito cuidado na rede, pois é muito fácil criar um perfil falso.
Já vimos algo parecido recentemente, quando uma página falsa alegava sortear iPhones na rede social.

Como se proteger

Para escapar desse tipo de problema, é preciso, antes de tudo, uma boa dose de bom senso. Evite acessar páginas suspeitas no Facebook e, principalmente, não saia clicando em todos os links que aparecem na sua linha do tempo.
O Facebook disponibiliza uma página que traz diversas informações de segurança e dicas de como se proteger contra fraudes. Além disso, se você acredita que o seu perfil ou os seus dados possam ter sido comprometidos, é possível proteger a sua conta.
Além disso, como existem milhares de perfis ativos na rede, a empresa pede que os usuários reportem qualquer conta ou página suspeita. Essa tarefa ficou um pouco mais fácil agora que o Facebook possui um sistema para a verificação de contas.
 
Manter o antivírus do seu computador sempre atualizado também é muito importante para garantir a integridade dos seus dados. Se você não possui um antivírus instalado em sua máquina, clique aqui para encontrar muitas opções gratuitas e eficientes.

A Trend Micro informa que o vírus Zeus ou ZBOT costuma criar duas pastas com nomes aleatórios na pasta %Applications Data%. Enquanto uma delas contém uma cópia do ZBOT, a outra carrega dados criptografados. Se você possui um pouco mais de experiência, pode fazer essa verificação manualmente.

Pipoca: um estouro em antioxidantes e fibras

Estudo recém-saído do forno - ou seria da panela? - mostra que esse verdadeiro blockbuster das sessões de cinema concentra mais certos antioxidantes do que frutas e verduras. Sem contar a quantidade de fibras.
 
 
Recomendação de consumo diário 20g ou 1 xícara e meia (chá)
 
Um punhado de milho, um fiozinho de óleo e uma panela no fogo... Voilà! Bastam alguns minutos - e muitos "pops" - para a combinação resultar em massas brancas, pequenas e bem macias. É a famosa pipoca. Vira e mexe no centro de acaloradas discussões, ela costuma ser acusada de ser um tanto quanto traiçoeira para a saúde. A presença de gordura e o fato de nos incentivar a extrapolar nas pitadas de sal estão entre as principais queixas. No que depender da ciência, entretanto, a má fama está com os dias contados.

É que, se preparada corretamente - não vale apelar para a praticidade da versão de micro-ondas -, ela é uma explosão de benefícios, informação reforçada por um estudo recente da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos. Segundo o time de cientistas, pasme, a pipoca reúne mais certos antioxidantes do que uma porção de frutas e verduras. Ou seja: ela seria uma aliada ardilosa na guerra contra os radicais livres, aquelas moléculas instáveis e perigosas que atacam as células e provocam desastres que vão de envelhecimento precoce a câncer. "Isso se deve à diferença entre a quantidade de água encontrada na pipoca, que é de 3 a 5%, e a detectada nos vegetais, que chega a 90%", informa Joe Vinson, líder do trabalho. Na prática, esses valores referentes à umidade revelam que no subproduto do milho os compostos fenólicos - benditos antioxidantes! - ficariam concentrados, enquanto nas outras classes alimentares eles apareceriam mais diluídos. "A pipoca é o único snack formado 100% pelo grão. Já os antioxidantes encontrados em outros produtos à base de sementes integrais, por exemplo, são removidos ou sofrem degradação durante o processamento."

Só para você saber - e não morrer mais de raiva -, as substâncias protetoras da saúde estão na casca, aquela capa que teima em ficar agarrada nos dentes. E, se o milho que levar para casa der origem a uma pipoca naturalmente amarela ou creme, bingo! Sinal de que a parte fofinha do alimento é ainda fonte de carotenoides. "Essas substâncias também atuam como antioxidantes e, no corpo, são convertidas em vitamina A", ensina a cientista de alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais. A transformação é ótima para o sistema imunológico e para os olhos, que ficam blindados contra degeneração macular relacionada à idade.

Apesar de grudenta, a casca da pipoca está cheia de atributos. Afinal, nela também estão doses generosas de fibras, substâncias que contribuem para a formação do bolo fecal. "Para eliminá-lo com maior facilidade, é necessário aumentar o consumo de água", lembra a nutricionista Viviane Piatecka, do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região. O melhor é que o papel das fibras não fica restrito a dar um empurrão ao funcionamento do intestino. Elas também são reverenciadas por tornar a digestão mais lenta, prolongando, assim, a sensação de barriga forrada - uma vantagem e tanto para quem quer derrubar o ponteiro da balança.

Já na parte fofa e geralmente branca dessa pequena notável fica guardado outro amigão do organismo: o amido resistente. O nome, convém dizer, não foi dado à toa. Isso porque ele passa praticamente intacto pelo aparelho digestivo. Só no intestino grosso é que micro-organismos da flora o transformam em ácidos graxos de cadeia curta. "Eles deixam a área mais ácida, favorecendo a proteção contra células cancerosas. Por isso, o consumo de amido resistente tem sido associado à redução do risco de tumores no órgão", detalha Maria Cristina, da Embrapa.

Mas não vá achando que o sinal está verde para se entupir com a pipoca vendida no cinema ou a industrializada para micro-ondas. Essas são justamente as que merecem estar no banco dos réus - os motivos você conhece nos quadros à direita. O recomendado para se beneficiar das qualidades do alimento é prepará-lo na boa e velha panela, com só um pouquinho de óleo para não formar uma verdadeira bomba calórica. Se desejar, a gordura pode até ficar de fora da receita. "É só colocar uma porção de milho em um saquinho como aqueles para pão e vedá-lo na ponta. Depois, deixe por alguns minutos no micro-ondas", instrui Eduardo Sawazaki, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), no interior paulista. Está aí um lanche para ninguém botar defeito.

Barreira de proteção
Veja a diferença entre a quantidade de antioxidantes na maçã e na pipoca:

1 maçã média 256 mg x 2 colheres (sopa) do milho de pipoca 300 mg
 
Fotos Alex Silva | ilustrações Thiago Almeida

Fonte: Revista Saúde

terça-feira, 4 de junho de 2013

NASA alerta seus empregados para catástrofe e cria novo pânico do fim do mundo

Você achou que a onda de fim do mundo que assola o início do século 21 havia acabado, quando o mundo não acabou no final de 2012? Você está errado, o negócio continua firme e as pessoas querem por que querem que o mundo acabe.

E não é brincadeira, acaba uma previsão de catástrofe, seja de Nostradamus, seja do calendário Maia, seja uma previsão da mãe Diná, que convenhamos, tinham o seu lado mitológico e por isto nem todos podiam levar a sério e o que aconteceu? O mundo não acabou… ainda.

Mas e quando a previsão de catástrofe vem de uma das agências científicas mais bem equipadas e mais bem informadas do mundo, e até mesmo do que há do lado de fora deste mundo, como a coisa fica?

Gera um clima de insegurança e é um prato cheio para quem gosta de esperar o fim do mundo. Junte-se a isto vídeos bem preparados e colocados no Youtube, e pronto, desta vez parece que é verdade e o mundo vai mesmo acabar, pior, é em breve mas sem data marcada.

Não é brincadeira não, a NASA reforçou um aviso que outras agências militares dos Estados Unidos estão fazendo para os seus subordinados, ' preparem-se para uma catástrofe eminente nos próximos anos', que catástrofe é esta? Nem a NASA e nem os militares americanos revelam nada sobre o assunto.

Um asteroide gigante?

A estrela gêmea do sol que está voltando para perto da nossa estrela trazendo lixo espacial que vai cair na Terra?

Um ataque alienígena?

E dá-lhe Youtube no novo alarde do fim do mundo, isto por que as redes de televisão ainda não atentaram para o negócio, mas quando resolverem lá se vão mais alguns anos de preparativos para aguardar o fim que estará chegando.

E toda essa onda de fim do mundo previsto pela NASA, começou por causa do vídeo (postado logo abaixo) com o diretor da NASA falando de um imprevisto, que pode atingir as famílias dos empregados da Agência e várias informações sobre como se preparar para catástrofes que foram colocadas no site da NASA, para o uso de seus empregados.

Como estes avisos começaram em 2011, o que pensamos é que eles tivessem algo a ver com catástrofes naturais do nosso planeta e/ou com ataques terroristas eminentes na época, por causa do 11 de setembro, no entanto, há quem ache que o perigo vem do espaço.

E você, assistindo aos avisos de catástrofes e alertas da NASA e dos militares americanos, acha que desta vez o fim do mundo está mesmo próximo?
Eis o vídeo


Fonte: GPS Pezquiza

segunda-feira, 3 de junho de 2013

REUNIÃO DOS 120 QUE MANDAM NO MUNDO...

Bilderberg 2013 em Watford – Preliminares

 

Quando vocês estiverem lendo estas linhas, eu já estarei a caminho de Watford, nas proximidades de Londres, para reportar sobre o encontro dos Bilderberg. O que já posso adiantar: as medidas de segurança no entorno do hotel “The Grove” são bastante rígidas e completamente desproporcionais. Há semanas o local e cercanias já são vigiados pela polícia. Cada um que se aproxima deve se identificar e então deve deixar a área. Todas as ruas que levam ao hotel estão impedidas para pedestres durante os próximos dias. Quer dizer, nem ao menos os caminhos públicos para pedestres podem ser mais usados.


A polícia esclarece qual área foi declarada como “entrada proibida”
Até os moradores da vizinhança do hotel são obrigados a passar pelos checkpoints e se identificar. Isso provocou muita revolta e reações furiosas. Eles dizem: “Isso nunca aconteceu em outros eventos no hotel. Isso aqui é o puro estado policial! A seleção inglesa de futebol fica frequentemente concentrada aqui, mas nunca existiu estas barreiras e fiscalização. Agora vêm para cá 120 figurões de todas as partes do mundo e nós não podemos mais se impedimentos para nossas casas ou receber visitas”.
Fúria – Frente ao despotismo estatal contra o próprio povo, tal reação oriunda de qualquer organismo ainda saudável está praticamente banida de nossos “informados” (ou seria lobotomizados?) tatos – NR.
E os próprios integrantes do clube Bilderberg afirmam tratar “apenas” de um encontro privado e por isso não é da conta de ninguém quem ali participa ou o que eles discutem. O contribuinte, porém, recebe a conta pela segurança 24hs com centenas de policiais, mais viaturas e helicópteros. Toda a área de Watford foi declarada como zona impedida, onde vale a lei antiterror. A polícia pendurou cartazes onde o público é informado sobre as restrições.
Hoje acontecem duas reuniões de cidadãos no centro de convenções de Watford, às 18:00 e 20:00hs. Vai ser informado e discutido o que os moradores pensam a respeito e certamente vai ser uma discussão acalorada. Eu estarei presente para sentir os ânimos.
Nunca houve uma restrição tão ampla e total confinamento dos Bilderbergs com maciça presença policial e limitação da liberdade de locomoção para o público. Como nós, observadores, seremos mantidos afastados a grande distância, será muito difícil fotografar e identificar os participantes. Vamos ver se conseguimos tirar algumas fotos das faces criminosas.
Aqui uma entrevista sobre o encontro, da qual participei:



Alles Schall und Rauch, 03/06/2013.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Você sabe o que você come?

Leite adulterado, carne sem origem, suco estragado: o crescimento de problemas de saúde relacionados à ingestão de alimentos contaminados coloca em xeque a eficiência da fiscalização e mina a credibilidade da indústria de alimentos



Chamada.jpg
Ainda surgiam notícias sobre o andamento da Operação Leite Compensado, que identificou no Rio Grande do Sul um esquema de adulteração de leite cru com ureia, quando uma nova denúncia desabou sobre o setor. Em Goiás, foi descoberta uma quadrilha que furtava cooperativas e adicionava uma mistura de água, sal e açúcar ao leite – que era vendido, na última etapa do esquema, a laticínios ilegais. No caso gaúcho, 12 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público, mais de 300 mil litros de leite foram apreendidos e três marcas (Italaq, Líder e Mumu) tiveram de tirar seus produtos do mercado por conterem formaldeído, uma substância cancerígena presente na ureia. Em Goiás, sete pessoas foram presas. Os crimes são distantes e diferentes em tamanho e método, mas expõem uma realidade única em todo o Brasil: as brechas do sistema de fiscalização de alimentos. "As pessoas estão desacreditadas não só com a cadeia do leite, mas também com o setor de alimentos do País. Passamos por uma crise de credibilidade", afirma Paulo Fernando Machado, coordenador da Clínica do Leite da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP). "Se eu fosse um tomador de leite na França e visse uma notícia como essa, não beberia mais leite do Brasil." Esse, e outros casos que surgiram nas últimas semanas, mostrando os perigos a que os consumidores brasileiros estão expostos quando se sentam à mesa, remetem à pergunta: afinal, os alimentos consumidos no País são seguros?
1.jpg
Na família da fotógrafa mineira Adriana Gonçalves, 42 anos, a pergunta ainda deixa um gosto amargo. No início de maio, eles compraram um suco da marca Del Valle sabor goiaba e o consumiram no dia seguinte, dentro do prazo de validade. Foram salvos de uma experiência mais traumática pelo hábito de nunca tomar nada direto da embalagem. "Quando meu marido serviu a bebida para os meus filhos, saiu uma coisa branca. Se as crianças estivessem sozinhas, com certeza teriam ingerido." Adriana coou o conteúdo da caixa e entrou imediatamente em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Coca-Cola Brasil, dona da Leão Alimentos, que produziu o lote do suco. "Os problemas acontecem, mas a empresa tem a obrigação de informar o consumidor sobre os riscos e assumir a responsabilidade pelas falhas", diz Adriana. Por meio de nota, a fabricante informou que o caso é "pontual e isolado" e aparenta ser fruto da "formação de bolor causada por perda de vedação da embalagem, provavelmente por impacto durante o transporte ou armazenamento". Em sua busca de mais respostas e, sobretudo, de uma mudança de conduta por parte da marca, Adriana postou uma foto do suco contaminado no Facebook. Até o fechamento desta edição, a denúncia já havia sido compartilhada mais de 300 mil vezes.
3.jpg
"A distribuição global de alimentos e a complexidade da cadeia produtiva propiciaram um aumento na ocorrência de eventos e emergências relacionados à inocuidade de alimentos", afirmou à ISTOÉ, em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "A participação dos consumidores por meio de denúncias e reclamações também vem crescendo." O problema apontado pela agência se verifica em diversas cadeias produtivas. No caso dos produtos de origem animal, por exemplo, há uma evidente falta de pessoal para dar conta do trabalho de fiscalização. Segundo Wilson Roberto de Sá, presidente do Sindicato dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA), são apenas 3.307 profissionais para todo o País. "O sistema está fragilizado e, sem dúvida, estamos correndo riscos porque o produto que chega à mesa pode não ter passado pelos processos de fiscalização", afirma. Outras organizações vão além e denunciam a falibilidade da estrutura de inspeção. "No caso do alimento, a pior coisa que pode acontecer é segmentar, porque ninguém carrega responsabilidade de nada", diz Roberto Smeraldi, presidente da ONG Amigos da Terra, que vem denunciando falhas graves na cadeia produtiva da carne. "O que você tem de fazer é exatamente o contrário: rastrear e unificar o receituário em todas as fases da cadeia, de maneira que aquele boi tenha nome, sobrenome e apelido." Smeraldi dirige sua crítica à divisão das inspeções de produtos de origem animal entre as esferas federal, estadual e municipal, o que permite que um produto recusado por estabelecimentos de uma rede seja aceito em outras por conta da diferença de critérios e, também, do rigor na fiscalização. "O Ministério da Agricultura nem sequer olha para um terço da carne que chega à mesa dos brasileiros", diz. Segundo o relatório "Radiografia da Carne no Brasil", publicado pela organização no início de 2013, 80% dos abatedouros que não estão sob controle do ministério apresentam irregularidades.
2.jpg
O sistema tripartido foi criado em 1989 pela Lei 7889, mas há um decreto de 2006 regulamentando a aplicação da legislação e instituindo o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). O projeto, no entanto, apenas começa a ser implantado pelo Ministério da Agricultura – a quem compete a fiscalização de todos os produtos de origem animal e vegetal vendidos in natura, além das bebidas alcoólicas e não alcoólicas. No caso dos produtos de origem animal, essa central unificada foi chamada de Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), mas apenas cinco Estados já fazem parte do programa. Outros 16 estão em processo de cadastramento.

A fragmentação também acontece na divisão de responsabilidades entre o Ministério da Agricultura e a Anvisa. Para Carlos Thadeu Oliveira, gerente técnico do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), "não parece haver simbiose entre os órgãos de vigilância. A Anvisa e as vigilâncias sanitárias locais não conversam com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério e menos ainda com os serviços estaduais de inspeção". Essa falta de centralidade nos processos relacionados à segurança dos alimentos produz casos como o da autorização, por parte do Mapa, de um agrotóxico vetado por técnicos da agência em 2007 – a decisão foi reiterada pelo comitê de assessoramento técnico criado para avaliar a infestação de lagartas em lavouras de algodão e soja na Bahia, em março deste ano. O benzoato de emamectina é considerado tóxico para o sistema neurológico. Segundo a Anvisa, o uso de agrotóxicos não autorizados é responsável pela maior parte das irregularidades encontradas nos alimentos de origem vegetal consumidos no Brasil. De acordo com o último relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da agência, 30% dos produtos estão fora dos parâmetros.
4.jpg
Essa situação não afeta apenas os consumidores, mas também os produtores e a indústria, que se vê cada vez mais pressionada a aprimorar seus mecanismos de autocontrole – o que exige mais investimentos e compromissos do setor privado. "A indústria é quem coloca a marca no produto e, portanto, é responsável", diz Paulo Fernando Machado. "Agora, para detectar essa fraude de adição de ureia no leite, como aconteceu no Rio Grande do Sul, ela precisaria ter capacidade de fazer uma análise específica. O procedimento é fácil e rápido, desde que você tenha o equipamento necessário, mas ele é caro." Nilson Muniz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), afirma que "a indústria aplica todas as análises previstas na legislação e é a maior interessada em receber a melhor matéria-prima". Ele também ressalta que o teste para detectar o fomaldeído não fazia parte do conjunto de medidas obrigatórias, já que esse tipo de adulteração não era registrado há mais de 20 anos (a análise voltou a ser exigida em fevereiro de 2013, justamente por causa do crime).
5.jpg
Segundo Ênio Marques, da SDA, fazer com que as empresas assumam a tarefa de garantir a qualidade de seu próprio produto é uma tendência dentro do Ministério da Agricultura. Ari Crispin, coordenador de Programas Especiais do Mapa, afirma que isso não significa o afastamento do poder público. "Trata-se de um aprimoramento do sistema. Nós estabelecemos os limites e avaliamos o comprometimento do empresário com essas metas", afirma. Outra figura que precisará entrar na receita do ministério é o produtor, que muitas vezes representa a ponta fraca do sistema. Carlos Thadeu de Oliveira, do Idec, ilustra a situação. "Por ocasião de um teste que fizemos com 25 marcas de queijo minas frescal, recebemos vários produtores pequenos. O que vimos é que eles não são orientados corretamente sobre como fazer o controle, são ameaçados, tratados como cachorros pelos fiscais", diz. Das 25 amostras coletadas, cinco estavam contaminadas com coliformes fecais – todas faziam parte do Sistema de Inspeção Federal.
6.jpg
Esse emaranhado de agentes e responsabilidades já passa fatura ao setor exportador, cada vez mais cercado por barreiras sanitárias – ainda que a origem de muitas delas esteja ligada a interesses políticos e econômicos de parceiros comerciais do Brasil. Em 2011, o País recebeu 95 notificações do sistema de vigilância sanitária da União Europeia, o Rapid Alert System, o que o coloca na 12ª posição na lista de países mais notificados pelo bloco. Em 2009, foram 84 alertas e, em 2010, 110. Atualmente, nove países seguem com embargos à carne brasileira, por conta de um episódio de encefalopatia espongiforme bovina (doença conhecida como "Vaca Louca"), no Paraná.
8.jpg
Do ponto de vista da saúde, não faltam motivos para cultivar a prevenção. Entre 2008 e 2012, houve um aumento de 226% nos casos de intoxicações provocadas por alimentos (leia quadro), conforme dados do Ministério da Saúde. Nutricionista e técnica da associação de consumidores Proteste, Manuela Dias diz que "os problemas ocasionados por alimentos contaminados por bactérias podem variar de uma dor de barriga leve até a morte". Ela também ressalta que o período de incubação da doença dura de horas até dias – o que dificulta a identificação do produto contaminado. "No Brasil, o problema é completamente subnotificado. Só acontece quando é um surto e acomete muitas pessoas." Apenas um recall de produto alimentício foi feito no Brasil em 2012. Nos Estados Unidos, no mesmo período, foram 80.
7.jpg
Um dos afetados pelo problema foi o aposentado José Barbosa da Silva, 63 anos. Ele foi parar no hospital com uma infecção estomacal depois de consumir uma bebida de soja da marca AdeS em março deste ano, na mesma época em que a empresa anunciou a contaminação de um lote do produto por soda cáustica. "Ele tem o estômago sensível e, por isso, temos muito cuidado com tudo o que toma", diz Luciano Barbosa da Silva, filho de José. "Naquela noite, ele comeu algo muito leve e isso fez com que a gente descartasse, em um primeiro momento, a possibilidade de intoxicação alimentar." Justamente por isso, a família não guardou a caixa e o registro do lote do produto consumido pelo aposentado, o que dificultou a busca por reparação. "Nós chegamos a acionar dois advogados, mas nenhum quis levar o caso adiante, por se tratar de um embate com uma empresa muito grande."
9.jpg
Judi Nóbrega, diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, explica que é muito importante que a informação sobre esses casos chegue aos canais formais de denúncia – Vigilância Sanitária e Ministério da Agricultura –, com dados que permitam às autoridades identificar a empresa implicada e o lote do produto. "A partir daí, podemos fazer uma fiscalização para verificar a procedência da denúncia e as condições dos estabelecimentos. Além disso, a ouvidoria do ministério gera relatórios que possibilitam programar inspeções direcionadas." Mesmo recorrendo aos canais disponíveis e recebendo as compensações devidas – como a troca do produto ou a devolução do dinheiro –, os consumidores se sentem cada vez mais distantes da produção do alimento e, assim, bastante vulneráveis. "Você fica traumatizado porque poderia ter acontecido o pior", diz Luciano Silva. "A gente está falando de uma grande indústria, mas imagine as pequenas. O governo precisa nos proteger."
Foto: Bernardo Salce / Agencia i7
Foto: Orestes Locatel
Foto: Felipe Rosa / AGP
*Fontes: Sinan, Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde
*Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura

domingo, 19 de maio de 2013

Santa Catarina lidera compra de armas no Brasil

por
 
Olhando o Infográfico abaixo, fico me perguntando porque o Distrito Federal é o estado mais armado do País. Não são os políticos que querem banir todas as armas no Brasil? Então eles deveriam dar o exemplo. Mas fazem exatamente o contrário, andam com vários seguranças armados pagos com o MEU e o SEU dinheiro.

E enquanto eles estão bem seguros o resto do povo além de não ter segurança por parte do governo, ainda são obrigados a ficar sem o direito de defesa. Um absurdo.
Se alguém não gosta de armas e não quer ter uma, tudo bem, ninguém está obrigado ele a comprar uma arma. Mas se eu quero ter uma arma, para defesa ou para esporte, não vou abrir mão deste direito. O povo decidiu em 2005, e os políticos simplesmente ignoram. O que muitos destes desarmamentistas não entendem é que eles são beneficiados pela dúvida, pois o bandido não sabe quem tem arma.

Mas se um dia o cidadão de bem for proibido de ter uma arma, todos os bandidos terão certeza de que ninguém vai ter uma arma para se defender, então os bandidos entrarão em nossas casas com a certeza de tomar nossos bens e nossa dignidade, pois sabem que ninguém vai reagir.
Fico contente que SC tem ido na contra-mão do desarmamento, e espero que a venda de armas continue a crescer aqui, pois só com cidadãos armados teremos de volta nosso sossego.


Segue a matéria publicada no site Clicrbs.com.br

Santa Catarina lidera compra de armas no Brasil

Em nenhum outro estado do Brasil as lojas venderam tantas armas, na proporção com a população, como este ano em Santa Catarina. Os números do setor são tão altos que o ano passado superou 2002, quando vigorava lei anterior ao Estatuto do Desarmamento, bem menos restritiva.

Mais que uma estatística, o crescimento na comercialização de pistolas, revólveres e espingardas mostra uma mudança de comportamento provocada pelo aumento na sensação de insegurança, que tem a elevação dos índices de criminalidade como causa.

O primeiro item a sustentar este raciocínio é que a expansão nas vendas ocorre mesmo com uma legislação mais rigorosa, que proíbe civis saírem às ruas armados e exige uma série de cursos, ressalta o presidente da Comissão de Segurança, Criminalidade e de Violência Pública da OAB-SC, Henrique Gualberto Bruggemann. Mas desde 2002, os indicadores e a percepção de segurança de Santa Catarina mudaram bastante. Naquela época não havia ônibus incendiado por ordem de presos e o número de homicídios era menor. Em 2002, foram 381 assassinatos, enquanto no ano passado ocorreram 737 – alta de 93,4%. O comportamento humano também explica em parte o aumento de 42,8% nas vendas de revólveres, pistolas e espingardas neste período.

Segundo o sociólogo Guaracy Mingard, a primeira opção de quem se sente ameaçado é comprar um arma. Este sentimento de insegurança, no entanto, não está ligado somente às estatísticas. Tem mais relação com as informações sobre violência consumidas pelas pessoas.

O criminalista e professor da Univali, Sandro Sell, declara que existe uma arquitetura do medo, na qual é vendida a ideia de que você pode resolver esse problema individualmente. Tal mensagem é muito para a classe média. Para ela, como o Estado está falido, o jeito é você próprio voltar a assumir a defesa de sua vida e de seu patrimônio.

Além disso, o aumento no comércio de armas experimentado agora contrasta com o comportamento verificado na metade da década passada. As vendas do setor caíram por influência do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época em que os catarinenses compraram 2,8 mil armas.

No caminho inverso

Henrique Gualberto Bruggemann lembra que a implantação da nova lei foi cercada pela forte campanha de defesa da entrega de armas de fogo. Em 2004, houve brutal redução no comércio, que fechou o ano com 321 armas comercializadas em SC. Mas o desarmamento sofreu um revés em 2005, quando 64% da população decidiram em plebiscito não aceitar o dispositivo que proibia a venda de armas e munições no país. A partir deste ponto, as propagandas a favor do desarmamento diminuíram e o aumento nas vendas foi contínuo até a explosão ocorrida de 2008 para 2009. Neste intervalo, o número comercializado em SC mais que dobrou – de 719 para 1,5 mil.

Bruggemann acredita que a alta na comercialização de armas vai se manter por mais alguns anos. No ano passado, foram 3,9 mil vendas, resultado superior ao de 2002. Ele ressalta que o momento atual é completamente diferente. Em meados da década passada a opinião pública discutia não vender mais armas. Agora o assunto mais debatido na segurança pública é a redução da maioridade penal. Para o especialista, o crescimento se sustenta mais alguns anos e o setor se estabiliza.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/policia/noticia/2013/05/santa-catarina-lidera-compra-de-armas-no-brasil-4142203.html
 
Copiei daqui: http://araujobrusque.com.br/2013/05/19/santa-catarina-lidera-compra-de-armas-no-brasil/

Indicador defasado 'esconde' 22 milhões de miseráveis do país

O número de miseráveis reconhecidos em cadastro pelo governo subiria de zero para ao menos 22,3 milhões caso a renda usada oficialmente para definir a indigência fosse corrigida pela inflação.
É o que revelam dados produzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a pedido da Folha, com base no Cadastro Único, que reúne informações de mais de 71 milhões de beneficiários de programas sociais.

Desde ao menos junho de 2011 o governo usa o valor de R$ 70 como "linha de miséria" --ganho mensal per capita abaixo do qual a pessoa é considerada extremamente pobre.
Ele foi estabelecido, com base em recomendação do Banco Mundial, como principal parâmetro da iniciativa de Dilma para cumprir sua maior promessa de campanha: erradicar a miséria no país até o ano que vem, quando tentará a reeleição.
Editoria de Arte/Folhapress
miser€  ável infla€  ção

Mesmo criticada à época por ser baixa, a linha nunca foi reajustada, apesar do aumento da inflação. Desde o estabelecimento por Dilma da linha até março deste ano, os preços subiram em média 10,8% --2,5% só em 2013, de acordo com o índice de inflação oficial, o IPCA. 
 
Corrigidos, os R$ 70 de junho de 2011 equivalem a R$ 77,56 hoje. No Cadastro Único, 22,3 milhões de pessoas, mesmo somando seus ganhos pessoais e as transferências do Estado (como o Bolsa Família), têm menos do que esse valor à disposição a cada mês, calculou o governo após pedido da Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Esse número corresponde a mais de 10% da população brasileira e é praticamente a mesma quantidade de pessoas que tinham menos de R$ 70 mensais antes de Dilma se tornar presidente e que ela, com seis mudanças no Bolsa Família, fez com que ganhassem acima desse valor.

Os dados possibilitam outras duas conclusões. Primeiro, que um reajuste da linha anularia todo o esforço feito pelo governo até aqui para cumprir sua promessa, do ponto de vista monetário.
Segundo, que os "resgatados" da miséria que ganhavam no limiar de R$ 70 obtiveram, na quase totalidade, no máximo R$ 7,5 a mais por mês --e mesmo assim foram considerados fora da extrema pobreza.

Além do problema do reajuste, o próprio governo estima haver cerca de 700 mil famílias vivendo abaixo da linha da miséria e que estão hoje fora dos cadastros oficiais.
outro cenário.

A reportagem pediu outra simulação ao governo, usando agosto de 2009 como o início do estabelecimento da linha de R$ 70. Nessa época, um decreto determinara o valor para definir miséria no Bolsa Família.

Nesse outro cenário (inflação acumulada de 23,4%), o número de extremamente pobres seria ainda maior: 27,3 milhões de pessoas. A data marcou a adoção do valor no Bolsa Família, mas não em outros programas, diz o governo.

Por:JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/05/1281132-indicador-defasado-esconde-22-milhoes-de-miseraveis-do-pais.shtml

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Belo Monte conclui 30% das obras sem construir nenhum quilômetro de rede de esgoto em Altamira

Belo Monte conclui 30% das obras sem construir nenhum quilômetro de rede de esgoto em Altamira

Já são visíveis da rodovia Transamazônica as crateras onde devem ser instaladas as turbinas da hidrelétrica de Belo Monte. A cena impressionou cinco senadores, na tarde da sexta (5/4). Além de visitar os canteiros, os parlamentares andaram pelas ruas de Altamira, cidade que abriga a maior e mais cara obra em andamento no País, onde mais de 100 mil pessoas ainda vivem sem água potável e rede de esgoto
490213352516302c016930 Belo Monte conclui 30% das obras sem construir nenhum quilômetro de rede de esgoto em Altamira
Sitio Pimental visto do km 52 da Rodovia Transamazônica. Os buracos gigantes nas rochas vão abrigar as turbinas da casa de força principal de Belo Monte

Depois da visita, a subcomissão de senadores que acompanha as obras da usina prometeu realizar audiência em Brasília, ainda esta semana. O presidente do colegiado, Delcídio do Amaral (PT-MS), disse que deve se reunir com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para encaminhar soluções para os problemas na execução das condicionantes do licenciamento ambiental do empreendimento. A previsão é de que os parlamentares retornem à Altamira em agosto.

A visita aconteceu na mesma semana em que o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal, em Altamira, que suspenda a licença de instalação da hidrelétrica, conforme prevê a legislação brasileira, para o caso de descumprimento das condicionantes. "Altamira vive um colapso, mais 50 mil pessoas chegaram à cidade depois que as obras começaram e nenhum quilômetro de rede de esgoto foi construído", explica a procuradora Thais Santi. A ação judicial pede ainda que a Norte
 Energia, responsável pelo projeto, seja condenada ao pagamento de indenização por dano moral difuso, em valor a ser determinado pela Justiça (veja a ação).
49125339651630c0b492f5 Belo Monte conclui 30% das obras sem construir nenhum quilômetro de rede de esgoto em Altamira
 Senadores criticaram descompasso entre obras de Belo Monte e condicionantes socioambientais
Além de Amaral, os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Ivo Cassol (PP-RO), Blairo Maggi (PR-MT) e Valdir Raupp (PMDB-RO) visitaram os canteiros principais, o sistema de transposição de barcos, o lixão da cidade e a futura vila dos trabalhadores da Norte Energia. O grupo ainda participou de uma reunião pública para ouvir a população.

A visita aconteceu um dia antes da 9ª paralisação dos trabalhadores de Belo Monte. Cerca de cinco mil operários cruzaram os braços para pedir o cumprimento de reivindicações trabalhistas, incluindo o pagamento do adicional de insalubridade.

3987499735163039490f8d Belo Monte conclui 30% das obras sem construir nenhum quilômetro de rede de esgoto em Altamira
O lixão de Altamira recebe 155 toneladas de lixo por dia. Terreno a menos de 1 km do local foi comprado pela Norte Energia para reassentamento da população atingida pela obra

Das 22 condicionantes, quatro estão concluídas e "todas estão em andamento, nada está parado", disse João Pimentel, diretor da Norte Energia (ouça entrevista).

Reservatório no Xingu pode se transformar em lago de esgoto

O MPF diz que boa parte das condicionantes não saiu do papel. Elas foram determinadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) há três anos, para concessão da licença prévia e, em 2011, para obtenção da licença de instalação.

Altamira despeja todo seu esgoto no Rio Xingu, de acordo com o secretário de Obras do município, Pedro Barbosa. "No projeto da empresa Geo Engenharia (contratada pela Norte Energia), não havia a construção de um sistema de tratamento, eles querem abrir encanamento nas ruas e continuar jogando o esgoto no Xingu", argumenta Barbosa. O Projeto Básico Ambiental (PBA) de Belo Monte prevê o tratamento de 100% do esgoto da zona urbana de Altamira. O cumprimento do PBA é a primeira condicionante que permitiu o início da construção da usina.

Com o futuro fechamento da barragem principal de Belo Monte, o esgoto despejado no rio deverá se acumular no reservatório de águas paradas que será formado em frente à cidade, comprometendo a qualidade da água do futuro reservatório.

A construção de um novo sistema de abastecimento de água potável e de 261 quilômetros de rede de esgoto, que deveria ter sido iniciada em julho de 2011, ainda não começou. O aterro sanitário de Altamira deveria ter sido entregue em julho do ano passado, mas um acordo entre a Norte Energia e o Ibama prorrogou o prazo para julho deste ano. Já a transferência do lixão deve ser finalizada até julho de 2014. A condicionante 2.10 da licença exige expressamente que esses prazos sejam respeitados, mas o último parecer do Ibama, responsável por fiscalizar Belo Monte, confirma que até agora nenhuma das obras foram implementadas.

"A cidade produz 155 toneladas de lixo por dia e o equipamento adquirido pela Norte Energia só é capaz de prensar 25% desse lixo", completa Barbosa.

"Com 30% das obras concluídos e 16 meses depois de seu início, a imponência da obra contrasta com a impotência na implementação das condicionantes socioambientais, que afetam diretamente a qualidade de vida dos moradores da região", diz André Villas-Bôas, secretário executivo do ISA (saiba mais).

O último relatório de prestação de contas da Norte Energia ao Ibama aponta a compra de duas áreas para alocar pessoas que serão obrigadas a sair de suas casas para a formação do reservatório. Em março, a reportagem do ISA visitou os terrenos e verificou que, há 16 meses do fim do prazo para o reassentamento, sua implantação ainda não começou. Uma das propriedades fica há menos de um quilômetro do lixão de Altamira. A Norte Energia terá que construir 365 casas por mês para cumprir o compromisso assumido na licença de instalação.
14997632435163042c53f11 Belo Monte conclui 30% das obras sem construir nenhum quilômetro de rede de esgoto em Altamira
Em Altamira, 150 mil pessoas vivem sem rede de esgotos. As obras de saneamento fazem parte das condicionantes não cumpridas pela Norte Energia

"Todas as 22 condicionantes acontecem paralelamente ao andamento das obras das barragens. E os prazos serão cumpridos não apenas porque temos essa obrigação, mas também porque entendemos que Belo Monte é diferente por oferecer condições concretas de desenvolvimento para a região", disse Duilio Figueiredo, presidente da Norte Energia, em nota oficial.

"Não é justo uma obra tão importante para o Brasil não pensar na compensação da saúde, o hospital tinha que estar pronto", declarou Ivo Cassol, em entrevista à Rádio Senado. A construção do novo hospital municipal da cidade é mais uma das condicionantes não cumpridas pela Norte Energia.

Fonte: por Letícia Leite, do ISA
http://envolverde.com.br/noticias/belo-monte-conclui-30-das-obras-sem-construir-nenhum-quilometro-de-rede-de-esgoto-em-altamira/

terça-feira, 2 de abril de 2013

Planta medicinal produz pomada que cura 100% o HPV


Barbatimão contra HPV

Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) acabam de desenvolver uma pomada para a cura das verrugas genitais, um dos sintomas mais desconfortáveis do HPV, o papiloma vírus humano.

A pomada curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença, em um teste clínico realizado no Hospital Universitário da UFAL.

O novo medicamento foi desenvolvido utilizando o extrato de uma planta medicinal bem conhecida da flora brasileira - o barbatimão.

O princípio ativo da pomada contra as verrugas causadas pelo HPV é extraído da casca do barbatimão, planta comum no litoral brasileiro. [Imagem: UFAL]

Segundo o professor Luiz Carlos Caetano, foi na Zona da Mata de Alagoas onde os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV.

"A pomada feita com o extrato das cascas do barbatimão mais comum na nossa região deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. Suas cascas têm coloração mais avermelhada do que as da plantas encontradas na região Sudeste, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos", explicou Caetano.

"Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizadas pela população como agente cicatrizante e anti-inflamatório", acrescentou.

Cura das verrugas do HPV

Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus humano foram acompanhados no Hospital Universitário.

Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia.

A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem.

"Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo", explicou o professor Manoel Álvaro, membro da equipe.

O barbatimão é também a base de um medicamento contra o veneno da cobra surucucu.

Fonte: Diário da Saúde