sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CAIU O ÚLTIMO PILAR QUE AINDA SUSTENTAVA NOSSO PAÍS EM PÉ

O FUNERAL DA JUSTIÇA

Caiu o último pilar que ainda mantinha o país em pé. Numa vergonhosa demonstração de aparelhamento e de falta de vergonha, os que hoje podemos sem a menor sombra de dúvidas chamar de juízes petistas, absolveram os mensaleiros do crime de formação de quadrilha. 

Foi praticamente como se o PCC - Primeiro Comando da Capital julgasse os crimes do Comando Vermelho. Ou seja, uma quadrilha julgou a outra.
Uma quadrilha de toga e formada pelo que há de mais desprezível, e que causou de vez o fim, a derrocada da credibilidade de todo o Judiciário.

Se o STF, por ser a mais alta côrte, tinha que funcionar como exemplo para as instâncias inferiores, passou a agir como o pai que ensina o filho pequeno a beber, roubar e usar drogas.

Não há prova mais contundente do que essa, de que todos os poderes da República estão corrompidos e dominados. Um legislativo que parece uma reunião do sindicato dos ladrões, cujas sessões são na verdade o planejamento de assaltos ao povo; o executivo comandado por uma perigosa guerrilheira que se preocupa mais com sua base ideológica (cuba) do que com o País; e um Judiciário de fazer vergonha ao resto do mundo.

Antes reclamávamos somente da lerdeza do Judiciário. Agora, com o STF agindo como uma camarilha partidária, podemos ter a certeza de que Thêmis enfim tirou a venda, vendeu a balança ou a está usando para fins menos nobres, e já está fazendo programa como acompanhante de políticos e executivos.

O que sobrou para nós afinal? Se o povo não criar coragem e ir para as ruas recuperar o Brasil, sobrará apenas lamentar a falta de papel higiênico nos mercados... e um lenço pra chorar.

Marcelo Rates Quaranta  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

LEITURA PROIBIDA PARA OS IDIOTAS E... no final continuo

Leio no “Estadão” de hoje (...): “A Escola Estadual Presidente Emilio Garrastazu Médici passou a chamar-se Escola Estadual guerrilheiro Carlos Mariguella”.

Parece que estamos chegando ao fim e a República Federativa do Brasil também mudará de nome: seremos República Popular Democrática do Brasil, que este é o apelido usual de todos os países comunistas à volta do mundo.

Passado o impacto, obrigo-me a uma volta ao passado. Como dizia Augusto dos Anjos, “sou uma ameba, venho de outras eras...”. Era ginasiano em 1937 quando Getúlio Vargas implantou o “Estado Novo” e espancou os comunistas que, à soldo de Moscou, tentavam criar na América do Sul um satélite da União Soviética.

Foram daquela época o famigerado cavaleiro da esperança Luiz Carlos Prestes, (Em caso de guerra entre o Brasil e a União Soviética, lutarei por eles”), Harry Berger, Garota, Olga Benário e outros militantes bolchevistas, saía-se recentemente da chamada intentona comunista que buscou arrasar o terceiro regimento de Infantaria da Praia Vermelha com dezenas de oficiais mortos, o Partido Comunista Brasileiro e a UNE (esta, sempre foi no Brasil uma célula do partidão) foram fechados, o país respirou aliviado.

A partir de 1939, fui radialista e jornalista, escrevendo para rádios e jornais. Em 1943 participei da Força Expedicionária Brasileira lutando pela democracia mundial.


Nos anos de 1951 e 1952, produzi para as rádios Ministério da Educação, Roquette Pinto, Mauá e uma rede de 48 emissoras no interior do país, uma série de rádio-reportagens sob o título de “Paisagens da Vida”, um teleteatro de contra-propaganda comunista, na qual, com a colaboração de um militar foragido da URSS, Anatoli Mickailovich Granovski, contava as atrocidades que eram sofridas pelo povo soviético nas mãos dos líderes vermelhos Stalin, Lenin e quadrilha. Esses programas foram gravados pelo NKVD de Moscou e de lá veio a ordem para o Tribunal Vermelho do Brasil, vivendo na clandestinidade, me condenando à morte.

O DOPS, (Departamento de Ordem Política e Social) do segundo governo do Getúlio, teve ciência do fato. Chamaram-me. Avisaram-me que tinha a vida em perigo. E o máximo que me podiam oferecer eram uma arma e o seu porte, nada mais. Duas vezes tentaram os comunistas matar-me. Meu elenco de artistas era substituído a cada mês, tal a natureza das ameaças que sofriam por telefone.

Deixei tudo em 1953 quando entrei para a Marinha como médico. Em 1961 fui transferido para Florianópolis. E aqui, como militar, vivi os episódios históricos da renúncia do Presidente Jânio Quadros com posse do esquerdista João Belchior Goulart e sua deposição em 1964 ao tentar incendiar o país com sua participação ativa nas tentativas de implantação do regime comunista no governo brasileiro. Neste último episódio, como antigo jornalista, fui nomeado relações públicas do Estado Maior da 5ª. Região Militar. Mais uma vez lutei contra a barbárie vermelha.

Em 1968, durante o governo militar, os bolchevistas insistiram em transformar o Brasil numa ditadura vermelha. É dessa época a famosa guerrilha do Araguaia na qual pontificaram líderes esquerdistas como José Genoíno, Dilma Roussef, José Dirceu, o primeiro dos quais matando a marteladas na cabeça um oficial do Exército, mas todos eles se fazendo passar hoje como heróis da “democracia”, vítimas da ditadura militar.

São sabujos dos Castros cubanos, irmãos de fé dos bolivarianos da Venezuela, dos norte-coreanos, doadores das economias brasileiras para os demais países comunistas do mundo, autores dessa farsa de importação de médicos cubanos afrontando todas as leis do país e as reais necessidades da saúde pública.

E o que querem esses bandidos fazer do Brasil?
Transformá-lo em uma outra Cuba, o melhor país do mundo em que se pode viver desde que se tenha um apartamento em Paris, o país onde se pratica a melhor medicina das três Américas desde que se tenha um Hospital Sírio-Libanês quando qualquer companheiro adoece, país cuja principal matéria-prima é mão-de-obra escrava exportada para todo o mundo, país onde se passa fome, paraíso do qual todos querem fugir mesmo correndo o risco de morrer no mar?

Esquerdismo é isso? Nenhum regime político já acontecido no mundo matou mais patrícios seus e pessoas de outras origens que o comunismo da União soviética. Mais de 600 milhões de cadáveres. Ao fim de 70 anos, nem eles mesmos suportaram mais. Mas nos bolsões de resistência como em Berlim Oriental, construíram muros para evitar que os felizardos que viviam no “paraíso” fugissem para o inferno ocidental.

Ouçamos, a respeito, a opinião do grande Fernando Pessoa: “O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema - o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós”.

Ho Chi Ming, líder comunista chinês matou mais de 3 milhões de patrícios. Na Coréia do Norte já morreram mais de um milhão. Mas os esquerdistas brasileiros ´representados pelo PT, PSB, CUT, MST, UNE e outras quadrilhas redigiram uma carta de apoio aos camaradas da Coréia onde afirmavam, entre outros besteiróis: “Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem à guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EEUU”.

O líder cubano Che Guevara em quem os jovens de hoje e a quadrilheira Dilma Roussef vão buscar inspiração era claro quanto às suas intenções pacifistas e socializantes: “Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar apenas pelo ódio. Banharei minha arma em sangue e, louco de fúria, cortarei a garganta de qualquer inimigo que me cair nas mãos. E sinto minhas narinas dilatadas pelo cheiro acre da pólvora e do sangue do inimigo morto. Aqui na selva cubana vivo é com sede de sangue, estou escrevendo estas linhas inflamadas em Marti”.

É este o governo que os patriotas esquerdistas querem para o Brasil?

Costumam dizer que quem não é socialista na juventude não tem coração e quem ainda é socialista na idade adulta não possui cérebro. Digo-lhes eu: mostrem-me um adolescente que não seja socialista e eu lhes mostrarei um alienado do seu grupo; mostrem-me um homem de mais de 30 anos que ainda seja comunista e eu lhes mostrarei um canalha. Paulo Francis achava que todo mundo tem o direito de se portar como um débil mental até os trinta anos.

Infelizmente a escória vermelha do Brasil, que tanto ajudei a combater, está de volta, tomou conta do país, vai nos levar à infâmia da cubanização, não sossega enquanto não humilhar os militares que os combateram nos anos 60 e 70, obrigou recentemente esses mesmos soldados a prestar honras militares ao cadáver do comunista que desalojaram do poder em 1964 e agora, conforme está no jornal, trocaram pelo nome de um criminoso bolchevista o de uma escola de Salvador.

Como já estou no fim da vida aos 91 anos, não viverei o suficiente para suportar esse castigo, mas lamento pelos meus filhos e netos. Que me perdoem o mau gosto da frase mas, felizmente, estou morrendo.

Osmard Andrade Faria

Fonte: Tânia Botter


Continuando... PRINCIPALMENTE OS IDIOTAS SIMPATIZANTES DO ParTido, OU DE ALGUÉM QUE FAÇA PARTE DESSE ParTido, sob o RISCO DE "CAIR NA REAL"!!!

BRASIL: DEUS DÁ UMA RASTEIRA NO DIABO


Dizem nas esferas etéreas que na década de 1940 o Diabo não tinha mais onde hospedar. O Inferno estava pior do que as cadeias brasileiras, incluindo os presídios da bandidagem do poder onde eles se abrigam para saquear o País, massacrar o povo e destruir a Pátria, que estão super lotados.

Então o Diabo solicitou mais espaço a Deus. Este vendo que a solicitação era procedente, lhe disse: Tem o Brasil, que os portugueses pensaram que o tinham descoberto, porque meu povo que estava lá era inocente e santo e eles não entendiam disso, e pensaram que eram bicho, e me deram no dia 26 de abril de 1.500, Penso estabelecer lá meu novo endereço na Terra, porque lá em Jerusalém você se intrometeu desde que crucificou meu filho e bagunçou tudo. Se você quiser ocupa-lo em comodato, te cedo.

E o Diabo não se fez de rogado; selecionou o que havia de mais abjeto, mais repugnante no Inferno e mandou pra encarnarem aqui.

É esse povo que em 1964 se reuniu para matar a gente dona da Pátria, porque a construímos com suor, lágrima e sangue, saqueá-la e entrega-la para a Rússia, onde, Deus já havia cedido para o Diabo mandar seus excedentes e eles já tinham instalado o Inferno na terra.

E é essa bandidagem que está no poder.

Todavia, Deus, agora, quer iniciar a construção do seu endereço aqui.

Já nos forneceu a planta da construção, que é o PROJETO AMAZONIA - SOBERANIA, PODER E RIQUEZA PELO CAMINHO DA ROÇA, e no dia 17 de junho de 2.013, convocou a nação que é sua força de trabalho no projeto, para dizer ao pessoal do Diabo que está aqui, que o comodato venceu.

Eles, como bons demônios que são, e SENDO DA PIRO CASTA INFERNAL, não têm noção do jeito que se devolve demônios para o Inferno, e se arregimentaram com Cuba, Venezuela, Bolívia, Colombia, Argentina, Uruguai, Coreia do Norte, Síria, Angola, Irã, Líbano e China para transformar o comodato em esbulho possessório como o MST e seus contingentes terroristas enfeitados de índios estão fazendo.

E então, os bombardeiros supersônicos invisíveis estão com o focinho apontado para Mariel, dizendo para o China que esse alvo é só de passagem para Pequim e bases nucleares vitais ao projeto chinês de dominação do mundo.

Então, seria uma misericórdia mal pensada de Deus?

Cheguei a pensar isso.

Mas quando ele, por uma corporação quadrilheira em Campo Grande-MS, formada de deputado, seu irmão prefeito, governador, desembargadores, promotores de justiça, defensores públicos, juízes, advogados pé de chinelo, delegados de polícia, Procurador Geral da República e ministros do STJ, me convocou para patrocinar a reação de cidadania da nação em suas Forças Armadas, que são seus "Ministros vingadores," entendi que Deus sabia desde o primeiro instante, que o Diabo queria lhe passar uma rasteira para recuperar a União Soviética e dominar a Terra.

E como Deus preservou o Diabo para lhe divertir, lhe fez a concessão para fazer ao mesmo exatamente o que ele planejara, só que, invertido: Ao invés do domínio da Terra, Deus, pelo próprio Diabo, vai confinar a sua diabarada dentro da sua própria índole diabólica, aqui, sem ocuparem espaço.

E assim, mostrar ao Diabo que ele ainda não adquiriu experiência nem para administrar o Inferno.

Para os que não sabiam ainda, o significado, e a quem aproveita a MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE, está explicado. - DIVULGUEM se gostaram.

Fonte: Facebook

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A Bolha Imobiliária e as crises econômicas

O Cenário Internacional

Recentemente, Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia e colunista do New York TImes, deu a deixa acerca do estouro da bolha imobiliária chinesa:

Percebam que é algo recorrente. A especulação imobiliária é responsável direta pela quebra no ciclo de crescimento do Japão, nos anos 80 (quando se especulava, da mesma forma que hoje em relação à China, quando a economia japonesa iria ultrapassar a norte-americana). A especulação imobiliária foi responsável pela maior crise norte-americana após o crash de 1929. E deve provocar problemas sérios para a China em um futuro próximo.

Bolhas imobiliárias têm uma dinâmica similar, sempre. Elas partem em “buracos” no mercado imobiliário que, em um estágio inicial, são imperceptíveis. Como não-economista, vou explicar isso de forma simples:

1) O mercado imobiliário, como todos os setores de nossa economia capitalista (e não estou falando que é certo, estou falando que hoje é assim), é regulado pela Lei da Oferta e da Procura. Existem regulações estatais, mas nesse setor, em específico, elas são extremamente ineficientes. Em momentos de crescimento econômico e facilidade de financiamento através de programas governamentais (e é bom lembrar que a maioria dos países, incluindo o Brasil, ainda tem enorme déficit habitacional), é normal que a demanda seja maior que a oferta de imóveis e os preços subam.

2) Com a subida rápida dos preços, pessoas passam a considerar a compra de imóveis um bom investimento, tanto para revenda quanto para aluguel. Com isso, boa parte dos novos empreendimentos não são reservados para moradia, mas para investimento. Dados de pesquisas junto aos corretores de imóveis apontam que esse índice, que já foi de menos de 20%, atualmente oscila entre 40 a 60% dos imóveis, dependendo do empreendimento. Isso porque as próprias construtoras preferem que os investidores comprem, visto que eles geralmente pagam à vista, ao contrário dos que compram imóveis para residência e geralmente esperam de 30 a 60 dias para obter financiamento.

3) O aumento do índice de investidores provoca uma falsa sensação de falta de imóveis à venda no mercado, puxando os preços para cima. A sensação é amenizada, em casos como o brasileiro, pelo fato de que no Brasil realmente há um déficit habitacional histórico, especialmente nas grandes cidades. O processo de urbanização nos países de desenvolvimento recente, como o Brasil, a China e a Índia, é muito rápido e intensivo, fazendo com que as cidades não consigam se planejar (e, em alguns casos, não queiram) para receber essa enorme massa de pessoas vinda do campo. Em São Paulo, por exemplo, esse processo ocorreu de forma intensa entre as décadas de 50 e 90, em que a cidade se consolidou como principal pólo econômico brasileiro.

4) Finalmente, em momentos de crise econômica ou insegurança em relação ao mercado imobiliário, essa bolha estoura. O catalisador do estouro dessa bolha pode ser a falência de algum ente envolvido no processo imobiliário (seja no financiamento ou na construção de imóveis propriamente dita) ou o aumento geral da inadimplência a níveis insustentáveis. Então, bancos e construtoras pedem ajuda aos governos, como tábuas de salvação.

Basicamente, de forma bem resumida, funciona assim: bancos, construtoras, corretores e todos os “atores” do mercado imobiliário são absolutamente partidários do livre negócio e da ausência de regulação, com o claro objetivo de maximizar seus lucros. Com isso, especulam abusivamente, aumentam preços sem nenhum critério, enganam mutuários, “escondem imóveis”, tudo com o único objetivo de aproveitar a ausência de regulação para enriquecer. E então, quando a administração abusiva e o excesso de ganância leva o mercado à beira da ruína, esses mesmos grupos usam de seu poder para explorar os governos e continuar se viabilizando e agindo sem regulação, através de “empréstimos” e “incentivos” que nunca serão pagos.

Para vocês terem idéia, a maioria das 1318 empresas que dominam o mundo atualmente, através de suas conexões, são ligadas ao setor financeiro. E quem diz isso não sou eu, mas pesquisadores renomados:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=rede-capitalista-domina-mundo&id=010150111022

A China segue o caminho da quebra, com empresários prestes a pedir ajuda ao governo unipartidário chinês. Os governos, reféns desses grupos e da mídia, que faz enorme pressão para que as “escaladas de crescimento econômico” continuem, a qualquer preço,  geralmente cedem e ajudam essas instituições. Quando isso não acontece, falências tornam-se casos emblemáticos, como ocorreu com o Lehmann Brothers em 2008.

O Brasil

Não por coincidência, o Brasil é o próximo da fila da especulação imobiliária. Somos hoje o “segundo melhor mercado imobiliário do mundo”. A China está com problemas, os EUA sempre serão o mercado “mais confiável” (eles fazem as regras, lembrem-se) e os investidores internacionais que especulavam em outros lugares querem fazer o mesmo, ganhar dinheiro fácil e sair logo daqui, quando a crise agravar:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-vira-2-melhor-mercado-imobiliario-,97911,0.htm

Com isso, a especulação imobiliária também vai às alturas. Em um movimento de reajuste, em 2011, coincidente com o reajuste imobiliário dos anos anteriores (desde 2007, para ser mais preciso). A Tabela é da FIPE:



Desde 2007, o processo descrito em quatro etapas nesse texto está ocorrendo aqui. Estamos no meio da terceira fase, e, no caso brasileiro, temos algumas coisas que podem “amenizar” o estouro da bolha imobiliária brasileira, que deve ocorrer em breve. E outras que podem agravar. O diagnóstico é esse:

a) Os bancos brasileiros não vão falir. Sim, porque os bancos brasileiros estão entre os que mais lucram no mundo, e são as únicas instituições financeiras no planeta que se pagam sem necessidade de alavancagem, apenas com a cobrança de tarifas. Dei mais detalhes sobre esse processo nessa postagem de outubro, em que defendi o movimento grevista dos bancários: http://leorossatto.wordpress.com/2011/10/04/a-greve-dos-bancos/

b) A maior parte dos financiamentos imobiliários no Brasil são feitos pelo setor público, através da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Em caso de rompimento, o governo absorveria naturalmente boa parte da dívida. Prejudicaria o país, diminuiria os investimentos, mas não seriam necessários pacotes desesperados de ajuda aos bancos.

c) O Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo. Isso é bom para quem financia e ruim para o mutuário. Prova disso é que a inadimplência imobiliária subiu 23% no último ano: http://clipimobiliario.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18782:inadimplencia-sobe-em-novembro-mas-perspectiva-e-de-recuo&catid=58:economia&Itemid=109

E deve continuar subindo, com o agravamento da crise econômica européia.

d) O fôlego da estrutura de financiamento brasileira está próxima do fim. A maioria dos financiamentos imobiliários são feitos com os valores depositados na poupança. E a poupança interna brasileira é, proporcionalmente, uma das mais baixas do mundo, estando em 16% do PIB. Com isso, a tendência é a oferta de crédito diminuir abruptamente nos próximos anos, se a poupança interna brasileira não atingir ao menos 25% do PIB. Infelizmente, nesse sentido as perspectivas são as mais negativas possíveis, como mostra estudo da Fundação Getúlio Vargas: http://www.fgv.br/mailing/ibre/carta/agosto.2011/08Ce2011%20CIBRE.pdf

e) Pode amenizar o estouro da bolha imobiliária brasileira o fato de que boa parte dos imóveis brasileiros estão quitados. Ao contrário dos EUA, em que o advento da hipoteca é muito popular, no Brasil imóveis hipotecados são raridade. A bolha deve ficar restrita aos novos imóveis e aos imóveis vendidos com financiamento.

f) Existem dois calcanhares de aquiles na estrutura imobiliária: a inadimplência, já comentada, e as construtoras. Grandes construtoras perderam boa parte de seu valor de mercado nos últimos anos, cancelaram lançamentos e encontram-se em dificuldades econômicas. Exemplo emblemático é o da Gafisa: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1007/noticias/a-tenda-dos-horrores-da-gafisa?page=4&slug_name=a-tenda-dos-horrores-da-gafisa

No entanto, a Gafisa não é exemplo único. Mas é reflexo da ingerência de investidores estrangeiros no mercado imobiliário nacional. Exemplo clássico é o de Sam Zell, que trouxe para o Brasil problemas semelhantes aos que já causou no mercado americano: http://observadordomercado.blogspot.com/2012/01/exame-crise-e-ressaca-na-construcao.html

g) Os incentivos do Governo Federal, através de programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, favoreceram muito às classes mais baixas. Mas geraram um efeito colateral sério no mercado: o aumento da especulação. E a especulação imobiliária, aliada aos altos juros praticados pelos bancos, fizeram com que o financiamento imobiliário fosse dividido entre dois tipos de imóveis: os imóveis de “baixa renda”, financiados com subsídio do “Minha Casa, Minha Vida”, e os imóveis de “alta renda”, feitos para uma faixa salarial acima de dez salários mínimos ao mês.

No entanto, construtoras e incorporadoras utilizaram-se desse expediente para “planejar” as cidades, revendendo imóveis com preços aplicáveis aos “Minha Casa, Minha Vida” apenas nas regiões periféricas das cidades e inflacionando os demais imóveis a preços inacessíveis para a maioria. Os mais prejudicados com isso são a classe média, com renda familiar entre 8 e 15 salários mínimos, que são o grande “alvo” desse mercado especulativo de imóveis.

h) O planejamento urbano acaba comprometido. Em São Paulo, especialmente, há o fenômeno da criação de grandes conglomerados residenciais, não necessariamente voltados ao público de baixa renda, abrigando centenas de famílias sobre um mesmo condomínio. Nos países europeus ou nos EUA, tais agrupamentos são rapidamente desvalorizados, pois comprometem irremediavelmente os fluxos e os deslocamentos. No Brasil, isso tende a ser ainda mais grave, como já demonstrado em muitos casos, tendo em vista a falta crônica de planejamento urbano das grandes metrópoles. E isso é notório, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

As soluções

Como não-economista, existem duas constatações óbvias no caso brasileiro:

1) Existe uma bolha imobiliária no Brasil, especialmente nas grandes cidades.

2) Todos os indícios levam a crer que essa bolha deve estourar em breve.

E ficam duas perguntas:

1) Se esse processo de produção de bolhas imobiliárias ocorreu e ocorre em todo o mundo, como evitar a ocorrência dessas bolhas?

O principal processo diz respeito à especulação imobiliária. Se existem mecanismos para minimizar a ocorrência da especulação, a possibilidade de uma bolha diminui. Nesse sentido, a principal contribuição é a noção de que imóveis não são investimento, mas moradia. E, nesse contexto, o principal exemplo vem da Islândia.

Na década de 90, a economia do país passou a crescer de forma mais consistente, iniciando, de forma tímida, um processo de especulação imobiliária atípico, envolvendo apenas casas de campo (visto que a grande maioria das pessoas já tinha casas próprias nas cidades). No entanto, esse processo foi rapidamente estancado pelo congresso local, que impôs sérias restrições a compra de casas de campo por islandeses. Tais restrições foram afrouxadas em 2003, quando assumiu um governo adepto do livre mercado (o grande responsável pelo alavancamento dos bancos islandeses, que os levou à bancarrota). Mas a mentalidade de restringir a especulação deu certo. Muito por causa da cultura local. Fica a lição de que, para cumprir uma lei, é necessário entendê-la. Também por isso educação é fundamental.

2) Quando ocorrem esses estouros de bolhas imobiliárias, qual é a melhor solução?

A solução também vem da Islândia nesses casos. Não há motivos para salvar bancos e construtoras reconhecidamente incompetentes, que lucraram absurdamente em cima de especulações. É triste ver pessoas desempregadas? É. Mas é um sacrifício momentâneo, que mostra que o governo não deve assumir o ônus da incompetência alheia. Os bancos e especuladores não podem controlar as ações dos governos:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/experiencia-islandesa-mostra-que-e-melhor-deixar-bancos-quebrarem

Três anos após a crise, a Islândia já volta a crescer, enquanto países como os EUA e o bloco europeu seguem reféns de um sistema bancário que parece provocar crises para se aproveitar delas.

3) E o Brasil?

Não sou economista, então, não prevejo o futuro. Apenas mostro as experiências do passado, aliadas às evidências do presente, para o país construir seu futuro da maneira mais adequada. É bom fugir do convencional e não dar ajudas desnecessárias para quem lucra com a incompetência, seja própria ou dos outros. Por isso, é bom ser prudente, analisar muito, e evitar investimentos arriscados. Estudar é sempre a forma de fazer um bom negócio, especialmente no setor imobiliário, tão contaminado por especulações. Analise o preço por m², analise as condições de compra, verifique a idoneidade da empresa e do vendedor. São coisas muito subjetivas, mas a verdade é que vendedor de imóvel, hoje em dia, é que nem mecânico e pedreiro: tem que ser amigo, de absoluta confiança, para você não correr o risco de ser enganado.

E lembre-se: a bolha aqui no Brasil existe. E vai estourar. Só não se sabe quando.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/1023457-a-china-vai-quebrar.shtml


Fonte: http://leorossatto.wordpress.com/2012/01/09/a-bolha-imobiliaria/

sábado, 14 de dezembro de 2013

COMO TIREI O BRASIL DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL...

OU SIMPLESMENTE: COMO EVITEI UM “INCIDENTE DIPLOMÁTICO” EVITANDO A PRISÃO DE UM TURISTA ALEMÃO

Esta é uma história real...
Nos áureos tempos de nosso histórico Período Presidencial Militar, que muitos chamam de Ditadura, houve uma época, quando já estando na reserva remunerada, eu fora convidado para colocar ordem no Museu Histórico do CBMERJ.

Um dia, quando me encontrava mergulhado em traduções de equipamentos do museu para descobrir sua verdadeira origem e definição, entrou um soldado espavorido em meu gabinete, suando meio engasgado gritando:
- Coronel a Guarda está prendendo um americano na frente do quartel.
Incontinente, corri para o local do evento e, em lá chegando, vi uma cena, que, ao mesmo tempo, era grotesca, triste e engraçada. Nossos soldados tentavam soltar as mãos de um rapaz apavorado, de tez avermelhada, aparentando 25 a 30 anos, que agarrado às grades do “Campo de Santana”, parque fronteiriço ao QCG, tentava livrar-se das garras daqueles possíveis torturadores tupiniquins.


Também, pelo que já ouvira nos jornais estrangeiros, ele já se imaginava desaparecendo nas masmorras de seus algozes. Já cheguei gritando “Para tudo”. Calminha e digam-me o que está acontecendo.
O Cabo da Guarda, ufanando-se em sua graduação, disse gritando:
- Este americano está tentando tirar retrato da frente do quartel e, pelas ordens que temos, é proibido fotografar instalações militares.
Eu retruquei-lhe em voz alta:
- Primeiro baixe a voz quando falar comigo, pois eu sou um oficial, mesmo estando à paisana, segundo, em legítimo carioquês eu repliquei: “Tu é uma besta”. Há quanto tempo a Ditadura já acabou? E mais, você sabia que os satélites americanos hoje podem fotografar uma placa de carro? Que lá de cima eles veem tudo que se passa no pátio deste quartel? Solta o homem. Você quer espantar os turistas do Rio de Janeiro? Deixe-me falar com ele. Foi aí que entrou a diplomacia do malandro carioca: “Do you speak english? Are you an american?” O coitado, suando em bicas, gemeu:
- No, german.
Aí eu pensei, Gott sei danke, vou salvar a pátria. O infeliz não falava nada de inglês e eu aproveitando minha verve germânica perguntei-lhe:
- Porque então não continuamos nosso Unterhaltung em alemão?
Seus olhos faiscaram de surpresa, até que enfim alguém me entende. Eu então lhe disse aguarde um momentinho que vamos conversar e virei para o Comandante da Guarda e gritei com ele:
- Tire esta tropa daqui, que já está juntando gente, enquanto converso com ele. E tem mais, nosso quartel é uma obra de arte que deveria ser fotografada pelo mundo inteiro, por dentro e por fora, isto não é um quartel do exército.
Usei então a psicologia diplomática do malandro sorridente recepcionista carioca de turismo.
- Meu amigo, o que está havendo aqui é uma falha nas comunicações. O guarda não está querendo lhe prender, mas como você não fala inglês (alias nem os outros sentinelas), só alemão vocês não estão se entendendo. Na realidade o guarda estava tentando lhe trazer para dentro para que você tivesse o prazer de fotografar tudo em detalhes.
Ele me contara então sua desdita, tinha sido roubado em seus documentos e dinheiro e estava perdido, quando viu a beleza da fachada de nosso quartel e resolvera fotografar.
Então comecei a descrever-lhe as qualidades daquele castelo, quase medieval, mas que era de estilo clássico neo-gótico, do século XIX (1893-1908), e o material de sua construção foi todo importado da Europa e dos Estados Unidos por nosso último 'Kaiser', Dom Pedro II. Você imaginaria que todo aço e ferro que seguram as estruturas desta obra de arte são todos de Krupp alemão? Que as tábuas corridas que forram nossos pavimentos são de original pinho de Riga? Que os lustres dos gabinetes foram importados da Bohemia e que os vidros dos espelhos e armários são de bisotés français? Que se você olhar bem de perto você vai reconhecer detalhes existentes no “Castelo de Neuschwanstein”? Pois agora te digo amigo, você pode fotografar o que quiser, dentro e fora, e está convidado a almoçar comigo.
Alias eu notara que ele possuía um certo ar infantil proveniente de algum problema psicológico, fato que confirmei através de sua família (Jauernig) alguns meses depois, quando enviaram-me uma carta de agradecimento pelo que fizera por seu filho. 
Ao chegar ao rancho de oficiais, resumi rapidamente a história e pedi-lhes que sorrissem para ele para demonstrar boas vindas.
Resumindo a história, levei-o ao museu, ao gabinete do comando, ao salão nobre, que é um luxo do tempo de Dom Pedro II.
Naquela noite ele dormiu no quartel, jantou conosco, tomou o café da manhã e logo depois arranjei uma viatura vermelha, com “blaulicht”, para leva-lo ao consulado, pois eu passara a noite ligando para a casa do cônsul “Dunker” que felizmente era meu amigo e eu tinha o telefone de sua casa, coisa que ele não dava pra qualquer um.

Mandei fotos de sua estada no quartel para sua família e meses depois recebi de presente, junto com o agradecimento, um quadro que tenho muito apreço, por ter sido ganho em uma ocasião especial: Emoldurado em dourado com a efígie de São Floriano, padroeiro dos Bombeiros de língua alemã.












(Autor: Asdrúbal Da Silva Ortiz)
Asdrúbal Da Silva Ortiz é Coronel BM RR, oficial da Reserva do CBMERJ e atual comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

UM OTÁRIO NA ALEMANHA

UMA AVENTURA DO COTIDIANO
Asdrúbal da Silva Ortiz

OS HOMENS SÃO FANTOCHES NAS GARRAS DE UMA MULHER EXUBERANTE.

Este fato aconteceu no ano de 1976. Eu era Major BM e fui enviado à Berlin para um Congresso Internacional de Bombeiros junto ao Comandante Geral do CBMERJ escolhido para servir de intérprete em cinco línguas. Ficamos quinze dias na Europa visitando Bombeiros e defesa civil de vários países, sendo que sete dias se passaram em Berlin onde acontecera o Congresso do CTIF.

À noite, após as seções do congresso, tínhamos folga para passear pelas redondezas do Hall das convenções.
Um dia, rodando a pé no centro da cidade, vi-me perante uma figura que fez-me faiscar a visão.
Diante de mim, fixando-me com seus olhos cinza azulados como os da Ingrid Bergman, vi uma deusa nórdica que naquele momento me pareceu uma Walkiria wagneriana advinda de Asgard, o céu dos deuses nórdicos.
Meu coração começou a pulsar como se eu, naquele momento, sentisse que, de um momento para outro, seria alçado em seus braços num cavalo alado em direção ao paraíso dos guerreiros mortos em combate. Aproximei-me daquela visão branca como a neve e de cabelos dourados como um campo de trigo maduro ao refletir o sol.
Meio sem palavras, onde meu harddrive cerebral já misturava alemão com inglês, francês e português. Já nem sabia mais o que dizia.
Tentei entabolar um interlóquio que me permitisse um conquista que já fazia parte de meus sonhos juvenis: Eu, branco amorenado, tinha o desejo de namorar ou possuir um espécime eslavo ariano de cabelos louros genuínos.
Ao começarmos nosso bate-papo, eu embasbacado com tanta beleza, não lhe via defeitos, pois para mim sua boca parecia uma cornucópia de onde jorravam ambrosias. Ela então sugeriu que fôssemos a um barzinho onde poderíamos, sentados, conversar enquanto tomávamos um “drink”. Logo ao chegarmos ela perguntou-me se podia pedir uma bebida típica local e eu também pedi uma para mim.
Após algum tempo eu já sabia que ela era finlandesa e não alemã e só faltava conhecer a família dela. Depois de algum tempo notei que ela já bebera várias garrafinhas daquela coisa de que não me lembro o nome.
Resolvi então olhar o cardápio para tentar pedir algo que me agradasse, pois na realidade eu não estava gostando daquilo. Ao abrir o “menu” por acaso vi o preço das garrafinhas que ela tanto pedia. Ao ver o preço cabeludo de cada bebida solicitada, tomei um choque, pois em cerca de meia hora eu já devia cerca de quatrocentos dólares só com bebidas que nem me deram qualquer prazer.
Chamei o garçom e ele veio com uma conta astronômica que eu nem tinha dinheiro suficiente no bolso para pagar. Depois de um acordo, que mais me pareceu um interrogatório do DOPS, o dono da baiuca me concedeu a gentileza de deixar-me pagar com cheques de viagem, que por sorte eu tinha no bolso, ou ele chamaria a polícia ou talvez eu tomasse porrada.
A gente precisar errar pra aprender. Saí Dalí acompanhado da louraça, que, de um momento para outro, transformara-se de fada em bruxa. Ela ainda tentou levar-me para um motel onde teríamos uma noite inesquecível.
Mas à esta hora eu já perdera toda a tesão, tivera perdida uma pequena fortuna em minutos e minha “Lorelei” transformara-se em uma górgona bruxa de “Gwrach”.
Eis aí uma história por onde todos homens já passaram e não contam para os outros para não parecerem babacas como eu fui.
...
ASDRÚBAL DA SILVA ORTIZ é CORONEL BM RR, OFICIAL DA RESERVA DO CBMERJ E ATUAL COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DO RIO DE JANEIRO.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A piscina mais perigosa do mundo

Laguinho natural fica à beira de catarata de 108 metros de altura e faz sucesso entre turistas aventureiros

Turistas curtem a piscina natural no alto de cataratas na África (Foto: Divulgação)
Turistas curtem a piscina natural no alto de cataratas na África (Foto: Divulgação)
A palavra piscina te faz pensar em um dia ensolarado nas águas calmas e cristalinas do quintal ou do clube? A Devil’s Pool, ou “piscina do diabo”, não é exatamente assim, tão relaxante. Trata-se de um pequeno lago natural que se forma no topo das Cataratas Vitória, na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue. Ela fica a incríveis 108 m de altura. Turistas muito corajosos chegam até a beirada da queda, onde é possível admirar a vista estonteante. O local, no entanto, é tido como perigoso por muitos, já que a correnteza pode ser muito forte.
Uma opção relativamente mais segura é fazer o passeio do hotel Tongabezi, que conta com guias experientes e só funciona quando as condições da água são ideais, normalmente entre setembro e dezembro. As Cataratas Vitória ocupam cerca de 1,5 km de extensão e têm altura máxima de 128 m. Os locais a chamam de Mosi-oa-Tunya, que quer dizer “fumaça que troveja”. É considerada Patrimônio da Humanidade da Unesco.
As Cataratas Vitória têm 108 metros de altura no ponto da Devil’s Pool (Foto: Divulgação)
Garoto mergulha na piscina natural (Foto: Divulgação)
Você teria coragem de ficar na beirada da queda d'água? (Foto: Divulgação)
Você teria coragem de ficar na beirada da queda d'água? (Foto: Divulgação)
Para menos corajosos, outra opção é apenas tirar uma foto com as cataratas ao fundo. O local é muito procurado para casamentos (Foto: Divulgação)
http://revistacasaejardim.globo.com/Curiosidades/noticia/2013/11/piscina-mais-perigosa-do-mundo.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A luta mundial contra a Monsanto cresce e cresce

Nas vésperas da celebração do Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro passado, em mais de 500 cidades de 52 países se realizaram manifestações contra a Monsanto, a tenebrosa transnacional da biotecnologia e dos alimentos geneticamente modificados. Os milhares e milhares de manifestantes pediram ao mundo boicotar a ação “depredadora” da Monsanto porque introduziu diferentes tipos de transgênicos no mercado globalizado, que, segundo expertos, são prejudiciais para a saúde humana, representando uma ameaça para “a saúde, a fertilidade e a longevidade”.

Na realidade, a Monsanto não é a única corporação que aspira conquistar o monopólio do fornecimento de alimentos em nosso planeta. São várias corporações biotecnológicas e agroquímicas que formam o poderoso grupo CropLife America e, entre elas, se destacam: Monsanto, DuPont, Dow AgroSciences LLC, Syngenta, Bayer, Basf, Río Tinto, Mendel, Ceres, Evogene. Foi precisamente este grupo que mandou a carta de protesto à esposa do presidente Obama, Michelle Obama, quando ela plantou seu jardim orgânico livre de pesticidas e organismos geneticamente modificados [OGMs]. Agora, podem estar tranquilos, porque a crise econômica e a recente paralisação temporária do governo norte-americano fez murchar o jardim da senhora Obama.

Neste conjunto, Monsanto, a multinacional de Biotecnologia Química e Agrícola com sede em Creve Coeur, Missouri, é a mais poderosa de todas em termos políticos, econômicos e financeiros. É a mais famosa por suas sementes transgênicas e herbicidas como Roundup Ready [RR], a base de glifosato para eliminação de ervas e arbustos. Atualmente, essa corporação, que começou como uma pequena companhia química em 1901, se transformou num gigante biotecnológico do século XXI, ganhando em 2012 13,5 bilhões de dólares. Está operando em 68 países do mundo, semeando sementes OGMs em mais de 114 milhões de hectares e, deles, 61 milhões nos Estados Unidos. Neste país, controla 40% das terras cultiváveis.

Foi precisamente a Monsanto um dos produtores do Agente Laranja, que foi borrifado massivamente durante a guerra do Vietnã numa operação Ranch Hand entre 1961 e 1971. Segundo a Cruz Vermelha vietnamita, um milhão de pessoas ficaram mutiladas e mais de 500.000 crianças nasceram com defeitos pelo uso desse desfolhante. O Agente Laranja, que foi aplicado com o pretexto de proteger vidas dos soldados norte-americanos, fez seus estragos em seus próprios soldados, os quais, em 1984, fizeram uma demanda coletiva no Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque. Apesar de que o Tribunal não tenha encontrado culpados, se acordou que as sete companhias produtoras do Agente Laranja [Monsanto, Diamond Shamrock Corporation, Dow Chemical Company, Hercules Inc., TH Agricultural y Nutrition Company, Thompson Chemical Corporation y Uniroyal Inc.] pagarão 180 milhões de dólares aos veteranos estadunidenses da guerra no Vietnã e a seus familiares. Se calcula que mais de 600.000 veteranos norte-americanos foram afetados por esse desfolhante e milhares de seus filhos nascerem com leucemia.

Porém, tudo isto pertence à história e já ninguém quer recordar-se da tragédia daquela guerra. Até o Tribunal Supremo norte-americano declarou em 2004 que as companhias produtoras não eram responsáveis do uso do Agente Laranja. No entanto, a realidade que o mundo vive atualmente é muito mais sinistra comparando com o passado, pois estamos frente a um processo quando uma corporação multinacional [Monsanto] aspira apoderar-se da produção e distribuição de alimentos no mundo inteiro, usando sua tecnologia do OGM. De acordo com recente estudo da Food and Water Watch, 93% dos produtos da soja no mercado norte-americano e 80% dos de milho contêm OGMs produzidos pela Monsanto, que tem mais de 1.676 patentes de sementes. Atualmente, essa multinacional controla mais de 90 por cento do mercado mundial de sementes transgênicas, o que constitui um monopólio industrial sem precedentes, e 60 por cento do mercado global de sementes comerciais.

O êxito da Monsanto não se deve somente a sua habilidade de criar produtos rentáveis, mas também a suas conexões políticas, midiáticas e a seu persistente trabalho de cooptação. Segundo o Center for Responsive Politics, a Monsanto gastou mais de 4 bilhões de dólares desde 1990 para as campanhas eleitorais, dando apoio aos políticos para promover seus interesses. A maioria de seus executivos, de acordo com a publicação Global Research, são ex-congressistas e altos ex-funcionários de diferentes departamentos do governo federal norte-americano. Tem à sua disposição incondicional os meios de comunicação que, dia a dia, estão tratando de convencer a opinião pública da vantagem do uso de produtos que contenham OGM. E, para dar solidez aos escribas a soldo, utiliza estudos favoráveis de seis universidades estadunidenses subvencionadas pela multinacional: Arizona State University, St. Louis University, University of Missouri, Cornell University, Washington University in St. Louis y South Dakota State University.

Agora, os professores à sua disposição criaram um novo pretexto para a promoção das sementes OGM. Um recente informe do ETC Group como Monsanto, Bayer, BASF, DuPont, Syngenta, Dow, Mendel, Ceres e Evogene estão patenteando as sementes com genes que resistem ao estresse do meio ambiente [seca, variações extremas de temperatura etc]. Segundo a campanha publicitária desses gigantes bioquímicos, “somente esta tecnologia de OGM é capaz de neutralizar os efeitos do aquecimento global e da fome no futuro não tão distante”. Na realidade, é um novo pretexto para aumentar o poder corporativo sobre a alimentação, controlar os preços, terminar com a pesquisa independente e acabar com a tradição milenar dos agricultores de intercambiar as sementes. Agora, a Monsanto e a BASF estão investindo 1,5 bilhão de dólares para criar este tipo de sementes.

Seu laboratório é a África, onde essas duas multinacionais se aliaram com a Fundação Bill e Melinda Gates para promover a suposta “Revolução Verde” no continente. O curioso é que o multimilionário Bill Gates, que é apresentado pela imprensa globalizada como um generoso filantropo, comprou 500.000 ações da Monsanto por 23 milhões de dólares. Os africanos deveriam estudar os “resultados” das “revoluções verdes” que a Fundação Rockfeller promoveu na América Latina nos anos 1960 e 1970. Porém, o processo já está em marcha com o consentimento e a participação dos governos de Quênia, Tanzânia, Uganda e África do Sul apoiado por 47 milhões de dólares doados pela Fundação de Bill Gates.

A América Latina também tem estado na mira da Monsanto desde os anos 1990. O modelo de agroindústria com o uso das sementes OGMs se impôs em todos os países do Mercosul e também na Bolívia para a produção de soja, milho e algodão transgênicos. Atualmente, 50 por cento da terra cultivável na província de Buenos Aires estão semeados com sementes OGMs e regados com glifosato desde um teco-teco. No Paraguai, depois do golpe de Estado em 2012 contra o presidente legitimamente eleito Fernando Lugo, a Monsanto junto com a Cargil encontraram um paraíso para suas sementes transgênicas. Atualmente, estão construindo uma fábrica de sementes transgênicas, convertendo-se esse país no terceiro laboratório da Monsanto, depois de Argentina e Brasil.

Atualmente, na Argentina, de acordo com o jornalista Federico Larsen, 97 por cento da soja produzida é transgênica e também o país liberou o uso do hormônio recombinante bobina BST Posilac, produzido pela Monsanto, que aumenta a produção leiteira nas vacas em 25 por cento, porém que está proibido na maioria dos países do mundo por demonstrar-se cientificamente que Posilac favorece o desenvolvimento do câncer de mama nas mulheres. No entanto, a própria presidenta Cristina Fernández declarou, há pouco, que “O investimento da Monsanto é importantíssimo e vai ajudar na concretização de nosso plano, tanto agroalimentar 2020 como nosso plano também industrial”. Parece que ninguém está prestando atenção aos estudos de vários especialistas que chegaram à conclusão de que, neste ritmo, as terras na Argentina e no Brasil deixariam de ser produtivas em aproximadamente 50 anos.

Parece que às transnacionais ou a muitos governos de turno não lhes interessa o futuro. Por isso, firmam as leis, como a recente Lei de Proteção da Monsanto nos Estados Unidos, que protege a transnacional de todos os julgamentos relacionados à produção e venda de sementes OGMs, ou a Lei Monsanto no México, aprovada em 2005 pela maioria dos congressistas, sem nem sequer ser lida, dando luz verde à corporação biotecnológica em seu país. O mesmo caminho está tomando a Ucrânia, tendo as terras mais férteis da Europa. Felizmente, existem raras exceções, como a iniciativa do presidente do Peru, Ollanta Humala, que conseguiu que o congresso aprovasse em 2011 uma moratória de 10 anos ao cultivo e a importação de transgênicos no país, com a “finalidade de proteger a biodiversidade, a agricultura nacional e a saúde pública”.

Também a multinacional Monsanto decidiu retirar as solicitações para o cultivo de novos transgênicos na União Europeia ante os protestos e resistência de vários governos e grupos ecológicos de usar essas sementes que impactam negativamente sobre a saúde. No entanto, as plantações de cultivos transgênicos continuam em Espanha, Portugal, República Checa e Polônia. Na Rússia, o presidente Putin deu um grito de alerta pelas intenções de Monsanto de instalar-se em seu país. Porém, terá que lutar contra os oligarcas russos, para os quais a pátria não é um lugar onde alguém nasce, mas sim onde se ganha dinheiro, igualmente contra as leis russas aprovadas na época de Yeltsin e que impedem a proibição dos produtos transgênicos.

Há uns dez anos, a Monsanto tratou de ingressar em Cuba, porém eles anunciaram que seriam o laboratório mundial para os produtos orgânicos e não chegaram a nenhum acordo. Agora, a Rússia tem melhor oportunidade e as condições para converter-se no centro de cultivos orgânicos por não estar contaminada sua agricultura com as sementes OGM e por ter 40 milhões de hectares de terra não exposta durante muitos anos ao uso dos químicos. De acordo com os expertos, para 2020 a Rússia poderia abastecer o mercado mundial com 15 por cento dos produtos orgânicos, se é que os agricultores recebem o apoio do governo.

As possibilidades de pôr freio às intenções das multinacionais biotecnológicas de estabelecer o controle corporativo sobre a alimentação existem. Só se necessita a vontade dos povos de despojarem-se do individualismo implantado pelo neoliberalismo, e retornar à premissa de Aristóteles, segundo a qual os humanos somos homens sociais e políticos e não podemos viver fora da sociedade. Porém, viver na sociedade necessariamente implica ações coletivas através das quais poderíamos impor-nos a qualquer transnacional, como o estão fazendo atualmente os habitantes de Malvinas Argentinas, a 14 quilômetros de Córdoba, Argentina, opondo a Assembleia de Vizinhos Luta pela Vida à Monsanto. Em 2012, as Mães de Ituzaingó, um bairro de Córdoba, ganharam pela primeira vez um julgamento contra a Monsanto.

Isto demonstra que a união, a solidariedade e a vontade coletiva são armas poderosas do povo que luta por seu bem-estar e seus ideais.


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Células solares de perovskita vieram para ficar

Células solares de perovskita vieram para ficarOrganometálicas e secas
Elas não são ainda tão eficientes quanto a célula solar mais eficiente do mundo, mas têm outras vantagens.
O novo dispositivo pertence a uma categoria emergente de células solares cristalinas feitas com uma classe de semicondutores chamados perovskitas.
Sua grande vantagem é que, a exemplo das células solares orgânicas - tipo DSC -, as células solares de perovskita são construídas sobre substratos plásticos, o que lhes dá flexibilidade e um bom nível de transparência - com a grande vantagem de que são totalmente de estado sólido.
Com uma taxa de conversão de 15%, a nova célula solar criada por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, iguala o recorde da categoria alcançado há pouco mais de um mês pela equipe do professor Michael Gratzel:
Célula solar de plástico já compete com células de silício
O fato de que duas equipes tenham atingido marcas virtualmente idênticas mostra que a família das perovskitas não entrou no campo das células solares para brincadeiras.
E a arquitetura mais simples da célula solar de perovskita significa que ela pode ser produzida em larga escala a um custo baixo, já que o processo de deposição química usado na sua fabricação é compatível com as técnicas usadas pela indústria.

Células solares de perovskitas
Os semicondutores da classe conhecida como trialetos organometálicos de perovskita têm a fórmula (CH3NH3)PbX3, onde o X pode ser iodo, bromo ou cloro.
Eles começaram a ser utilizados como componentes de coleta de luz em células solares sensibilizadas por corante (DSC) apenas em 2009. Nestes dispositivos, as perovskitas são aplicadas como revestimento sobre uma superfície de uma película fina de nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2).
Logo os pesquisadores se deram conta de que as perovskitas não servem apenas para coletar a luz, desempenhando também o papel de portadoras das cargas coletadas, o que permitiu eliminar a parte "molhada" das células solares sensibilizadas por corante - justamente o elo frágil dessa tecnologia.
Nestas células solares de perovskitas de última geração, a perovskita é simplesmente prensada entre os eletrodos de elétrons (cargas negativas) e de lacunas (cargas positivas), a mesma configuração utilizada nas células solares planares convencionais.
A grande vantagem é que elas são muito finas - cerca de 300 nanômetros, contra 150 micrômetros das células de silício - o que lhes dá flexibilidade e transparência.

Redação do Site Inovação Tecnológica


Caminho está brilhando para telas flexíveis e esticáveis

LEDs que esticam

Você já deve estar acostumado com as promessas de telas de dobrar e enrolar, computadores de vestir e equipamentos eletrônicos flexíveis.

De fato, essa área emergente está prosseguindo firme, mas não tem conseguido demonstrar muito do seu potencial porque os aparelhos eletrônicos são formados por inúmeros componentes, e todos devem ser "flexibilizados" para que as promessas virem realidade.

Então talvez agora dê para colocar na agenda o lançamento das primeiras telas flexíveis.
Duas equipes, trabalhando de forma independente, acabam de relatar a fabricação de LEDs que são não apenas flexíveis, mas que podem ser esticados como elástico, sem parar de brilhar.

OLEDs de esticar - LEDs orgânicos flexíveis


 O OLED fabricado pela equipe pode ser esticado 30% além do seu tamanho original e dobrado em 180 graus sem parar  de brilhar. [Imagem: UCL].

Segundo a pesquisadora, a criação de OLEDs com alta flexibilidade por duas equipes diferentes significa que os primeiros equipamentos comerciais podem estar no horizonte.

"A eletrônica flexível e a optoeletrônica têm aplicações potenciais na geração de energia, na biomedicina, na robótica e nas telas," afirma a equipe.

OLEDs de esticar - LEDs orgânicos flexíveis
Os OLEDs emitem luz graças a materiais eletroluminescentes feitos de uma espécie de plástico, o que explica sua flexibilidade. O grande desafio é tornar flexíveis os eletrodos, que levam energia até eles. [Imagem: UCLA]

OLEDs que esticam
Jiajie Liang e seus colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles também trabalharam com OLEDs.
Seu protótipo pode ser repetidamente esticado, dobrado e torcido, a temperatura ambiente, sempre voltando ao formato original - e sem parar de emitir luz em todo o processo.

O OLED fabricado pela equipe pode ser esticado 30% além do seu tamanho original e dobrado em 180 graus, tendo se mantido totalmente funcional por 1.000 ciclos de esticamento e relaxamento, sempre brilhando.

O protótipo suportou um esticamento de até duas vezes seu tamanho original, mas apresentou perda de eficiência.

Os OLEDs emitem luz graças a materiais eletroluminescentes feitos de uma espécie de plástico, o que explica sua flexibilidade. O grande desafio é tornar flexíveis os eletrodos, que levam energia até eles.

A solução encontrada foi usar malhas de nanofios de prata depositados sobre uma matriz de borracha, o que produziu eletrodos flexíveis e transparentes.


"Juntamente com o desenvolvimento dos transistores de película fina elásticos, acreditamos que as telas interativas de OLEDs totalmente esticáveis, tão finas quanto um papel de parede, serão feitas em um futuro próximo," estima o professor Qibing Pei, coordenador da equipe.

Redação do Site Inovação Tecnológica 
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=oleds-esticar-leds-organicos-flexiveis&id=010110131029